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Brasil se consolida como líder global em bioinsumos e movimenta mais de R$ 7 bilhões na safra 2024/2025

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Brasil lidera avanço global no mercado de bioinsumos

O Brasil consolidou sua posição entre os três maiores mercados globais de bioinsumos, ao movimentar mais de R$ 7 bilhões na safra 2024/2025. O país divide protagonismo com Estados Unidos e China, respondendo por cerca de 15% a 18% do mercado mundial e aproximadamente 50% da movimentação na América Latina.

O avanço ocorre em meio à rápida transformação da indústria nacional, que registrou crescimento superior a 50% no número de empresas entre 2022 e 2025, impulsionado pela entrada de novos players e pela diversificação de companhias tradicionais.

Workshop reúne setor e apresenta dados inéditos

Os dados foram apresentados durante o Workshop de Inteligência de Mercado em Bioinsumos, promovido pela ANPII Bio, realizado em março, em Campinas (SP).

O evento reuniu cerca de 200 participantes, incluindo executivos de mais de 90 empresas, além de representantes do setor público, como o Ministério da Agricultura e a Embrapa, especialistas e consultorias.

A programação teve foco na análise de mercado, tendências e perspectivas para o setor, reforçando a importância da inteligência de dados para a tomada de decisão.

Mercado global cresce e América Latina ganha destaque

Segundo dados apresentados durante o encontro, o mercado global de bioinsumos foi estimado em cerca de US$ 15 bilhões em 2025, com crescimento médio anual projetado de 10% até 2030.

O segmento de biocontrole lidera o setor, concentrando mais de 50% do volume, seguido pelos bioestimulantes (28%) e pelos inoculantes e promotores de crescimento (17%).

A América Latina se destaca como um dos principais motores desse crescimento, com projeção de expansão de 14% até 2030 e faturamento estimado em US$ 6,7 bilhões.

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Brasil se destaca pela adoção e ambiente favorável

Dentro desse cenário, o Brasil se consolida como referência global tanto em escala de uso quanto em desenvolvimento tecnológico de bioinsumos.

O crescimento é impulsionado pela busca por soluções sustentáveis, maior eficiência no uso de nutrientes e integração dos biológicos ao manejo agronômico, especialmente em culturas como soja, milho e trigo.

Além disso, o ambiente regulatório e a adoção em larga escala favorecem o avanço de tecnologias baseadas em microrganismos, ampliando a resiliência das lavouras diante de desafios climáticos.

Desafio do setor é capturar valor em ambiente competitivo

Apesar do crescimento acelerado, o setor enfrenta desafios relacionados à captura de valor.

Com o aumento da concorrência, as empresas precisam comprovar resultados no campo, fortalecer a confiança do produtor e oferecer suporte técnico, geração de dados e serviços agronômicos que vão além da venda do produto.

Abertura comercial amplia oportunidades e pressões

O cenário internacional, incluindo avanços nas negociações do Mercosul, traz novas oportunidades e desafios para o setor.

A possível eliminação de tarifas e maior acesso ao mercado europeu podem impulsionar exportações e cadeias agroindustriais. Por outro lado, o ambiente também aumenta a concorrência, pressiona margens e eleva exigências regulatórias e de rastreabilidade.

Mercado brasileiro cresce com forte presença em culturas estratégicas

No Brasil, culturas como soja, milho, cana-de-açúcar, algodão, café e citros concentram 96% do uso de bioinsumos, evidenciando sua relevância em sistemas produtivos de larga escala.

Os bioinsumos já representam 7,2% do mercado em relação aos químicos, com maior participação no milho (10,1%), seguido pela cana-de-açúcar (8,1%) e soja (7,1%).

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Entre os segmentos, os bionematicidas lideram com 31% de participação, seguidos por bioinseticidas (25%) e biofungicidas (15%).

Crescimento da área tratada supera avanço em valor

A área tratada com bioinsumos segue em expansão, mas o crescimento em valor tem sido mais moderado.

Na comparação com a safra anterior, a área potencial tratada avançou 15,8%, enquanto o valor de mercado cresceu 3,6%, refletindo maior concorrência e pressão sobre preços.

A projeção para os próximos cinco anos é de expansão de 66% na área tratada, com crescimento médio anual de 10,6% entre 2025 e 2030.

