AGRONEGÓCIO
Exportações brasileiras de grãos avançam com forte alta na soja e no milho em fevereiro de 2026, aponta ANEC
Publicado em
24 de fevereiro de 2026por
Da Redação
Soja e milho impulsionam desempenho das exportações em fevereiro
As exportações brasileiras de soja e milho apresentaram forte crescimento em fevereiro de 2026, de acordo com o mais recente relatório da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC). O levantamento, baseado em dados da Cargonave, aponta que o volume total embarcado dos principais grãos — soja, farelo de soja, milho, trigo, DDGS e sorgo — somou 14,06 milhões de toneladas até a sétima semana de 2026, um avanço significativo frente ao mesmo período de 2025.
A soja foi o destaque do mês, com 10,69 milhões de toneladas exportadas, número 10% superior ao registrado em fevereiro de 2025. O milho, segundo produto mais embarcado, alcançou 1,12 milhão de toneladas, enquanto o farelo de soja somou 1,73 milhão de toneladas.
Santos e Paranaguá concentram maior parte dos embarques
Os portos de Porto de Santos e Porto de Paranaguá lideram as exportações no início de 2026.
Em Santos, foram embarcadas mais de 1,6 milhão de toneladas de grãos, enquanto Paranaguá movimentou cerca de 670 mil toneladas. Outros portos com destaque foram São Luís/Itaqui, com 667 mil toneladas, e Barcarena, que registrou 591 mil toneladas.
A ampliação da capacidade logística e o uso de corredores de exportação no Norte do país contribuíram para o aumento dos volumes, consolidando o Brasil como um dos principais fornecedores globais de grãos.
China lidera importações brasileiras de soja
A China segue como principal destino da soja brasileira, respondendo por 66% das exportações em janeiro de 2026, seguida por Espanha (7%), Tailândia (5%), Turquia (4%), Irã (4%) e Paquistão (4%).
O mercado asiático tem se mantido fundamental para o escoamento da produção nacional, impulsionado pela demanda de ração e pela recomposição de estoques estratégicos.
No caso do milho, o destaque é o Irã, que respondeu por 28% das compras brasileiras, seguido por Vietnã (27%), Argélia (13%), Egito (11%) e Marrocos (5%).
Europa e Ásia ampliam compras de farelo e trigo
As exportações de farelo de soja e trigo também apresentaram bons resultados.
Em janeiro, o farelo brasileiro teve como principais destinos Indonésia (27%), Tailândia (11%), Polônia (10%) e França (7%). Já o trigo brasileiro foi majoritariamente adquirido por Bangladesh (40%), Vietnã (26%) e Quênia (22%).
Esses números reforçam o papel do Brasil na diversificação de mercados e no fornecimento global de produtos agrícolas de valor agregado.
Crescimento consistente nas exportações de 2026
De janeiro a fevereiro, o Brasil já embarcou mais de 21,8 milhões de toneladas de grãos, considerando soja, milho, farelo, trigo e DDGS — uma alta expressiva frente aos 17,6 milhões de toneladas exportadas no mesmo período de 2025.
O avanço confirma a tendência de forte demanda externa e de recorde histórico nas exportações agrícolas em 2026, impulsionada pela competitividade do agronegócio brasileiro e pela eficiência logística nos principais corredores de exportação.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Preço do trigo segue firme no Brasil, mas baixa liquidez trava novos negócios no mercado
Published
27 minutos agoon
8 de junho de 2026By
Da Redação
O mercado brasileiro de trigo atravessou mais uma semana de negociações limitadas, marcada pela baixa liquidez e pelo reduzido volume de negócios. O cenário reflete o período de transição entre safras, quando a oferta disponível diminui e compradores adotam uma postura mais cautelosa.
Segundo análise da Safras & Mercado, a disponibilidade da safra velha segue restrita, principalmente nos estados da Região Sul, fator que mantém os preços sustentados mesmo diante da demanda enfraquecida por parte da indústria moageira.
Moinhos mantêm postura defensiva nas compras
De acordo com o analista de Safras & Mercado, Elcio Bento, os moinhos continuam operando com cautela devido ao ritmo mais lento de moagem e às dificuldades para repassar aumentos de custos ao mercado consumidor.
A menor rentabilidade da farinha e dos derivados tem levado a indústria a reduzir sua agressividade nas aquisições, contribuindo para a lentidão das negociações.
“O mercado permanece sustentado pela escassez da oferta, mas a demanda segue retraída, limitando a fluidez dos negócios”, destaca o analista.
