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Serra da Mantiqueira projeta safra recorde de azeite em 2026

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A produção de azeite no Brasil enfrenta um cenário de retomada após dois anos de instabilidade climática que afetaram volume e regularidade da safra. Para 2026, o Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva) projeta uma “safra histórica”, com crescimento de pelo menos 55% em relação às safras anteriores, reforçando a competitividade do azeite nacional no mercado interno e em premiações internacionais.

Serra da Mantiqueira se destaca com olival mais alto do mundo

Na Serra da Mantiqueira, a Vinícola Essenza traduz esse avanço em números concretos. Localizadas na Fazenda Tuiuva, em Maria da Fé (MG), as oliveiras da marca estão entre 1.700 m e 1.910 m de altitude, recebendo o título de olival mais alto do mundo.

Na última safra, a produção foi de aproximadamente 3 mil litros de azeite premium. Para 2026, a projeção é de até 4.500 litros, um aumento de 50%. Herbert Sales, proprietário da vinícola, destaca que “o ganho de volume está ligado à maturidade das plantas e à capacidade de leitura do ambiente. A produção de azeite exige decisões em tempo real, e a evolução técnica permite reduzir incertezas ao longo do ciclo”.

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Colheita e extração: precisão que garante qualidade

A colheita depende do acúmulo de dias de sol entre janeiro e fevereiro, podendo começar no fim de fevereiro ou início de março. O período médio é de 40 dias, com manejo diário ajustado ao clima e à maturação das frutas.

A extração deve ocorrer poucas horas após a colheita para evitar degradação da azeitona, garantindo baixa acidez e qualidade do azeite extravirgem. “Trabalhar com baixa acidez depende do controle total do processo, desde a colheita até o lagar”, reforça Herbert Sales.

Reconhecimento internacional confirma padrão premium

O azeite Essenza vem se destacando em competições internacionais:

  • Evooleum Top 100 – “Melhor do Mundo em produção limitada”
  • Terraolivo International Olive Oil Competition – “Best of Brazil”
  • London International Quality Olive Oil Competition
  • Concurso Internacional CA Ovibeja (Portugal) – “O Melhor do Hemisfério Sul”
Estrutura e rendimento do olival

O olival em produção conta com 3.500 oliveiras, de um total de 6.000, distribuídas em 51 hectares. A idade média das plantas é de cinco anos, com variedades Arbequina, Coratina, Grappolo, Koroneiki, Picual e Maria da Fé, e previsão de entrada das Frantoio e Oleana.

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O rendimento de azeite varia conforme a maturação:

  • Início da colheita: 10% a 12%
  • Meio/final da colheita: 14% a 15%

Essa variação impacta diretamente no custo por litro e no volume final da safra, tornando a escolha do ponto exato de colheita essencial.

Terroir da Mantiqueira influencia qualidade e rendimento

O terroir da Serra da Mantiqueira, com altitude, relevo e amplitude térmica, afeta ritmo de maturação, teor de óleo e definição do ponto de colheita. Sales explica: “Colher cedo demais muda rendimento; colher tarde demais muda perfil; a escolha do dia define o azeite”.

Azeite, vinho e enoturismo: experiência completa

Além do azeite premium, a Vinícola Essenza integra produção de vinhos e charcutaria, oferecendo experiências de enoturismo voltadas a degustação e visitação, com base em Santo Antônio do Pinhal (SP).

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do trigo no Brasil fecha primeiro semestre de 2026 em alta, mas junho registra desaceleração nas negociações

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O mercado brasileiro de trigo encerrou o primeiro semestre de 2026 com tendência de valorização nos preços, apesar da desaceleração observada nas negociações em junho. O cenário foi sustentado principalmente pela baixa disponibilidade de produto da safra velha, estoques internos apertados e maior necessidade de importação para suprir a demanda doméstica.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Elcio Bento, o comportamento dos preços reflete um equilíbrio ainda frágil entre oferta e demanda.

“O primeiro semestre foi marcado pela recomposição dos preços. A menor disponibilidade de trigo no mercado interno e a necessidade de importação deram sustentação às cotações, mesmo em um ambiente de liquidez bastante limitada”, destacou.

Mercado do trigo acumula altas expressivas no semestre

Apesar da pressão de baixa registrada em junho, o desempenho acumulado do semestre foi positivo nas principais praças do país.

No Paraná, a média dos preços FOB interior encerrou junho em R$ 1.407 por tonelada, com alta acumulada de 19,9% em relação ao fechamento de 2025. No entanto, o mês registrou recuo de 1,6%, influenciado pela menor demanda dos moinhos e pelo enfraquecimento das referências internacionais.

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No Rio Grande do Sul, o movimento de valorização foi ainda mais intenso no semestre, com avanço de 24,9%. Em junho, porém, houve queda de 5,1%, levando a média para R$ 1.290 por tonelada FOB. Mesmo com a correção, o estado segue sustentado pela escassez de trigo remanescente da safra anterior e pelo forte ritmo de exportações ao longo do período.

Ajuste em junho não muda tendência de alta, diz analista

De acordo com Elcio Bento, a retração observada em junho não representa mudança estrutural no mercado, mas sim um ajuste técnico após meses de valorização.

“O que vimos em junho foi muito mais um ajuste técnico do que uma mudança de tendência. A oferta continua limitada, os estoques seguem apertados e isso impede uma queda mais acentuada dos preços”, analisou.

O ambiente de baixa liquidez continua sendo uma característica marcante do mercado físico brasileiro de trigo. Produtores seguem retendo parte do produto, aguardando melhores condições de preços na entressafra, enquanto os moinhos realizam compras pontuais devido à dificuldade de repasse dos custos ao preço da farinha.

Esse desalinhamento entre oferta e demanda mantém o mercado travado e com negociações limitadas.

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Mercado internacional sustenta cenário de preços no Brasil

No mercado externo, o trigo negociado em Kansas acumulou valorização de 15,5% no primeiro semestre de 2026, mesmo com correções pontuais registradas em junho. Já o trigo argentino, referência importante para a paridade de importação brasileira, avançou 6,7% no período.

Por outro lado, a valorização do real frente ao dólar ao longo do semestre contribuiu para reduzir parte da pressão altista que poderia ter sido transmitida ao mercado doméstico.

Perspectivas para o segundo semestre seguem atreladas ao clima e ao câmbio

Para os próximos meses, o mercado brasileiro de trigo deve permanecer sensível a fatores externos e internos. Entre os principais vetores de atenção estão o desenvolvimento da safra nacional, as condições climáticas na Argentina, o comportamento das bolsas internacionais e as oscilações cambiais.

Segundo o analista, esse conjunto de variáveis continuará sendo determinante para a formação de preços no mercado.

“Esse conjunto de fatores continua oferecendo sustentação estrutural aos preços”, concluiu Elcio Bento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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