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Inclusão e educação especial pautam reunião da Comissão de Direitos Humanos na Câmara de Cuiabá

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A Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Pessoa com Deficiência da Câmara Municipal de Cuiabá realizou, nesta quinta-feira (5) à tarde, uma reunião ampliada para discutir políticas públicas voltadas à inclusão, especialmente na área da educação. O encontro reuniu representantes do poder público, conselho, sociedade civil e familiares de pessoas com deficiência.

Participaram da reunião o secretário municipal de Educação, Amauri Monge; o presidente do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência, Ulisses Lalio; a vereadora Maysa Leão, presidente da comissão, Demilson Nogueira e Wilson Kero Kero. Também contribuíram com o debate a mãe de aluno autista Karolyne Lopes e o presidente da Associação de Pessoas com Síndrome de Down do Estado de Mato Grosso (ASDMT), Leonardo Guimarães.

Durante o encontro, foram discutidos os desafios da inclusão de estudantes com deficiência na rede municipal de ensino, com relatos de pais e representantes de entidades sobre dificuldades enfrentadas no cotidiano escolar, como a necessidade de cuidadores, formação de profissionais e estrutura adequada para o atendimento especializado.

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O secretário municipal de Educação, Amauri Monge, apresentou ações que vêm sendo implementadas pela gestão para fortalecer a educação inclusiva na rede municipal, como a ampliação do número de cuidadores, a criação de novas salas de recursos multifuncionais e a implantação do Centro AMAR, voltado à avaliação e atendimento especializado dos estudantes.

“Nosso compromisso é avançar com ações concretas para garantir o atendimento adequado às crianças com deficiência. Ampliamos o número de cuidadores, investimos em salas de recursos e estamos fortalecendo a formação dos profissionais para que a inclusão aconteça de forma efetiva nas escolas da rede municipal”, afirmou o secretário.

O presidente do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência, Ulisses Lalio, destacou a importância da articulação institucional para o avanço das políticas públicas voltadas à inclusão. “O conselho precisa atuar como um elo entre a sociedade civil, o Legislativo e o Executivo. É por meio desse diálogo permanente que conseguimos transformar as demandas das famílias em políticas públicas efetivas para as pessoas com deficiência”, afirmou.

A reunião também abriu espaço para que familiares e representantes de entidades apresentassem sugestões e relatos sobre a realidade enfrentada por estudantes com deficiência no município.

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Para a presidente da comissão, vereadora Maysa Leão, o encontro representa um passo importante para a construção de soluções conjuntas. “A inclusão precisa ser tratada como uma política permanente, construída com a participação de quem vive essa realidade no dia a dia”, afirmou.

Ao final da reunião, foram definidos encaminhamentos para ampliar o diálogo com as famílias, fortalecer o acompanhamento das políticas educacionais e avançar na construção de iniciativas que promovam uma educação cada vez mais inclusiva em Cuiabá.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Mercado de máquinas usadas movimenta até R$ 30 bilhões no Brasil, mas enfrenta falta de controle, preço e transparência

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O mercado de máquinas usadas no Brasil movimenta cifras bilionárias todos os anos e desempenha papel estratégico para setores como agronegócio, construção civil, mineração e infraestrutura. Apesar da relevância econômica, o segmento ainda opera com forte grau de informalidade, baixa transparência e ausência de mecanismos básicos de controle e rastreabilidade.

Estimativas do setor apontam que apenas o segmento de máquinas de linha amarela usadas negocia cerca de 100 mil unidades por ano no país. Com ticket médio entre R$ 150 mil e R$ 250 mil por equipamento, o volume financeiro anual varia entre R$ 10 bilhões e R$ 20 bilhões. Quando somado ao mercado de máquinas agrícolas usadas, esse montante pode alcançar aproximadamente R$ 30 bilhões por ano.

