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Credicoamo fortalece atuação no crédito rural ao integrar projeto nacional de capacitação em geotecnologias

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Credicoamo reforça compromisso com inovação e eficiência no crédito rural

A Credicoamo está entre as instituições participantes do Projeto Geotec – Capacitação em Geotecnologias Aplicadas ao Crédito Rural, programa nacional idealizado pelo Banco Central do Brasil.

O projeto busca aprimorar o monitoramento técnico das operações de crédito rural e do Proagro, com foco na utilização de geotecnologias, sensoriamento remoto, governança territorial e meteorologia aplicada.

O lançamento ocorreu em 3 de fevereiro, no Auditório Dênio Nogueira, localizado na sede do Banco Central, em Brasília.

Durante a cerimônia, o diretor de Negócios da Credicoamo, Dilmar Antônio Peri, representou a cooperativa.

“Estamos sempre integrados a iniciativas que promovem atualização e modernização, visando um trabalho de excelência que traga benefícios concretos aos nossos associados”, afirmou o executivo.

Geotec: modernização e precisão no monitoramento de operações rurais

Segundo o governo federal, o Projeto Geotec foi desenvolvido em um momento estratégico para o setor agropecuário, em que a eficiência do gasto público e a conformidade socioambiental são fundamentais.

A iniciativa busca fortalecer o uso de ferramentas tecnológicas no acompanhamento das operações de crédito rural, permitindo maior transparência e segurança nas informações.

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O Sistema Financeiro Nacional realiza anualmente mais de 2 milhões de operações de crédito rural, representando cerca de 12% de todas as operações de crédito do país. Com o aumento da frequência de eventos climáticos extremos, como secas e enchentes, cresce também a importância de um monitoramento técnico preciso e baseado em dados geográficos.

Tecnologia e governança: o futuro do crédito rural brasileiro

As operações de crédito rural agora contam com a localização exata das áreas financiadas, registrada por coordenadas geodésicas. Essas informações permitem o monitoramento remoto das propriedades financiadas, tornando o processo mais ágil, confiável e fundamentado em evidências técnicas.

O uso de geotecnologias e sensoriamento remoto amplia a capacidade de análise das instituições financeiras e facilita a gestão de risco climático e ambiental, garantindo maior eficiência e sustentabilidade nas operações.

Compromisso com o cooperativismo e a sustentabilidade

A participação da Credicoamo no projeto reflete o compromisso da cooperativa com a inovação tecnológica e o desenvolvimento sustentável do agronegócio.

Com uma trajetória marcada pela solidez e pela proximidade com o produtor rural, a cooperativa reforça sua atuação em iniciativas que unem governança, tecnologia e responsabilidade ambiental, elementos essenciais para o futuro do crédito rural no Brasil.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Guerra no Oriente Médio pode elevar custos no campo e pressionar inflação dos alimentos no Brasil

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As tensões geopolíticas no Oriente Médio voltaram a acender um alerta para o agronegócio global. Um estudo divulgado pelo Rabobank aponta que o prolongamento do conflito na região, aliado ao fechamento do Estreito de Ormuz — uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo — pode provocar aumento dos custos de produção agropecuária e pressionar a inflação dos alimentos no Brasil ao longo de 2026 e 2027.

Segundo a análise, o choque nos mercados de energia já está elevando os preços internacionais do petróleo e do gás natural, criando uma cadeia de impactos que alcança combustíveis, fertilizantes, transporte e logística agrícola.

Petróleo mais caro aumenta custos da produção rural

O relatório destaca que a valorização das commodities energéticas tem efeito direto sobre a atividade agropecuária. O diesel, principal combustível utilizado nas operações agrícolas e no transporte de cargas, tende a registrar alta de preços, elevando os custos desde o plantio até a distribuição dos alimentos.

Além disso, a produção mundial de fertilizantes depende fortemente de gás natural e derivados de petróleo. Com a elevação dos preços desses insumos, a tendência é de aumento nos gastos dos produtores rurais em diversas culturas.

De acordo com as projeções do Rabobank, o Índice de Commodities do Banco Central para Energia (IC-Br Energia) deverá encerrar 2026 com avanço de 41,6% na comparação anual, refletindo a disparada dos preços energéticos observada após a escalada do conflito.

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Agro sente impacto de forma gradual

Diferentemente do mercado de energia, onde os reflexos são imediatos, os efeitos sobre as commodities agrícolas costumam ocorrer de forma mais lenta.

O estudo avalia que os custos mais elevados de energia, frete, fertilizantes e logística devem ser gradualmente incorporados aos preços agrícolas. Como consequência, o Índice de Commodities Agropecuárias (IC-Br Agro) deve voltar a registrar valorização nos próximos meses.

A expectativa é que o indicador feche 2026 com crescimento de 8,8%, sinalizando um ambiente de custos mais elevados para a cadeia produtiva.

Outro fator de preocupação é a possibilidade de ocorrência de um fenômeno El Niño de forte intensidade, cenário que pode provocar alterações climáticas relevantes em importantes regiões produtoras, afetando produtividade e disponibilidade de alimentos.

Inflação dos alimentos pode ganhar força

O levantamento mostra que os alimentos in natura deverão ser os mais sensíveis aos efeitos do choque externo.

Frutas, hortaliças, legumes e outros produtos frescos costumam reagir rapidamente ao aumento dos custos de transporte, combustíveis e insumos agrícolas. Por isso, a projeção é que a inflação desse grupo alcance 9,6% ao final de 2026 e ultrapasse 10% em 2027.

Nos alimentos semielaborados e industrializados, o repasse tende a ocorrer de forma mais gradual. Estoques, contratos de fornecimento e maior diversificação de custos ajudam a amortecer os impactos iniciais da alta das commodities e da energia.

Mesmo assim, os analistas observam que o aumento dos custos deverá atingir toda a cadeia alimentícia ao longo dos próximos trimestres.

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Alimentação no domicílio deve permanecer pressionada

Após um período de desaceleração observado no início de 2026, a inflação dos alimentos consumidos dentro de casa pode voltar a acelerar.

As projeções indicam que a inflação de alimentação no domicílio deverá encerrar 2026 próxima de 6,1%, permanecendo acima dos níveis considerados confortáveis para o controle inflacionário.

Embora o índice deva apresentar desaceleração em 2027, os preços continuarão refletindo os efeitos acumulados da alta dos custos energéticos, das despesas logísticas e dos insumos agrícolas.

Agronegócio acompanha cenário com atenção

Especialistas destacam que o atual cenário reforça a importância do monitoramento dos mercados internacionais pelo setor agropecuário brasileiro.

O Oriente Médio ocupa posição estratégica no abastecimento global de petróleo e fertilizantes. Qualquer interrupção prolongada nos fluxos comerciais pode gerar volatilidade nos preços e afetar diretamente a competitividade do agronegócio.

Para produtores rurais, cooperativas, tradings e indústrias de alimentos, o principal desafio será administrar o aumento dos custos de produção em um ambiente marcado por incertezas geopolíticas, oscilações climáticas e maior volatilidade dos mercados globais.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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