Paraná registra impasse entre compradores e vendedores
No Paraná, principal produtor nacional de trigo, o mercado permaneceu praticamente travado ao longo da semana.
As indicações de compra dos moinhos ficaram entre R$ 1.370 e R$ 1.400 por tonelada CIF, enquanto os produtores mantiveram pedidas entre R$ 1.400 e R$ 1.450 por tonelada FOB.
A diferença entre os preços desejados por vendedores e compradores dificultou o fechamento de novos contratos, mesmo com a baixa oferta disponível.
Rio Grande do Sul também enfrenta mercado lento
No Rio Grande do Sul, o comportamento foi semelhante.
As negociações concentraram-se em embarques programados para julho, com pagamentos previstos para agosto ou em prazos mais longos.
Os produtores mantiveram pedidas próximas de R$ 1.350 por tonelada FOB no interior do estado, enquanto os moinhos permaneceram afastados do mercado, alegando estoques confortáveis e baixa necessidade de reposição imediata.
Cotações permanecem firmes nas principais praças
Apesar da redução dos negócios, os preços do trigo seguiram relativamente sustentados nas principais regiões consumidoras do país.
No encerramento da semana, as indicações registradas foram:
- Curitiba (PR): R$ 1.480 por tonelada CIF;
- Porto Alegre (RS): R$ 1.440 por tonelada CIF;
- São Paulo (SP): R$ 1.641 por tonelada CIF.
O suporte continua vindo da escassez da oferta interna e da ausência de um fator de pressão mais intenso sobre as cotações.
Trigo argentino continua sendo referência para importação
No mercado externo, a Argentina segue como principal fornecedora de trigo para os moinhos brasileiros.
As indicações FOB para embarques em julho permaneceram em US$ 245 por tonelada para o trigo com 11% de proteína, nível que ainda não proporciona redução significativa nos custos de reposição da indústria nacional.
Segundo Safras & Mercado, o cenário internacional também contribui para a postura conservadora dos compradores brasileiros, que seguem adquirindo apenas volumes necessários para o abastecimento imediato.
Importações de trigo superam 4,4 milhões de toneladas na temporada
Levantamento da Safras & Mercado mostra que a programação de desembarques de trigo no Brasil acumulou 4,49 milhões de toneladas entre agosto de 2025 e junho de 2026.
Embora o volume seja expressivo, ele permanece abaixo do registrado no mesmo período da temporada anterior, quando os desembarques alcançaram 5,33 milhões de toneladas.
Ceará e São Paulo lideram recebimento do cereal
A concentração das importações continua ocorrendo nos principais polos consumidores do país.
Os estados que mais receberam trigo na atual temporada foram:
- Ceará: 963,7 mil toneladas (21,5%);
- São Paulo: 941,3 mil toneladas (21,0%);
- Bahia: 633,4 mil toneladas (14,1%);
- Pernambuco: 575,9 mil toneladas (12,8%).
Na sequência aparecem:
- Rio de Janeiro: 376 mil toneladas;
- Paraná: 245,7 mil toneladas;
- Rio Grande do Sul: 198,9 mil toneladas;
- Paraíba: 154,6 mil toneladas;
- Pará: 133,6 mil toneladas;
- Espírito Santo: 93,7 mil toneladas;
- Sergipe: 93,1 mil toneladas.
Argentina domina fornecimento de trigo ao Brasil
Entre abril e junho de 2026, a Argentina respondeu por 85,7% de todo o trigo importado pelo Brasil, totalizando 1,01 milhão de toneladas.
O desempenho reforça a posição estratégica do país vizinho no abastecimento do mercado brasileiro, favorecido pela proximidade geográfica, competitividade logística e complementaridade entre produção e consumo.
Outros fornecedores participaram com volumes menores:
- Rússia: 30,1 mil toneladas;
- Turquia: 26 mil toneladas;
- Uruguai: 9,5 mil toneladas.
Também foram registrados 30 mil toneladas de cargas ainda sem origem definitiva confirmada.
Perspectiva segue de mercado sustentado no curto prazo
A expectativa para as próximas semanas é de manutenção do cenário de baixa liquidez, com os produtores mantendo posição firme nas pedidas e os moinhos atuando de forma seletiva nas compras.
Enquanto a oferta da safra velha continuar limitada e a nova colheita ainda não ganhar ritmo, o mercado tende a permanecer sustentado, embora sem força suficiente para acelerar o volume de negociações.
O comportamento da moagem, da demanda por farinha e da evolução da nova safra serão os principais fatores a definir a direção dos preços do trigo no segundo semestre.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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