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Coopa-DF Impulsiona Agricultura no Cerrado e Consolida AgroBrasília como Vitrine de Inovação

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A história da agricultura moderna no Distrito Federal está diretamente ligada à atuação da Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal (Coopa-DF), que desde o fim da década de 1970 tem papel decisivo na estruturação da produção agrícola no Cerrado.

Criada por produtores pioneiros que apostaram no potencial produtivo da região, a cooperativa se consolidou como um dos pilares do desenvolvimento agropecuário local e, anos depois, deu origem à AgroBrasília, hoje uma das principais feiras de tecnologia e inovação do agronegócio brasileiro.

Origem da Coopa-DF e Expansão da Agricultura no Cerrado

Fundada entre 1977 e 1978, a Coopa-DF nasceu a partir da união de 22 produtores rurais, muitos deles oriundos da região Sul do Brasil, atraídos por políticas públicas de incentivo à produção no Distrito Federal.

A iniciativa ocorreu em um momento estratégico de expansão da agricultura no Cerrado, ainda considerado um ambiente desafiador para a produção agrícola. Nos primeiros anos, culturas como arroz e soja marcaram o início da atividade produtiva na região.

Com o avanço da produção, as safras eram inicialmente comercializadas em polos estruturados como Uberlândia (MG) e Anápolis (GO), que ofereciam melhores condições logísticas.

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Crescimento da Cooperativa e Estrutura Atual

O crescimento da Coopa-DF foi acelerado. Já no início da década de 1980, a cooperativa chegou a reunir cerca de 800 associados, acompanhando a expansão da agricultura regional.

Atualmente, a entidade conta com 183 cooperados e atua por meio de sete unidades de negócio, que incluem:

  • Feira AgroBrasília
  • Moinho de trigo
  • Comercialização de grãos
  • Complexo de armazenagem
  • Comercialização de insumos
  • Departamento técnico
  • Estrutura corporativa

Essa diversificação reforça a importância da cooperativa no suporte à produção e à comercialização agrícola no Distrito Federal.

Cooperativismo Foi Essencial para Superar Crises

A trajetória da Coopa-DF também foi marcada por desafios. Em 1983, problemas climáticos impactaram as safras e geraram dificuldades financeiras para a cooperativa.

A recuperação ocorreu ao longo de aproximadamente uma década, com forte participação dos próprios cooperados, que chegaram a contribuir com quase 10% da produção média para reequilibrar a instituição.

O episódio consolidou o espírito de cooperação entre os produtores e reforçou a importância do modelo cooperativista para a sustentabilidade do setor.

AgroBrasília: Referência em Tecnologia e Negócios no Agro

Décadas depois, esse mesmo espírito colaborativo resultou na criação da AgroBrasília, evento organizado pela Coopa-DF que se tornou uma das principais plataformas de inovação, tecnologia e negócios do agronegócio brasileiro.

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A feira reúne produtores, empresas, instituições de pesquisa e startups, promovendo a difusão de soluções tecnológicas para o campo e impulsionando o desenvolvimento do setor.

Na edição mais recente, o evento registrou números expressivos:

  • 188 mil visitantes
  • R$ 5,1 bilhões em negócios gerados
  • 564 expositores
  • Mais de 25 startups no Ambiente de Inovação e Tecnologia (AiTec)
AgroBrasília 2026: Data e Local do Evento

A próxima edição da feira já tem data confirmada. A AgroBrasília 2026 será realizada entre os dias 19 e 23 de maio, no Parque Tecnológico Ivaldo Cenci, localizado no PAD-DF, em Brasília.

O evento segue como uma das principais oportunidades para geração de negócios, networking e acesso a tecnologias voltadas ao agronegócio.

Cooperativismo e Inovação Moldam o Futuro do Agro

A trajetória da Coopa-DF evidencia como o cooperativismo foi determinante para transformar o Cerrado em uma das regiões mais produtivas do país.

