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Paraguai registra safra histórica de soja e pode superar 12 milhões de toneladas em 2026

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Safra principal de soja atinge recorde histórico no Paraguai

O Paraguai consolidou a maior safra de soja de sua história na Região Oriental, com a colheita já finalizada em 100% da área, segundo relatório da StoneX, empresa global de serviços financeiros.

Como cerca de 97% da produção nacional está concentrada nessa região, os resultados refletem o desempenho geral do país, mesmo com a soja do Chaco ainda em desenvolvimento devido a um calendário agrícola distinto.

Clima favorece produtividade e evita perdas significativas

Apesar das preocupações iniciais com o clima mais quente e seco, as condições não resultaram em perdas relevantes. As chuvas, embora irregulares, ocorreram em momentos estratégicos e garantiram o desenvolvimento adequado das lavouras.

Além disso, grande parte das áreas já se encontrava em estágio avançado quando ocorreram as adversidades climáticas, o que reduziu impactos sobre a produtividade, ainda que tenha provocado atrasos pontuais na safrinha.

Regiões produtoras apresentam bom desempenho generalizado

O bom resultado da safra foi observado em diversas regiões produtoras, com destaque para o norte de Alto Paraná e o departamento de Canindeyú, onde houve ajustes positivos mais expressivos.

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Outras regiões como Itapúa, Caaguazú, Guairá, Caazapá, San Pedro, Amambay e Concepción também apresentaram produtividades consistentes. Já áreas como Misiones e Paraguarí mantiveram níveis elevados, sem necessidade de revisão.

Produção pode superar 12 milhões de toneladas

A estimativa da safra principal foi revisada de 10,4 milhões para 10,9 milhões de toneladas na atualização de abril.

Caso a safrinha alcance cerca de 1,4 milhão de toneladas, a produção total do Paraguai poderá atingir 12,29 milhões de toneladas, estabelecendo um novo recorde histórico para o país.

Safrinha segue em desenvolvimento com cenários distintos

A safrinha apresenta dinâmicas diferentes entre culturas. No milho, parte do plantio ocorreu fora da janela ideal, especialmente na região centro-sul, o que deve concentrar a colheita a partir de julho, sem oferta relevante em junho.

Já a soja safrinha apresenta condições mais estáveis, com previsão de colheita entre o final de abril e meados de maio. Ainda é cedo, no entanto, para ajustes de produtividade neste ciclo.

Mercado registra volatilidade e forte ritmo de vendas

No mercado, o basis apresentou forte volatilidade nas últimas semanas. Houve queda inicial influenciada pela alta das cotações em Chicago, impulsionadas por expectativas de maior demanda chinesa e pelos efeitos do conflito no Oriente Médio sobre os preços do petróleo e biocombustíveis.

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Em Assunção, o basis passou de aproximadamente US$ -45/ton para US$ -80/ton, recuperando-se posteriormente para cerca de US$ -55/ton. O movimento foi influenciado principalmente pela valorização internacional, enquanto o preço físico permaneceu relativamente estável diante da elevada oferta.

Comercialização avança acima da média histórica

A comercialização da soja 2025/26 atingiu 68%, superando os 48% do mês anterior e a média histórica de 63%, refletindo tanto o bom desempenho produtivo quanto a necessidade de liquidez dos produtores.

No milho, a safra 2025 está praticamente encerrada, com 97% já comercializado, em linha com anos anteriores.

Para a safrinha 2026, as vendas antecipadas também mostram dinamismo, alcançando 22%, acima dos 14% registrados anteriormente e da média histórica de 17%, indicando postura comercial mais ativa em um ciclo considerado excepcional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Uso de antibióticos para ganho de peso é proibido na produção animal

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) proibiu o uso de antibióticos como promotores de crescimento na produção animal, em medida que já está em vigor e altera práticas consolidadas nas cadeias de aves, suínos e bovinos. A decisão veta a importação, fabricação, comercialização e uso desses aditivos quando destinados ao ganho de desempenho produtivo, além de determinar o cancelamento dos registros dos produtos enquadrados nessa categoria.

Na prática, substâncias tradicionalmente utilizadas para acelerar o ganho de peso deixam de ser permitidas com essa finalidade. Entre os compostos atingidos estão a virginiamicina, a bacitracina (e suas variações) e a avoparcina, com destaque para a primeira, amplamente adotada em sistemas intensivos. A norma, no entanto, mantém a possibilidade de fabricação exclusiva para exportação, desde que haja autorização prévia do Mapa.

A mudança segue recomendações de organismos internacionais como a Organização Mundial da Saúde, que há anos orientam a restrição do uso de antimicrobianos na produção animal quando não houver finalidade terapêutica. O objetivo é conter o avanço da resistência antimicrobiana — fenômeno em que bactérias se tornam resistentes a antibióticos, reduzindo a eficácia de tratamentos tanto na medicina veterinária quanto na humana.

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Para o setor produtivo, a medida impõe uma transição operacional. O Mapa estabeleceu prazo de 180 dias para utilização dos estoques já existentes e determinou que empresas informem volumes disponíveis em até 30 dias. Após esse período, os produtos deverão ser retirados do mercado.

Sem esses aditivos, produtores terão de recorrer a alternativas para manter desempenho zootécnico, como ajustes no manejo, nutrição mais precisa e uso de aditivos não antibióticos. No curto prazo, a mudança pode elevar custos e exigir adaptação dos sistemas produtivos. No médio prazo, a expectativa é de alinhamento a exigências sanitárias internacionais, especialmente de mercados mais rigorosos.

A restrição aproxima o Brasil de padrões já adotados em outros países e reforça a tendência global de redução do uso não terapêutico de antibióticos na produção animal, tema que ganhou relevância crescente na agenda sanitária e comercial do agronegócio.

Fonte: Pensar Agro

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