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Show das Águas é retomado e entra na fase final de testes para funcionamento completo

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Após mais de três anos sem funcionamento para manutenção e revitalização, o tradicional Show das Águas, no Parque das Águas, voltou a encantar o público cuiabano e segue em período de testes operacionais. A atração, uma das mais emblemáticas da capital, já retomou as apresentações dentro da programação especial dos 307 anos de Cuiabá e continuará passando por ajustes ao longo das próximas semanas.

Neste momento, o sistema opera com cerca de 70% da capacidade total. Mesmo em fase de testes, o espetáculo já atraiu milhares de pessoas ao parque, consolidando-se novamente como um dos principais pontos de encontro da população.

A operação parcial ocorre devido à ausência de parte dos equipamentos que ainda estão em transporte. Está prevista a chegada de 210 peças de iluminação e 96 motores de passo, componentes fundamentais para o funcionamento completo da estrutura. Com a instalação desses itens, será possível ampliar os efeitos visuais e a precisão dos movimentos coreografados da água, elevando o nível das apresentações.

Considerado o maior sistema de água dançante do Brasil, o Show das Águas conta com uma plataforma de aproximadamente 70 metros de extensão, equipada com jatos que podem alcançar até 30 metros de altura. A estrutura alia iluminação cênica, sincronização musical e tecnologia avançada, proporcionando um espetáculo dinâmico e imersivo.

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Entre as melhorias já implementadas está a instalação de uma nova CLP (Controlador Lógico Programável), que permite maior controle das operações e a criação de coreografias mais complexas. O sistema também incorpora inversores de frequência, garantindo variações mais precisas na intensidade dos jatos e maior sincronização com a trilha sonora.

O prefeito Abilio Brunini destacou a importância da retomada do espaço e adiantou novidades no funcionamento da estrutura. “Estamos testando deixar ligada pela manhã e à noite. Pela manhã, para trazer mais umidade e conforto para quem faz caminhada, e à noite para valorizar ainda mais a beleza do parque. Além disso, estamos programando para que ela volte a ter as danças sincronizadas”, afirmou.

A administração do Parque das Águas, onde está localizada a fonte, é de responsabilidade da Prefeitura de Cuiabá, por meio da Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), que também coordenou toda a revitalização do sistema.

O diretor-geral da Limpurb, Felipe Wellaton, destacou o trabalho técnico realizado e a continuidade dos ajustes. “Realizamos uma força-tarefa completa, com revisão de toda a parte hidráulica, elétrica e estrutural. Neste momento, seguimos com os testes e com a chegada de novos equipamentos, que vão permitir que o show opere em sua total capacidade, com mais tecnologia, segurança e qualidade para a população”, pontuou.

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Os testes operacionais seguem ao longo de todo o mês, com a atuação de cerca de 25 profissionais, período em que serão realizados ajustes finos e a instalação dos novos equipamentos que chegam de São Paulo nas próximas semanas. A expectativa é que, com a conclusão dessa etapa, o Show das Águas passe a operar com 100% da capacidade, oferecendo ao público um espetáculo ainda mais completo, moderno e seguro.

Enquanto isso, a fonte segue em funcionamento diário durante a programação comemorativa da cidade, reforçando o Parque das Águas como um dos principais polos culturais e de lazer da capital.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Raízen reduz moagem de cana em quase 10% na safra 2025/26, mas amplia produção de açúcar e etanol de segunda geração

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A Raízen, uma das maiores produtoras de açúcar, etanol e bioenergia do mundo, encerrou a safra 2025/26 (abril de 2025 a março de 2026) com uma moagem de 70,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, volume 9,8% inferior ao registrado no ciclo anterior, quando foram processadas 78,2 milhões de toneladas.

Segundo a companhia, o desempenho foi impactado principalmente pelas condições climáticas adversas ao longo da safra, que reduziram a disponibilidade de matéria-prima e afetaram a produtividade agrícola dos canaviais. Além dos efeitos do clima, decisões estratégicas relacionadas à otimização dos ativos industriais também contribuíram para a retração do volume processado.

Clima reduziu oferta de cana

Em comunicado ao mercado, a Raízen informou que a principal razão para a queda da moagem foi o impacto das condições climáticas registradas durante o ano-safra.

A empresa estima que a menor produtividade agrícola provocou uma redução de aproximadamente 900 mil toneladas de cana disponível para processamento, refletindo os desafios enfrentados pelos canaviais em diferentes regiões produtoras.

A menor oferta de matéria-prima confirma os efeitos das adversidades climáticas sobre o setor sucroenergético brasileiro, que também atingiram outros produtores ao longo da temporada.

Estratégia operacional também reduziu o volume processado

Além do clima, a Raízen destacou que parte da redução da moagem decorreu de decisões estratégicas voltadas à otimização do portfólio de ativos.

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Entre as medidas adotadas estão:

  • venda de aproximadamente 2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar;
  • hibernação da usina MB, paralisada desde novembro de 2024 e sem operação durante a safra 2025/26;
  • hibernação da usina Santa Elisa, que interrompeu as atividades em julho de 2025.

De acordo com a companhia, desconsiderando esses efeitos extraordinários, a moagem teria alcançado 69,2 milhões de toneladas, o que representaria uma retração mais moderada, de 3,9% em relação à safra anterior.

Mix priorizou açúcar para aumentar rentabilidade

Mesmo diante da menor moagem, a Raízen manteve sua estratégia de direcionar uma parcela maior da cana para a fabricação de açúcar, aproveitando as condições mais favoráveis do mercado internacional.

Na safra 2025/26, o mix de produção ficou em:

  • 53% destinado ao açúcar
  • 47% destinado ao etanol

No ciclo anterior, a divisão havia sido equilibrada, com 50% para açúcar e 50% para etanol.

Segundo a companhia, a alteração do mix acompanhou sua estratégia de maximização de rentabilidade, sustentada pelos preços previamente fixados para o açúcar e pela qualidade da matéria-prima disponível durante a safra.

Produção de etanol de segunda geração avança

Outro destaque apresentado pela empresa foi a evolução da produção de etanol de segunda geração (E2G).

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A Raízen informou que os volumes produzidos cresceram na comparação anual, impulsionados pela estabilização operacional das unidades de:

  • Bonfim;
  • Univalem;
  • Barra.

O desempenho dessas plantas reforça a estratégia da companhia de ampliar a produção de biocombustíveis de maior valor agregado, utilizando resíduos da cana-de-açúcar como matéria-prima e contribuindo para a expansão da oferta de combustíveis renováveis de baixa emissão de carbono.

Perspectivas para o setor sucroenergético

O resultado da safra 2025/26 evidencia os desafios enfrentados pelo setor sucroenergético brasileiro diante das oscilações climáticas, que vêm afetando a produtividade dos canaviais em diversas regiões do país.

Ao mesmo tempo, a decisão da Raízen de ampliar a participação do açúcar no mix de produção demonstra a busca por maior rentabilidade em um cenário de preços internacionais mais atrativos, enquanto os investimentos em etanol de segunda geração reforçam a estratégia de diversificação e fortalecimento da matriz de biocombustíveis.

Mesmo com a redução na moagem, a companhia mantém o foco na eficiência operacional, na otimização de ativos industriais e na expansão de tecnologias voltadas à produção de energia renovável, consolidando sua posição entre as principais empresas do agronegócio e do setor sucroenergético brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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