AGRONEGÓCIO

Projeto Cuiabá Acolhe Mulheres continua oferecendo suporte e orientação

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A Prefeitura de Cuiabá mantém atendimento ininterrupto do projeto Cuiabá Acolhe Mulheres, desenvolvido pela Secretaria Municipal da Mulher de Cuiabá em parceria com o Núcleo da Primeira-Dama de Cuiabá, mesmo após o período de Carnaval.

A iniciativa disponibiliza uma van e equipes multidisciplinares com funcionamento 24 horas por dia. Sob articulação da primeira-dama e vereadora por Cuiabá, Samantha Iris, o projeto garante acolhimento, orientação e suporte especializado às mulheres em situação de violência ou que necessitem de informações sobre seus direitos.

De acordo com a secretária municipal da Mulher, tenente-coronel Hadassah Suzannah, o serviço tem como principal objetivo garantir que as vítimas recebam atendimento imediato e sejam inseridas na rede de apoio do município. A unidade móvel é acionada mediante solicitação dos órgãos que compõem a rede municipal de atendimento.

“O atendimento é realizado por uma equipe multidisciplinar, que pode ser composta por uma assistente social, uma psicóloga ou até mesmo uma policial militar. O grande objetivo é acolher a mulher e permitir o seu cadastro junto à Secretaria da Mulher, para que possamos incluí-la em nossos atendimentos contínuos da pasta”, destacou.

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A ação também conta com o apoio de outras secretarias municipais, como Assistência Social, Educação, Saúde, Turismo e a Secretaria de Mobilidade Urbana e Segurança Pública (Semob.SegP). Atuando de forma integrada, o projeto amplia o fluxo de atendimento que normalmente ocorre entre as unidades de saúde e as instituições policiais, como a Polícia Civil e a Polícia Militar.

A proposta é assegurar que a mulher não receba apenas o atendimento emergencial, como o registro do boletim de ocorrência, que é fundamental, mas também tenha acesso a acompanhamento continuado, com suporte psicológico, orientação jurídica e suporte adicional, como transferência de filhos entre unidades escolares ou acesso a serviços básicos. As assistidas também podem ser encaminhadas para programas de qualificação profissional, projetos de fortalecimento emocional, como o Projeto Lutadoras, além de iniciativas voltadas à geração de emprego e renda.

“Nosso objetivo é inserir essas mulheres nos programas disponíveis. Promover sua qualidade de vida por meio de projetos como o Lutadoras ou iniciativas voltadas à autonomia financeira, incluindo programas de qualificação profissional e oportunidades de emprego. Queremos conhecer e oferecer a essas mulheres todos os serviços disponíveis, tanto da Secretaria da Mulher quanto das demais secretarias, como Assistência Social, Saúde e outras áreas de apoio”, concluiu Hadassah.

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Reino Unido amplia pressão e setor do agro brasileiro reage a novas restrições à carne

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O agronegócio brasileiro enfrenta um novo cenário de pressão no comércio internacional após a decisão da União Europeia (UE) de suspender, a partir de setembro, as exportações de carne brasileira, somada ao anúncio de que o Reino Unido também avalia impor restrições adicionais ao produto nacional.

O movimento conjunto dos mercados mais exigentes do mundo acende um alerta no setor pecuário e reforça a necessidade de adequação às regras sanitárias internacionais, especialmente no que se refere à rastreabilidade, uso de antimicrobianos e comprovação de conformidade produtiva.

Pressão internacional exige maior comprovação sanitária do Brasil

Especialistas avaliam que o principal desafio do Brasil não está apenas no cumprimento formal das normas, mas na capacidade de demonstrar, de forma auditável e contínua, que toda a cadeia produtiva atende aos padrões exigidos por mercados como o europeu e o britânico.

De acordo com a coordenadora de contratos e agronegócios do CSA Advogados, Ieda Queiroz, a União Europeia adota critérios rigorosos baseados em evidências verificáveis.

“A UE não trabalha com presunção de conformidade; ela exige evidências. Sem demonstrar, de forma verificável, o uso adequado de antimicrobianos e a rastreabilidade animal, o impacto será duradouro — e afeta a credibilidade global do país”, afirma.

A especialista ressalta que o avanço das restrições britânicas reforça que o tema não é pontual, mas sistêmico dentro do comércio internacional de proteínas animais.

“Quando outro mercado de alta exigência sanitária sinaliza restrições, fica claro que a governança sanitária brasileira está sob escrutínio internacional”, acrescenta.

MAPA articula resposta técnica para evitar ampliação das restrições

Diante do cenário, o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) trabalha na consolidação de relatórios técnicos para responder às exigências das autoridades europeias e buscar a reversão das medidas anunciadas.

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A estratégia do governo envolve a apresentação de dados sobre controle sanitário, práticas de produção e sistemas de fiscalização adotados no país.

No entanto, especialistas destacam que a reabertura ou manutenção de mercados dependerá diretamente da capacidade de comprovação prática de conformidade ao longo de toda a cadeia produtiva da carne bovina.

Rastreamento e uso de antibióticos seguem no centro do debate

Embora o Brasil possua regulamentação que proíbe o uso de antibióticos como promotores de crescimento na pecuária, esse fator, isoladamente, não é suficiente para atender às exigências dos mercados europeu e britânico.

As autoridades internacionais também demandam rastreabilidade individual dos animais, auditorias independentes e documentação completa de todas as etapas do processo produtivo, desde a origem até o abate e processamento.

Segundo especialistas, a diferença entre a legislação vigente e a implementação prática desses controles ainda representa um dos principais entraves para o acesso pleno a mercados mais rigorosos.

“A distância entre norma e prática ainda é grande”, avalia Ieda Queiroz.

Competitividade da carne brasileira pode ser impactada

O aumento das exigências internacionais ocorre em um momento em que o Brasil ocupa posição de destaque no comércio global de proteínas animais, com forte participação em mercados da Ásia, Oriente Médio e Europa.

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No entanto, a ampliação das barreiras sanitárias pode impactar diretamente a competitividade do setor, caso o país não consiga comprovar com robustez a conformidade de seus sistemas produtivos.

Especialistas alertam que a manutenção e expansão da presença brasileira no mercado internacional dependerá cada vez mais de transparência, rastreabilidade e alinhamento com padrões globais de governança sanitária.

Setor agropecuário entra em fase de adaptação e resposta

O cenário reforça a necessidade de adaptação estrutural do setor agropecuário brasileiro, especialmente na pecuária de corte, que depende fortemente do mercado externo.

A tendência é de maior pressão por sistemas integrados de controle, digitalização de processos e fortalecimento de auditorias independentes, com foco na comprovação de origem e conformidade sanitária.

Com a União Europeia avançando em restrições e o Reino Unido sinalizando medidas semelhantes, o Brasil enfrenta um momento decisivo para consolidar sua reputação como fornecedor global de carne dentro dos padrões exigidos pelos mercados mais rigorosos do mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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