AGRONEGÓCIO

Café oscila entre alta e queda com petróleo acima de US$ 100, custos logísticos elevados e expectativa de safra recorde no Brasil

Publicado em

O mercado internacional do café apresentou forte volatilidade nesta terça-feira (31), refletindo a combinação de fatores externos, como a alta do petróleo e tensões geopolíticas, com fundamentos internos ligados à safra brasileira. Após iniciar o dia em alta, impulsionado pelo avanço das commodities energéticas, o café arábica encerrou o pregão em queda na Bolsa de Nova York, pressionado por expectativas de uma grande produção no Brasil.

Abertura em alta com petróleo elevado e tensão geopolítica

Os contratos futuros de café começaram o dia em valorização nas bolsas internacionais, acompanhando o cenário externo mais firme. O petróleo permaneceu acima dos US$ 100 por barril, sustentado por tensões no Oriente Médio, especialmente após o bloqueio parcial do Estreito de Ormuz pelo Irã — rota estratégica por onde circula cerca de 20% da produção mundial da commodity.

Esse contexto elevou as preocupações com os custos logísticos globais, impactando diretamente o mercado de café, que depende fortemente do transporte para exportação, principalmente no Brasil, maior produtor mundial.

Na ICE Futures US, o café arábica com vencimento em maio/26 abriu cotado a 295,90 cents por libra-peso, com alta de 335 pontos. Os contratos de julho/26 e setembro/26 também iniciaram o dia com ganhos. Em Londres, o robusta acompanhou o movimento positivo, com valorização nos principais vencimentos de 2026.

Leia Também:  Linha emergencial tenta blindar exportadores contra tarifaço do Trump
Logística no radar: impacto direto nos preços do café

A manutenção do petróleo em níveis elevados — com o WTI acima de US$ 103 e o Brent acima de US$ 114 — reforçou a atenção sobre os custos de transporte marítimo e terrestre. A possibilidade de prolongamento do conflito no Oriente Médio aumentou a incerteza sobre o fluxo global de energia, influenciando diretamente os fretes.

Para o café, esse fator é determinante. O Brasil, principal exportador global, depende de uma cadeia logística eficiente. O aumento dos custos pode impactar margens, formação de preços e estratégias de comercialização, tornando o mercado mais sensível às variações externas.

Clima favorece lavouras e acompanha fase final da safra

No cenário doméstico, as condições climáticas seguem no radar dos agentes. Chuvas recentes em importantes regiões produtoras — como Sul de Minas, Cerrado Mineiro e partes do Espírito Santo — contribuíram para o enchimento dos grãos e manutenção da umidade do solo.

Ao mesmo tempo, a previsão de períodos mais secos em algumas áreas tende a favorecer a maturação e o avanço da colheita, que se aproxima. Esse equilíbrio climático sustenta expectativas produtivas mais estáveis no curto prazo.

Queda em Nova York com pressão de safra recorde

Apesar da abertura positiva, o mercado mudou de direção ao longo do dia. Na ICE Futures US, o café arábica fechou em queda, refletindo principalmente um movimento de correção técnica e a pressão das expectativas de uma safra robusta no Brasil.

Leia Também:  JBS registra Receita Líquida de R$ 364 bilhões e Ebitda de R$ 17 bilhões em 2023

Os contratos para maio encerraram a sessão a 292,55 cents por libra-peso, com recuo de 3%, enquanto julho fechou a 286,60 cents, também com queda superior a 3%. O movimento ocorre após o mercado ter atingido recentemente a máxima de sete semanas.

Produção brasileira elevada pressiona cotações

O principal fator de pressão segue sendo a perspectiva de uma grande safra brasileira. A Cooxupé, maior cooperativa de café do país, projeta o recebimento de 6,8 milhões de sacas de 60 kg em 2026, volume cerca de 12% superior ao registrado no ano anterior.

Esse aumento na oferta reforça a expectativa de maior disponibilidade global, o que tende a limitar avanços mais consistentes nos preços, mesmo diante de custos logísticos mais elevados.

Mercado segue sensível a múltiplos fatores

A combinação entre petróleo caro, custos logísticos elevados, clima favorável e expectativa de alta produção mantém o mercado do café em um cenário de grande sensibilidade.

No curto prazo, operadores seguem atentos a qualquer mudança nesses fatores, especialmente no clima brasileiro e na evolução das tensões geopolíticas, que podem alterar rapidamente o comportamento dos preços e as oportunidades de comercialização.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Safra de feijão no Paraná é revisada para baixo em 2026 após perdas climáticas

Published

on

A produção de feijão da segunda safra no estado do Paraná foi revisada para baixo em 2026, refletindo perdas significativas provocadas por condições climáticas adversas ao longo do ciclo produtivo. As novas projeções indicam forte retração na colheita e acendem alerta para o setor agrícola estadual.

De acordo com o Boletim Conjuntural divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), órgão vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, a produção está estimada em 332,1 mil toneladas.

O volume representa uma queda aproximada de 38% em comparação com a safra anterior e recuo de cerca de 21% frente às expectativas iniciais para o ciclo.

Clima adverso compromete desenvolvimento das lavouras

Segundo o levantamento técnico, o principal fator responsável pela redução do potencial produtivo foi a irregularidade climática observada ao longo do desenvolvimento da cultura.

A estiagem prolongada afetou diretamente o crescimento das plantas em fases críticas, limitando o desenvolvimento vegetativo e reduzindo o potencial de formação de grãos.

Na sequência, a ocorrência de geadas agravou as perdas, principalmente em regiões do sul do estado, onde os danos às lavouras foram mais intensos. O conjunto desses eventos climáticos resultou em quebra significativa de produtividade.

Leia Também:  Mapa apreende cerca de R$ 1 milhão em bebidas irregulares em Santa Catarina
Impacto econômico e relevância da cultura no estado

O feijão é uma das culturas mais tradicionais da agricultura paranaense e desempenha papel estratégico tanto no abastecimento interno quanto na geração de renda para pequenos e médios produtores.

Com a revisão negativa das estimativas, o setor acompanha de perto os efeitos da quebra de safra sobre a oferta do grão e possíveis impactos no mercado ao longo do ano.

A redução na produção reforça a sensibilidade da cultura às variações climáticas e a importância do planejamento agrícola e do manejo de risco para mitigar perdas em safras futuras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA