AGRONEGÓCIO

Simininas e alunos da rede municipal participam de atividade cultural no Cine Teatro Cuiabá

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Cerca de 45 meninas atendidas pelo Programa Siminina, da unidade Santa Isabel, participaram nesta terça-feira (24) de uma atividade cultural no Cine Teatro Cuiabá. A ação proporcionou uma experiência inédita para a maioria das participantes, com direito a lanche e à exibição de filme em um dos espaços culturais mais tradicionais da capital.

A siminina Lígia Castilho celebrou o momento ao lado das colegas, que se emocionaram, aplaudiram e aproveitaram cada detalhe do filme Lilo & Stitch 2. “Eu gostei muito, amei o filme e o passeio. Ganhamos um kit e depois assistimos ao filme. Foi maravilhoso!”, contou.

Segundo a coordenadora do programa, Ivete Carneiro de Souza, as participantes dos períodos matutino e vespertino tiveram a oportunidade de conhecer o teatro e vivenciar uma atividade voltada à valorização da cultura e da convivência familiar.

“Quando perguntamos quantas nunca tinham vindo aqui, várias levantaram a mão. Hoje elas estão tendo a chance de conhecer esse espaço tão importante e vivenciar algo novo. Além da história cultural que o local proporciona, o filme destaca valores como respeito às diferenças e convivência”, destacou Ivete.

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O Programa Siminina, que atende meninas de 6 a 14 anos em situação de vulnerabilidade social, tem como madrinha a primeira-dama e vereadora Samantha Iris, que atua de forma efetiva em ações voltadas ao desenvolvimento, à valorização e à ampliação de oportunidades para as participantes. Os passeios culturais contam ainda com o apoio da Secretaria de Mobilidade Urbana e Segurança Pública, responsável pelo transporte das meninas e da equipe de monitoras.

O diretor artístico do Cine Teatro, Flávio Ferreira, afirmou que a atividade faz parte do projeto Ponto de Cultura, que oferece sessões gratuitas às terças-feiras. A programação também recebeu alunos da rede estadual e 25 alunos da rede municipal de Educação.

“Toda terça-feira tem esse projeto, às 8h, 14h e 19h30. As pessoas vêm ao Cine Teatro gratuitamente. Agradeço ao secretário municipal de Educação, Amauri, e à Ivete, que trouxe as crianças do Siminina. É fundamental garantir que crianças e adolescentes da rede pública tenham acesso à cultura. Esse é um espaço histórico e deve ser ocupado por todos”, afirmou.

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O secretário da Escola Municipal de Educação Básica Maria Lucila da Silva Barros, Fabrício Saraiva, informou que os alunos do 5º ano B do período vespertino participaram da atividade como contraturno, por meio da parceria entre a Secretaria Municipal de Educação e o Cine Teatro, administrado pelo Cena Onze.

“Muitos nunca tinham entrado em um teatro. Por se tratarem de alunos de comunidades em situação de vulnerabilidade social, o acesso à cultura é extremamente importante e enriquece a formação deles. Essa parceria foi essencial para que eles estivessem aqui hoje”, ressaltou.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Safra recorde deve superar capacidade dos armazéns em 133 milhões de toneladas

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A produção brasileira de grãos poderá superar a capacidade de armazenagem do país em aproximadamente 133 milhões de toneladas na safra 2026/27. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma colheita de 366,6 milhões de toneladas, enquanto os armazéns brasileiros comportam 233,8 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A estrutura existente equivale a cerca de 64% do volume que poderá ser produzido. A diferença expõe um dos principais gargalos do agronegócio brasileiro: a produção avança em ritmo superior à construção e à modernização de silos, sobretudo dentro das propriedades rurais e nas novas regiões produtoras.

Na prática, a limitação reduz a capacidade do agricultor de escolher o melhor momento para comercializar. Sem espaço próprio, parte dos produtores precisa retirar rapidamente os grãos da fazenda e negociar durante a colheita, período marcado pela concentração da oferta, aumento da procura por caminhões e pressão sobre os preços e os fretes.

Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), o problema deixou de ser apenas logístico e passou a afetar diretamente a renda no campo.

“Produzir uma safra recorde é uma conquista, mas o produtor precisa ter condições de transformar esse volume em renda. Sem armazenagem, ele perde liberdade para decidir quando vender e pode ser obrigado a negociar justamente no período de maior oferta, quando os preços tendem a estar mais pressionados”, afirma Rezende.

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“Um silo dentro da propriedade não serve apenas para guardar grãos. Ele permite preservar a qualidade, reduzir perdas, organizar o transporte e esperar uma condição comercial mais favorável. Em uma atividade de margens cada vez mais estreitas, essa capacidade de decisão pode determinar o resultado de toda a safra”, acrescenta.

Segundo Rezende, a ampliação dos armazéns exige financiamento de longo prazo, previsibilidade e condições compatíveis com o período necessário para recuperar o investimento. “O Brasil não pode continuar ampliando a produção sem fazer o mesmo esforço na infraestrutura. A armazenagem precisa ser tratada como parte do sistema produtivo, porque o gargalo acaba transferindo custos, riscos e perdas para quem está no campo”, diz.

A capacidade de armazenagem brasileira cresceu 1,1% no segundo semestre de 2025 e chegou a 233,8 milhões de toneladas. No mesmo período, o país contabilizava 9.668 estabelecimentos com estruturas destinadas à guarda de produtos agrícolas.

O avanço, porém, não acompanha o ritmo das lavouras. A safra 2025/26 foi estimada em 361,7 milhões de toneladas. Para o ciclo 2026/27, a projeção de 366,6 milhões representa mais 4,9 milhões de toneladas chegando ao mercado, com novos recordes esperados em culturas importantes.

A diferença entre produção e capacidade estática não significa que 133 milhões de toneladas ficarão literalmente sem local para serem guardadas. Os armazéns podem receber mais de uma carga durante o ano, e as culturas são colhidas em épocas diferentes. Mesmo assim, a comparação mostra que a estrutura disponível é insuficiente nos momentos de concentração da colheita e está distribuída de forma desigual pelo território.

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O problema é mais grave nas regiões em que a produção cresceu rapidamente sem a instalação de silos na mesma proporção. Nesses locais, os grãos percorrem distâncias maiores até unidades armazenadoras, elevando o consumo de combustível, o custo do transporte e o tempo de espera para descarga.

As filas também podem atrasar a retirada da produção da propriedade e a entrada das máquinas em novas áreas. Quando soja e milho disputam simultaneamente caminhões e espaço nos armazéns, o gargalo alcança cooperativas, tradings, indústrias e terminais de exportação.

A ampliação da armazenagem nas fazendas permitiria distribuir melhor o fluxo dos grãos ao longo do ano e reduzir a pressão sobre rodovias e terminais durante a colheita. Também daria ao produtor melhores condições para separar lotes, conservar a qualidade e negociar o produto de acordo com as oportunidades do mercado.

O desafio da safra 2026/27, portanto, não estará apenas em produzir mais. O país terá de encontrar espaço, transporte e condições comerciais para transformar 366,6 milhões de toneladas de grãos em renda efetiva para o produtor.

Fonte: Pensar Agro

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