AGRONEGÓCIO

Boi gordo sobe em São Paulo e avança em Mato Grosso com oferta restrita

Publicado em

O mercado do boi gordo iniciou o período mais recente com valorização nas principais praças pecuárias do país, impulsionado pela combinação de oferta restrita e demanda aquecida por parte dos frigoríficos. Em São Paulo e em regiões estratégicas de Mato Grosso, o cenário tem favorecido a alta das cotações, especialmente para animais terminados.

Alta do boi gordo em São Paulo é sustentada por menor oferta

Em São Paulo, a redução na disponibilidade de animais prontos para abate, aliada à necessidade de recomposição das escalas por parte de frigoríficos menores, contribuiu para a elevação dos preços.

Essas indústrias, com maior dificuldade em alongar suas programações, passaram a ofertar valores mais altos pela arroba. Já os frigoríficos com escalas mais confortáveis conseguiram negociar com maior tranquilidade.

Nesse contexto, a cotação do boi gordo registrou alta de R$ 3,00/@, enquanto o chamado “boi China” teve valorização de R$ 2,00/@. As demais categorias permaneceram estáveis.

As escalas de abate no estado ficaram, em média, em sete dias, indicando relativa estabilidade no abastecimento, ainda que com viés de firmeza nos preços.

Leia Também:  Preço Médio da Gasolina nos Postos Sobe para R$ 6,28 em Agosto, Impulsionado por Reajustes nas Refinarias
Mato Grosso registra valorização generalizada nas cotações

No Mato Grosso, o movimento também foi de alta, com frigoríficos atuando de forma mais ativa na compra de animais para completar suas escalas, diante da oferta restrita.

  • Região Norte: Na região Norte do estado, todas as categorias apresentaram valorização de R$ 2,00/@. As escalas de abate ficaram, em média, em oito dias.
  • Região Sudoeste; Na região Sudoeste, o boi gordo teve alta de R$ 3,00/@, enquanto a novilha avançou R$ 5,00/@. A cotação da vaca permaneceu estável. As escalas estavam mais curtas, com média de quatro dias.
  • Região de Cuiabá: Na região de Cuiabá, a cotação do boi gordo subiu R$ 3,00/@, e a vaca teve valorização de R$ 2,00/@. A novilha manteve estabilidade. As escalas de abate estavam, em média, em seis dias.
  • Região Sudeste: Já na região Sudeste do estado, o boi gordo e a vaca registraram alta de R$ 2,00/@, enquanto a novilha teve valorização de R$ 3,00/@. As escalas ficaram, em média, em cinco dias.
Leia Também:  Ceva Saúde Animal Lança Guia Prático sobre Bem-Estar dos Bovinos

Além disso, o “boi China” no estado também apresentou valorização de R$ 2,00/@, acompanhando a tendência observada em outras praças.

Cenário atual do boi gordo indica mercado firme no curto prazo

O cenário atual do mercado do boi gordo aponta para manutenção da firmeza nas cotações no curto prazo. A combinação de oferta limitada de animais terminados e demanda consistente da indústria frigorífica continua sendo o principal fator de sustentação dos preços.

Mesmo com escalas de abate relativamente ajustadas, a necessidade de reposição por parte de algumas indústrias mantém o ambiente favorável para novas altas, especialmente em regiões onde a disponibilidade de gado segue mais restrita.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

Published

on

A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

Leia Também:  Alta no preço de herbicidas preocupa agricultores e exige revisão nas estratégias de manejo

Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

Leia Também:  Fed pode ter que fazer mais para levar inflação dos EUA de volta a 2%, diz Kashkari

O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA