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Produtos frescos e de qualidade atraem e fideliza clientes na Feira da Agricultura Familiar, Produtiva e Solidária

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Variedades de produtos frescos preparados artesanalmente e com critérios de qualidade estão disponíveis toda semana na Praça Alencastro, na Feira da Agricultura Familiar, Produtiva e Solidária. A programação coordenada pela Secretaria Adjunta de Agricultura de Cuiabá, tem dia fixo, uma vez por semana, nas terças-feiras, das 7h às 17h. Neste 17 de março, completando a 10ª edição no local, e muitos clientes fiéis. Há aqueles que esperam a oportunidade para comprar os produtos que já conhecem e até levar sob encomenda. É a conhecida propaganda transmitida de “um para o outro”, que sempre dá certo e atrai mais clientela.

Esmael Pereira é um deles. Morador do bairro Lixeira, gosta dos queijos caseiros produzidos pela M.V doces e queijos, e vendidos sob encomenda. Ele também costuma comprar outros produtos.

Desta vez, Esmael levou para o seu consumo e, atendendo a pedido da mãe, levou para que ela também provasse. “Conheço o produto há tempo e sempre compro. E minha mãe encomendou que levasse para ela experimentar também”, explicou o cliente.

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Entre os itens há diversas variedades de biscoitos, pães de batata e de cenoura, macarrão sem glúten e de diversos sabores (e cores), biscoitos, o tradicional bolo de arroz e o francisquito cuiabano. Alguns com receitas sem lactose, sem açúcar, sem glúten. “Também tenho o bolo de arroz com banha de coco, com textura mais leve que o tradicional”, explicou a Maria Nazaré, responsável pela preparação.

Também não falta o bolo recheado e vendido em pedaços especiais, a pipoca gourmet que é vendida no copo e conforme a escolha de sabores, broas de fubá com raspas de limão, chipas cuiabanas, doces em conserva ou cristalizados, temperos diversos, chás, e os produtos da terra: banana, mandioca, quiabo, banana da terra, maxixe, abóbora, abacate, milho verde e seus derivados como curau e pamonha, variedade de pimentas e tantos outros.

A variedade também está presente no artesanato: peças de crochês, panos de pratos bordados ou com pinturas, bijuterias e acessórios, bazar de roupas, produtos em couro e plantas.

“É o resultado de um trabalho de dedicação, porque os trabalhadores madrugam para produzir ou colher e a maioria não tem hora para dormir. Se precisar, vão até mais tarde na lida da produção e muitas vezes, não têm o devido reconhecimento e oportunidade, mas são de uma importância tão grande para a nossa alimentação, nossa saúde. A feira é esse espaço, aberto e oportuno para o conhecimento e a venda da produção”, explicou o secretário adjunto de Agricultura, Vicente Falcão. A pasta está vinculada a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura.

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A Feira da Agricultura Familiar Produtiva e Solidária está presente na Praça Alencastro todas as terças-feiras. “Este mês ainda teremos duas edições, no dia 24 e 31, programem-se e conheçam. E quem quiser participar pode nos procurar”, frisou o coordenador de feiras da agricultura familiar e gastronômica, da Secretaria Adjunta de Agricultura, Luís Alberto.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Fertilizantes: Rabobank reduz projeção para 2026 e alerta para impacto da inadimplência recorde no agro

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Inadimplência no campo e preços elevados devem reduzir consumo de fertilizantes

O mercado brasileiro de fertilizantes deverá enfrentar uma retração mais intensa em 2026 do que a prevista anteriormente. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o Rabobank revisou para baixo sua estimativa de vendas de adubos no país e apontou a inadimplência recorde dos produtores rurais como um dos principais fatores de pressão sobre a demanda.

A instituição projeta que as entregas de fertilizantes aos agricultores brasileiros somem 45,1 milhões de toneladas em 2026, o que representa uma queda de 8,2% em relação ao volume recorde registrado em 2025. Caso a previsão se confirme, será o menor volume comercializado desde 2022, período marcado pelos impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre o mercado global de insumos.

A nova estimativa é mais conservadora do que a divulgada em abril, quando o banco previa consumo de aproximadamente 47,2 milhões de toneladas.

Segundo o Rabobank, além dos preços ainda elevados dos fertilizantes, a situação financeira de muitos produtores brasileiros tem limitado a capacidade de investimento e comprometido a aquisição de insumos para a próxima safra.

Guerra no Oriente Médio afetou mercado global de fertilizantes

O relatório destaca que os reflexos da guerra envolvendo o Irã contribuíram para a elevação dos custos dos fertilizantes em 2026. O fechamento temporário do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de matérias-primas e insumos, provocou aumento dos preços internacionais e forte volatilidade nos mercados.

Embora haja sinais de normalização logística e avanços diplomáticos para reduzir as tensões na região, o banco avalia que os impactos sobre a demanda global já foram consolidados.

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No caso da ureia, um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados no mundo, os preços retornaram aos níveis observados antes do conflito. Ainda assim, o Rabobank destaca que o comportamento do mercado repetiu um padrão semelhante ao registrado em 2022.

De acordo com a análise, foram necessárias cerca de seis semanas para que os preços atingissem o pico após o início das tensões, seguidas por aproximadamente dez semanas para retornar aos patamares iniciais.

Já o fosfato monoamônico (MAP), um dos fertilizantes mais utilizados na agricultura brasileira, permanece negociado em níveis mais elevados, sustentando os custos de produção para diversas culturas.

Inadimplência recorde preocupa setor agropecuário

Outro ponto de atenção destacado pelo banco é o avanço da inadimplência no crédito rural.

Com base em dados do Banco Central referentes a abril, o Rabobank observa que a inadimplência nas operações contratadas a taxas de mercado alcançou 13,3% do volume financiado, um dos maiores níveis já registrados para o setor.

O cenário reforça as dificuldades enfrentadas por parte dos produtores rurais, especialmente em segmentos que vêm acumulando margens apertadas, custos elevados e dificuldades de acesso a novas linhas de crédito.

A combinação entre menor liquidez no campo e insumos ainda caros tende a limitar o potencial de recuperação da demanda por fertilizantes ao longo do próximo ano.

Rabobank prevê queda nas exportações de milho em 2026

Além do mercado de fertilizantes, o Rabobank revisou as perspectivas para o milho brasileiro e projetou redução nas exportações do cereal.

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A expectativa é de que os embarques nacionais atinjam 39 milhões de toneladas em 2026, volume cerca de 3 milhões de toneladas inferior ao registrado no ano anterior.

Entre os fatores que explicam a revisão estão a valorização do real frente ao dólar, que reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, e a forte concorrência de grandes exportadores, especialmente Estados Unidos e Argentina.

Os elevados custos do transporte rodoviário também continuam sendo um desafio para o setor exportador, reduzindo a competitividade logística do cereal brasileiro.

Demanda interna por milho deve seguir aquecida

Apesar da perspectiva menos favorável para as exportações, o consumo doméstico de milho deverá continuar avançando.

O Rabobank estima crescimento de 5% na demanda interna em 2026, alcançando cerca de 97 milhões de toneladas.

O principal motor desse avanço será o aumento do consumo pelas indústrias de ração animal e pelo setor de etanol de milho, que segue ampliando sua participação na matriz de biocombustíveis brasileira.

Diante desse cenário, o mercado agrícola brasileiro entra em 2026 com desafios relacionados ao crédito rural, custos de produção e competitividade internacional, enquanto busca equilibrar a demanda interna crescente com um ambiente global ainda marcado por incertezas econômicas e geopolíticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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