Indústria nacional ganha força e reduz dependência externa

A indústria brasileira de bioinsumos vive um momento de forte expansão. Atualmente, o país conta com mais de 200 empresas registradas e mais de 1.500 produtos biológicos disponíveis, incluindo inoculantes, defensivos biológicos e biofertilizantes.

Empresas nacionais respondem por 85% da produção e 75% do crescimento recente, enquanto apenas 15% dos produtos são importados, evidenciando baixa dependência externa.

Perspectivas seguem positivas para o setor

Mesmo diante de desafios como pressão de oferta, riscos de crédito e maior competitividade, a expectativa é de crescimento de 17% no consumo de bioinsumos no Brasil ao longo do ano.

O cenário aponta para um mercado em expansão, com aumento do número de empresas, diversificação de produtos e avanço tecnológico.

Para o setor, o principal desafio será transformar esse crescimento em valor sustentável para toda a cadeia, com foco em inovação, qualidade e resultados no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Queda de 27,5% no suíno vivo aprofunda perdas na suinocultura

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A suinocultura brasileira enfrenta um início de 2026 marcado por forte compressão de margens, com queda nas cotações do animal vivo e custos ainda elevados. Em Mato Grosso, o movimento é mais intenso: o preço do quilo do suíno vivo recuou de R$ 8,00 em janeiro para R$ 5,80 nesta semana, retração de 27,5%, segundo levantamento da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat). A queda atinge diretamente a receita do produtor e já coloca a atividade no vermelho no estado.

O Brasil mantém uma das maiores cadeias de suinocultura do mundo, com produção anual próxima de 5 milhões de toneladas de carne suína e exportações que superaram 1,2 milhão de toneladas em 2025, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O setor segue sustentado pelo mercado externo e por um consumo interno que absorve cerca de 75% da produção, mas enfrenta, em 2026, um ambiente de margens mais apertadas, pressionadas pela combinação de custos elevados e ajustes nos preços ao produtor.

Nos principais estados produtores, o início do ano foi marcado por recuo nas cotações do suíno vivo, movimento associado ao aumento da oferta e à desaceleração sazonal da demanda no primeiro trimestre. Em polos consolidados como Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, a forte integração com a agroindústria e a maior participação nas exportações ajudam a amortecer esse ciclo de baixa, ainda que também haja compressão de margens. Nesses estados, a capacidade de direcionar produção ao mercado externo funciona como válvula de equilíbrio, reduzindo a exposição direta às oscilações do consumo doméstico.

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Nesse contexto, Mato Grosso apresenta um quadro mais sensível. Além da queda acentuada nas cotações, o estado opera com custos ainda elevados, especialmente com alimentação, o que compromete diretamente a rentabilidade da atividade. O recuo para R$ 5,80 por quilo representa o menor patamar desde abril de 2024.

O descompasso na cadeia agrava o cenário. Apesar da queda expressiva no preço do animal vivo e da carcaça, os valores da carne suína ao consumidor final seguem elevados no varejo, impedindo o repasse da redução e limitando o potencial de estímulo ao consumo. Com isso, o ajuste de mercado não se completa e a pressão permanece concentrada na base produtiva.

Frederico Tannure Filho

Atualmente, o prejuízo médio no estado é estimado em cerca de R$ 60 por animal abatido, segundo a Acrismat. Para o presidente da entidade, Frederico Tannure Filho, é necessário reequilibrar a cadeia. “Estamos observando uma queda de aproximadamente 30% no preço do suíno vivo e também na carcaça, mas isso não está sendo repassado ao consumidor. É importante que o varejo acompanhe esse movimento, reduzindo os preços na ponta. Dessa forma, conseguimos estimular o consumo de carne suína e, ao mesmo tempo, amenizar os impactos enfrentados pelos produtores”, afirma.

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A avaliação do setor é que, sem ajuste no varejo, a tendência é de continuidade da pressão sobre os produtores, especialmente em regiões menos integradas à exportação. Em um país que combina grande escala produtiva com forte dependência do mercado interno, o reequilíbrio entre preço ao produtor, custo de produção e preço ao consumidor será determinante para evitar a ampliação das perdas no campo ao longo de 2026.

Fonte: Pensar Agro

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