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Mercados Globais Operam em Direção Mista em Meio a Resultados de Tecnologia e Dados Econômicos

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Abertura dos Índices Norte-Americanos

Os mercados nos Estados Unidos iniciaram a sessão desta quinta-feira (26) com desempenho misto. Os futuros do S&P 500 permaneceram praticamente estáveis, enquanto o Dow Jones não apresentou variação significativa e a Nasdaq registrou leve baixa. A movimentação ocorre após a divulgação dos resultados da Nvidia, que superaram as expectativas, reforçando o interesse por ações do setor de tecnologia.

Apesar do bom desempenho da empresa, os investidores permanecem cautelosos, avaliando o impacto da inteligência artificial sobre empresas consolidadas e setores tradicionais.

Mercado Brasileiro — Ibovespa Leve Recuo

No Brasil, o Ibovespa iniciou a quinta-feira em leve queda, acompanhando a tendência global. O índice encerrou a quarta-feira (25) com recuo de 0,13%, aos 191.247 pontos, após atingir máximas intradia históricas.

O real segue relativamente valorizado frente ao dólar, que é cotado em torno de R$ 5,12, contribuindo para a estabilidade de ativos e redução da pressão inflacionária sobre importações.

Bolsas Europeias Operam em Alta Moderada

Na Europa, os principais índices registraram alta moderada nesta manhã, refletindo resultados corporativos positivos e indicadores econômicos estáveis:

  • FTSE 100 (Reino Unido): alta discreta
  • CAC 40 (França): avanço de 0,4%
  • DAX (Alemanha): crescimento de 0,2%
  • STOXX 600 (Europa): valorização de 0,21%, aos 634,80 pontos
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O desempenho positivo reflete o apetite por risco, aliado ao foco dos investidores em balanços e resultados corporativos que superaram expectativas.

Bolsas Asiáticas Apresentam Resultados Mistos

Na Ásia, os índices tiveram comportamentos divergentes nesta quinta-feira:

  • Nikkei (Japão): subiu 0,29%, aos 58.753 pontos
  • KOSPI (Coreia do Sul): avançou 3,67%, para 6.307 pontos
  • TAIEX (Taiwan): permaneceu estável, aos 35.414 pontos
  • Hang Seng (Hong Kong): recuou 1,44%
  • China (Xangai): índice caiu 0,02% e CSI300 recuou 0,19%

Os movimentos refletem a cautela dos investidores após o feriado do Ano Novo Lunar e a expectativa pela reunião parlamentar chinesa na próxima semana.

Câmbio e Commodities

O dólar comercial segue cotado em torno de R$ 5,13, mantendo-se relativamente estável frente ao real. No mercado de commodities, o petróleo apresenta leve correção, enquanto o minério de ferro, importante para empresas brasileiras como a Vale, oscilou de forma estável nos mercados internacionais.

Fatores que Influenciam os Mercados

O principal motor das movimentações globais continua sendo o setor de tecnologia, com destaque para balanços corporativos como o da Nvidia. Além disso, indicadores macroeconômicos, como inflação, emprego e decisões de política monetária, seguem moldando o comportamento dos investidores, tanto no Brasil quanto no exterior.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Crédito privado ao agro cresce e CPR chega a R$ 565 bilhões em maio

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou que o financiamento privado do agronegócio segue em expansão e atingiu novos patamares em maio de 2026, segundo o Boletim de Finanças Privadas do Agro. O levantamento reúne os principais instrumentos usados pelo setor para obter crédito fora das linhas tradicionais do governo.

O estoque de Cédulas de Produto Rural (CPR) chegou a R$ 565 bilhões, alta de 13% em 12 meses. Na prática, esse instrumento funciona como uma antecipação de recursos ao produtor, muitas vezes usada para custear a safra antes da colheita. O crescimento indica maior uso desse tipo de operação no campo.

Apesar do avanço no estoque, o ritmo de novas emissões de CPR perdeu força no acumulado da safra 2025/26. Entre julho de 2025 e maio de 2026, os registros somaram R$ 343,9 bilhões, queda de 6% em relação ao ciclo anterior.

Já as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), usadas pelos bancos para captar dinheiro no mercado e emprestar ao setor, somaram R$ 571,51 bilhões em estoque, praticamente estáveis na comparação anual, com leve recuo de 0,3%. Mesmo assim, a parcela desses recursos que chega efetivamente ao campo aumentou.

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Ao menos R$ 342,9 bilhões estavam direcionados ao financiamento agropecuário, com crescimento de 20% em relação ao ano anterior. Esse avanço está ligado à mudança na regra que obriga os bancos a aplicarem uma fatia maior dos recursos captados no setor, que passou de 50% para 60%.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), que também funcionam como uma forma de antecipação de recursos por meio do mercado financeiro, cresceram 12% em 12 meses e chegaram a R$ 175,7 bilhões. Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) recuaram 6%, após um período de forte expansão no ano anterior.

Entre os fundos de investimento voltados ao agro (Fiagro), o patrimônio chegou a R$ 62 bilhões em abril, com 247 fundos em operação. Esse instrumento vem ganhando espaço por aproximar investidores do financiamento direto da produção rural.

De forma geral, os dados mostram que o produtor rural depende cada vez mais de diferentes fontes de crédito além dos bancos tradicionais. Hoje, parte do dinheiro que financia a safra vem diretamente do mercado financeiro, o que amplia as opções, mas também torna o custo do crédito mais sensível às condições do mercado.

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Fonte: Pensar Agro

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