Além de estruturar a produção agrícola no Distrito Federal, a cooperativa segue desempenhando papel estratégico ao conectar produtores, tecnologia e inovação, fortalecendo a competitividade do agronegócio brasileiro no cenário global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Café fecha maio com pressão sobre o arábica e valorização do conilon no Brasil e no mercado internacional

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O mercado internacional de café encerrou o mês de maio com movimentos distintos entre os contratos de arábica e robusta, refletindo fatores de oferta global, câmbio e ritmo da colheita brasileira. Enquanto o café arábica acumulou perdas na Bolsa de Nova York, o robusta registrou valorização em Londres, cenário que também impactou diretamente o mercado físico brasileiro.

Segundo análise de Safras & Mercado, a pressão sobre os preços do arábica esteve ligada às expectativas de uma safra recorde brasileira, além das projeções de aumento da produção mundial no ciclo 2026/27.

A previsão dos adidos do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) aponta crescimento da oferta global, com destaque para Brasil, Colômbia e Vietnã. O cenário reforçou a percepção de maior disponibilidade de café no próximo ciclo comercial e contribuiu para o viés baixista dos contratos futuros em Nova York.

Além da perspectiva de maior oferta, a volatilidade financeira internacional e a valorização do dólar frente ao real também pesaram sobre as cotações. Até o fechamento de 28 de maio, o dólar comercial acumulava alta de 1,6% no mês, fator que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras.

No acumulado de maio, o contrato julho/2026 do café arábica na Bolsa de Nova York recuou 6,3%, saindo de 285,55 centavos de dólar por libra-peso no fim de abril para 267,65 centavos na manhã desta sexta-feira (29).

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Robusta sobe com estoques baixos e atraso na colheita brasileira

Na contramão do arábica, o café robusta apresentou valorização na Bolsa de Londres durante maio. Entre os fatores de sustentação estiveram os baixos estoques certificados no terminal londrino e o atraso da colheita brasileira, especialmente do conilon.

De acordo com Safras & Mercado, os primeiros relatos de produtividade abaixo do esperado nas lavouras brasileiras também deram suporte às cotações internacionais. O mercado ainda acompanhou o impacto do feriado na Indonésia e a lentidão das vendas no Vietnã, dois importantes players globais do segmento robusta.

No acumulado mensal, o contrato julho do robusta em Londres registrou alta de 4,1%.

Mercado físico brasileiro acompanha comportamento das bolsas internacionais

No Brasil, o mercado físico refletiu os movimentos observados no exterior, com queda nos preços do arábica e avanço do conilon.

O analista Gil Barabach destaca que o setor vive um período de transição entre safras, com a chegada dos cafés da safra nova ao mercado enquanto ainda há remanescentes da temporada anterior sendo comercializados.

Segundo ele, o mercado do arábica opera atualmente em duas realidades distintas. O café da safra 2026, especialmente nas melhores descrições, já é negociado em torno de R$ 1.500,00 por saca, valor mais de R$ 200 inferior aos preços praticados para os lotes remanescentes da safra 2025.

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“O comprador busca prioritariamente café novo, que neste momento é o produto que efetivamente está formando o mercado”, avalia Barabach.

No Sul de Minas Gerais, o café arábica bebida boa, referente à safra velha, acumulou desvalorização de 3,3% em maio, passando de R$ 1.790,00 para R$ 1.730,00 por saca na base de compra.

Já o conilon tipo 7, negociado em Vitória (ES), apresentou forte valorização no período. O produto subiu 9% ao longo do mês, avançando de R$ 890,00 para R$ 970,00 por saca na base de compra até 28 de maio.

Mercado de café segue atento ao clima, colheita e ritmo das exportações

Os próximos movimentos do mercado cafeeiro devem continuar sendo influenciados pelo avanço da colheita brasileira, pelas condições climáticas e pela confirmação do potencial produtivo das principais origens globais.

O comportamento do dólar, a demanda internacional e os níveis de estoques certificados também permanecem no radar dos agentes do setor, especialmente diante da diferença crescente entre os mercados de arábica e robusta.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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