AGRONEGÓCIO

Rabobank aponta impactos da geopolítica no mercado de cana, açúcar e etanol no AgroInfo Q1 2026

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O Rabobank divulgou a nova edição do relatório trimestral AgroInfo Q1 2026, trazendo uma análise detalhada sobre o cenário atual do agronegócio, com destaque para os mercados de cana-de-açúcar, açúcar e etanol. O estudo aponta que as tensões geopolíticas no Oriente Médio têm provocado mudanças relevantes na dinâmica de preços e nas expectativas para o setor sucroenergético.

Conflito no Oriente Médio impulsiona preços e gera incertezas

De acordo com o relatório, o conflito envolvendo países do Oriente Médio “chacoalhou o tabuleiro” do mercado global, especialmente devido ao impacto direto sobre o petróleo e insumos estratégicos.

A elevação dos preços da energia influenciou diretamente o açúcar negociado em Nova York, que registrou alta recente, impulsionado tanto pelo petróleo quanto por movimentos de fundos no mercado financeiro.

Apesar disso, o banco alerta que o cenário ainda é incerto. O fechamento do Estreito de Ormuz pode reduzir a demanda de importantes importadores da região, afetando o fluxo global da commodity.

Gasolina no Brasil será determinante para o etanol

Um dos principais pontos de atenção destacados pelo Rabobank é o comportamento do preço da gasolina no Brasil, fator decisivo para o desempenho do etanol.

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Segundo o relatório, aumentos no preço da gasolina tendem a valorizar o etanol, tornando-o mais competitivo e influenciando diretamente o mix de produção das usinas entre açúcar e biocombustível.

Além disso, medidas como o aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina podem reforçar essa tendência, reduzindo a oferta de etanol hidratado no mercado.

Custos de produção sob pressão com alta de diesel e fertilizantes

O relatório também destaca que os custos de produção seguem como um dos principais desafios para o setor em 2026/27.

A alta do diesel e dos fertilizantes, especialmente a ureia, tem pressionado as margens dos produtores. O conflito no Oriente Médio agravou esse cenário, elevando significativamente os preços desses insumos.

Esse ambiente pode impactar tanto a produção no campo quanto os custos logísticos, reduzindo a rentabilidade do setor.

Início da safra dependerá das condições climáticas

Outro fator relevante para o setor é o clima. O Rabobank destaca que as chuvas no fim de março e início de abril serão decisivas para o início da safra de cana-de-açúcar.

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Um período mais seco pode antecipar a moagem, enquanto irregularidades climáticas podem afetar o desenvolvimento da cultura e a produtividade.

Perspectivas: mercado volátil e dependente da geopolítica

O Rabobank conclui que o setor sucroenergético deve enfrentar um ambiente de elevada volatilidade ao longo de 2026, com forte dependência de fatores externos.

Entre os principais pontos de atenção estão:

  • evolução do conflito no Oriente Médio;
  • comportamento dos preços do petróleo;
  • política de preços de combustíveis no Brasil;
  • custos de insumos e logística.

Diante desse cenário, produtores e usinas deverão manter atenção redobrada, já que decisões estratégicas poderão ser determinantes para a rentabilidade no próximo ciclo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Brasil abre 13 novos mercados para produtos agropecuários e amplia oportunidades de exportação

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O agronegócio brasileiro conquistou novas oportunidades no mercado internacional com a abertura de 13 novos mercados para produtos agropecuários nacionais. A ampliação do acesso comercial foi confirmada pelos Ministérios da Agricultura e Pecuária (Mapa) e das Relações Exteriores (MRE), após a conclusão de negociações sanitárias e fitossanitárias com parceiros estratégicos em diferentes regiões do mundo.

As novas autorizações contemplam países da América do Sul, América Central, África e também a União Econômica Eurasiática (UEE), ampliando a presença dos produtos brasileiros em mercados de elevado potencial de consumo.

Novos destinos ampliam diversidade da pauta exportadora

Entre os países que abriram seus mercados para produtos brasileiros estão Argentina, Bolívia, El Salvador, Equador, Etiópia, Guiana, Honduras, Nicarágua, Nigéria, Paraguai, República Dominicana, Venezuela e a União Econômica Eurasiática, bloco formado por Rússia, Belarus, Cazaquistão, Quirguistão e Armênia.

As autorizações abrangem uma ampla variedade de produtos agropecuários, reforçando a diversificação da pauta exportadora brasileira.

Entre os destaques estão:

  • Material genético bovino para El Salvador e Honduras;
  • Castanha de caju para a União Econômica Eurasiática;
  • Milho pipoca para Equador e República Dominicana;
  • Ovos férteis para a Nigéria;
  • Couro bovino salgado para a Bolívia;
  • Mudas de cana-de-açúcar para Honduras;
  • Sementes de coco para a Guiana;
  • Sementes de mamona para o Paraguai;
  • Sementes de maracujá para a Venezuela;
  • Sementes de pimenta habanero para a Nicarágua;
  • Farinhas, gorduras animais e hemoderivados destinados à alimentação animal para a Etiópia;
  • Sêmen de pacu-caranha para a Argentina.
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União Econômica Eurasiática ganha relevância para o agro brasileiro

Entre as novas aberturas, a autorização para exportação de castanha de caju à União Econômica Eurasiática chama atenção pelo potencial comercial do bloco.

Segundo o governo brasileiro, os países integrantes da UEE importaram mais de US$ 1,4 bilhão em produtos agropecuários brasileiros no último ano. Atualmente, soja, carnes e café estão entre os principais itens exportados para essa região.

A ampliação da pauta comercial fortalece a estratégia de diversificação dos destinos das exportações brasileiras e reduz a dependência de mercados tradicionais.

Agronegócio alcança 639 aberturas de mercado desde 2023

Com os novos anúncios, o agronegócio brasileiro atingiu a marca de 639 aberturas de mercado em 97 destinos internacionais desde o início de 2023, resultado do trabalho conjunto entre o Mapa e o Itamaraty para ampliar a presença dos produtos nacionais no comércio global.

A expectativa é que os produtores e exportadores dos segmentos contemplados iniciem as operações comerciais nos novos mercados nos próximos meses, ampliando receitas, fortalecendo a competitividade do setor e consolidando o Brasil como um dos principais fornecedores mundiais de alimentos, insumos e genética animal.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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