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OCB e OCESC Defendem Maior Acesso ao PRONAF para Cooperativas

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A recente decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN), que altera os requisitos para acesso ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF), gerou preocupações entre as cooperativas da agricultura familiar. A Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e a Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (OCESC) levantaram a voz em defesa de uma maior inclusão dessas cooperativas nos recursos do programa.

A mudança, estabelecida pela Resolução CMN nº 5.080, de 29 de junho de 2023, elevou o percentual mínimo de associados com Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP/CAF) necessário para que as cooperativas, sejam singulares ou centrais, possam acessar as linhas de crédito do PRONAF, de 60% para 75%. Esta alteração, segundo o presidente da OCESC, Vanir Zanatta, criou desafios significativos para muitas cooperativas.

No ano passado, problemas de acessibilidade para as cooperativas foram identificados no início da vigência do Plano Safra da Agricultura Familiar 2023/24. Após discussões e com o apoio do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, foi publicada a Resolução CMN nº 5.104, de 28 de setembro de 2023, que permitiu a retomada do acesso ao PRONAF para cooperativas com mais de 60% de agricultores familiares em seu quadro social, ajustando os limites de contratação em algumas linhas de crédito.

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No entanto, com o término da validade da Resolução CMN nº 5.104, em 30 de junho de 2024, a regra de 75% de agricultores familiares voltará a ser exigida. Esta medida pode desenquadrar mais de 45% das cooperativas da agricultura familiar, impactando negativamente os projetos destinados a esses produtores.

Para evitar a perda do acesso a importantes linhas de financiamento, a OCB, com o apoio da OCESC, propôs a criação de um dispositivo que permita a concessão de financiamentos às cooperativas da agricultura familiar com um percentual mínimo de 60% dos associados portadores de DAP/CAF. Os financiamentos abrangem as linhas do Pronaf Agroindústria (MCR 10-6), Pronaf Industrialização de Agroindústria Familiar (MCR 10-11) e Pronaf Cotas-Partes (MCR 10-12).

Além disso, o presidente Zanatta destacou a questão do teto de R$ 500 mil para obtenção da DAP, fixado há três anos. Este limite impede que produtores com faturamento superior acessem recursos do PRONAF, o que se torna um desafio em um mercado com preços em alta. A DAP está sendo substituída pelo Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF).

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Zanatta elogiou o novo Plano Safra por disponibilizar um volume recorde de recursos para a agricultura familiar e suas cooperativas, e destacou a importância das medidas propostas para garantir a sustentabilidade e eficácia das políticas públicas voltadas para o setor. “Essas medidas são essenciais para o planejamento das atividades das cooperativas da agricultura familiar e para o sucesso das políticas financeiras”, concluiu.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Eficiência do fósforo na agricultura depende de manejo integrado e avanço de soluções biológicas, aponta pesquisa da Embrapa

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Eficiência do fósforo segue como desafio central na agricultura tropical

A baixa eficiência no uso do fósforo continua sendo um dos principais gargalos da agricultura brasileira, especialmente em solos tropicais altamente intemperizados. Mesmo com a aplicação de fertilizantes fosfatados, grande parte do nutriente é rapidamente fixada no solo, tornando-se indisponível para as plantas.

Esse cenário será tema de destaque no Summit de Nutrição Vegetal Inteligente, promovido pela Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia para Produção Vegetal (Abisolo), que acontece nos dias 9 e 10 de junho, no Pecege, em Piracicaba (SP).

Solubilização biológica do fósforo ganha destaque em evento técnico

No dia 9 de junho, às 10h, a pesquisadora da Embrapa, Christiane Abreu de Oliveira Paiva, apresentará a palestra “Inoculantes para fósforo: solubilizadores de fosfato e promotores de crescimento vegetal”, com foco nos mecanismos biológicos que ampliam a disponibilidade do nutriente no solo.

Segundo a pesquisadora, a limitação do fósforo no Brasil está diretamente ligada à química dos solos tropicais.

“Em muitos casos, de 100 kg de fertilizante fosfatado aplicado, apenas cerca de 20% são efetivamente aproveitados pelas plantas”, explica.

Microrganismos aumentam disponibilidade de fósforo no solo

A pesquisa destaca o papel de microrganismos solubilizadores, como bactérias e fungos, que atuam liberando fósforo retido no solo por meio de processos biológicos.

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Entre os principais mecanismos estão:

  • Produção de ácidos orgânicos
  • Liberação de enzimas específicas
  • Mobilização do fósforo na rizosfera

Esses processos aumentam a disponibilidade do nutriente na região das raízes, favorecendo sua absorção pelas plantas.

Pesquisa de 20 anos resultou em inoculante brasileiro

Durante a palestra, Christiane também apresentará resultados de uma linha de pesquisa desenvolvida ao longo de cerca de duas décadas, que culminou no lançamento do primeiro inoculante brasileiro para solubilização biológica de fósforo, em 2019.

A tecnologia já foi testada em diferentes regiões do país e apresentou ganhos consistentes de produtividade, como:

  • Mais de 13 sacas por hectare no milho
  • De 4 a 5 sacas por hectare na soja
  • Aumento superior a 15% na cana-de-açúcar
  • Maior eficiência na absorção de fósforo pelas plantas
Dependência de fertilizantes importados reforça importância da eficiência

Outro ponto de destaque é a forte dependência do Brasil em relação ao fósforo importado. Atualmente, mais de 80% do insumo utilizado no país vem do exterior, o que torna o setor vulnerável a variações geopolíticas e logísticas.

Nesse contexto, os inoculantes surgem como ferramenta estratégica para aumentar a eficiência do fertilizante já aplicado, reduzindo perdas e melhorando o aproveitamento nutricional pelas culturas.

Mercado de biológicos cresce e tecnologias brasileiras ganham espaço global

O mercado de soluções biológicas voltadas ao fósforo já conta com mais de dez produtos disponíveis no Brasil. Além disso, tecnologias desenvolvidas no país vêm ganhando espaço internacional, sendo utilizadas em regiões da Europa, América do Norte, América do Sul e África.

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Apesar do avanço, especialistas reforçam que essas soluções não substituem a adubação convencional.

Uso de inoculantes exige manejo integrado no sistema produtivo

Segundo a pesquisadora, o desempenho dos inoculantes depende diretamente das condições do solo, da cultura e das práticas de manejo adotadas na propriedade.

“O desempenho dessas tecnologias depende de fatores como tipo de solo, cultura, condições ambientais e práticas de manejo. É fundamental integrá-las com adubação equilibrada, plantio direto e aumento da matéria orgânica”, destaca Christiane.

Abisolo reforça importância da integração de tecnologias

Para o presidente do Conselho Deliberativo da Abisolo, Roberto Levrero, o tema reflete um desafio estrutural da agricultura brasileira.

“A baixa eficiência do fósforo nos solos tropicais é uma questão estrutural. Tecnologias como os inoculantes contribuem para melhorar o aproveitamento desse nutriente, mas devem ser usadas de forma integrada ao sistema produtivo”, afirma.

O avanço das soluções biológicas para fósforo representa um importante passo para a agricultura tropical, mas especialistas reforçam que o ganho real de eficiência depende da integração entre tecnologias, manejo adequado do solo e estratégias nutricionais equilibradas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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