No entanto, a ausência de dados estruturados impede até mesmo uma mensuração exata do tamanho do setor, evidenciando um mercado ainda distante do nível de maturidade observado em segmentos mais organizados, como o automotivo.

Falta de referência de preços gera insegurança no mercado

Segundo Jonathan Pedro Butzke, Head da Operação de Máquinas da Auto Avaliar, um dos principais gargalos do setor está na inexistência de referências confiáveis de preços para máquinas usadas no Brasil.

Equipamentos semelhantes acabam sendo negociados por valores bastante diferentes, sem critérios técnicos padronizados que sustentem as variações de preço. Em muitos casos, a precificação depende mais da percepção do vendedor do que de indicadores objetivos de mercado.

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Outro problema estrutural está relacionado à avaliação técnica dos ativos. Máquinas agrícolas e de construção podem permanecer em operação por mais de 20 anos e passar por diversos proprietários ao longo desse período, perdendo completamente o histórico de manutenção, uso e possíveis avarias.

Ausência de rastreabilidade amplia informalidade

Diferentemente do mercado automotivo, o Brasil não possui um sistema centralizado de registro para máquinas pesadas e agrícolas. Não existe um equivalente ao Detran que permita acompanhar transferência de propriedade, histórico de sinistros ou informações técnicas do equipamento.

Essa ausência de rastreabilidade cria um ambiente de insegurança tanto para compradores quanto para vendedores. Muitas vezes, nem mesmo o proprietário consegue determinar com precisão o valor real da máquina.

Como consequência, o mercado segue fortemente informal. Grande parte das negociações ainda ocorre à vista, sem padronização operacional e, em alguns casos, com dificuldades até para emissão de notas fiscais e formalização das transações.

Além disso, operações envolvendo trocas de ativos e intermediações pouco estruturadas continuam sendo comuns no setor.

Crédito limitado trava expansão do mercado

A desorganização do segmento impacta diretamente o acesso ao crédito. Sem histórico técnico confiável, previsibilidade de valor ou garantias claras, instituições financeiras enfrentam dificuldades para oferecer financiamento para máquinas usadas.

O resultado é um ciclo que limita a evolução do setor:

  • Sem crédito, predominam operações à vista;
  • Sem formalização, o mercado continua desestruturado;
  • Sem dados confiáveis, aumenta o risco financeiro e operacional.

Esse cenário reduz a liquidez dos ativos e dificulta o crescimento sustentável do mercado de máquinas usadas no Brasil.

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Digitalização surge como principal caminho para transformação

Para especialistas do setor, a digitalização representa a principal oportunidade de modernização e organização desse mercado bilionário.

A adoção de plataformas digitais pode contribuir para:

  • Criação de referências confiáveis de preços;
  • Padronização de avaliações técnicas;
  • Registro do histórico operacional das máquinas;
  • Aumento da transparência nas negociações;
  • Ampliação do acesso ao crédito;
  • Maior liquidez para compra e venda de ativos.

No entanto, o desafio vai além da simples digitalização de anúncios online. A transformação exige mudanças estruturais capazes de criar mecanismos confiáveis de registro, avaliação e rastreamento dos equipamentos.

Mercado global amplia oportunidades e desafios

O segmento de máquinas usadas possui ainda forte integração internacional, especialmente na América Latina, onde equipamentos agrícolas e de construção são frequentemente negociados entre países.

Esse movimento amplia o potencial econômico do setor, mas também aumenta a necessidade de padronização e controle operacional.

Para Jonathan Butzke, a transformação digital deixou de ser tendência e passou a ser uma necessidade estratégica para o futuro do mercado.

A expectativa é que a modernização do setor contribua para destravar bilhões de reais atualmente represados pela falta de transparência, impulsionando crédito, segurança jurídica e eficiência nas negociações.

Com maior organização, o mercado de máquinas usadas poderá se tornar mais previsível, financiável e competitivo, fortalecendo cadeias fundamentais para o agronegócio e para a economia brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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