Mato Grosso

Seduc inicia as aulas e entrega de materiais do curso preparatório Pré-Enem Digit@l 2026

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A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) iniciou a entrega dos materiais didáticos e as aulas do curso Pré-Enem Digit@l MT 2026.

A iniciativa garante suporte pedagógico completo aos estudantes da Rede Estadual inscritos no projeto. O curso, que é ofertado gratuitamente, tem o objetivo de ampliar a preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), contribuindo para o acesso ao ensino superior e a redução das desigualdades educacionais.

Os estudantes já estão recebendo materiais didáticos nas versões impressa e digital, com conteúdos organizados nas quatro áreas do conhecimento do Enem, além da redação. A entrega do material impresso segue critérios estabelecidos em edital, mediante assinatura de termo de responsabilidade e conforme a modalidade de participação do aluno.

As aulas ocorrem em dois formatos: presencial e on-line. No presencial, os encontros são realizados semanalmente nos polos das Diretorias Regionais de Educação (DREs) e da Diretoria Metropolitana de Educação (DME), com atividades que incluem aulas, oficinas de redação e simulados.

Já na modalidade on-line, os estudantes têm acesso ao conteúdo por meio do Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), onde também estão disponíveis videoaulas, materiais complementares e avaliações ao longo do ano.

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O Pré-Enem Digit@l MT é voltado, prioritariamente, para estudantes concluintes do Ensino Médio da Rede Estadual em 2026, mas também contempla alunos do 2º ano e de diferentes modalidades de ensino, como ensino regular, Educação de Jovens e Adultos (EJA), educação do campo, indígena e quilombola.

Pré-Enem Digit@l MT

Em 2025, o Pré-Enem Digit@l MT se consolidou como uma das principais políticas educacionais de apoio à preparação dos estudantes da Rede Estadual para o ingresso no ensino superior. O programa atendeu milhares de alunos em todo o Estado, com oferta de aulas presenciais e on-line, além de materiais didáticos estruturados por área do conhecimento.

Ao longo do ano, os estudantes participaram de simulados, revisões intensivas e acompanhamento pedagógico contínuo, contribuindo para o fortalecimento da aprendizagem e melhoria do desempenho nas avaliações externas. A iniciativa também ampliou o acesso de estudantes de diferentes modalidades de ensino.

Novidades no Enem 2026

A edição de 2026 do Enem passa a ter um papel ainda mais estratégico na educação brasileira. Além de seguir como principal porta de entrada para o ensino superior, o exame também será utilizado como instrumento oficial de avaliação da qualidade do Ensino Médio no país.

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Com a mudança, estabelecida por decreto federal, o Enem passa a integrar o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), permitindo que seus resultados sejam utilizados para medir o nível de aprendizagem dos estudantes ao final da educação básica e apoiar a formulação de políticas públicas educacionais.

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), a medida deve ampliar a participação dos estudantes nas avaliações e gerar um diagnóstico mais preciso e abrangente sobre o desempenho das redes de ensino, já que milhões de alunos realizam o exame todos os anos.

Na prática, os dados do Enem passarão a contribuir diretamente para o monitoramento da qualidade da educação no Brasil, permitindo identificar avanços, desafios e desigualdades no ensino médio.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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