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Região Sul domina produção nacional de trigo enquanto Argentina amplia exportações e mercado ajusta paridades

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Região Sul concentra maior parte da produção de trigo no Brasil

O 5º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26 divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta que a Região Sul do Brasil concentra cerca de 85% da produção nacional de trigo, sendo o Rio Grande do Sul responsável por 44% e o Paraná por 35% da estimativa total. Essa concentração produtiva reflete aspectos climáticos, estruturais e de tradição agrícola da região, ao mesmo tempo em que evidencia desafios de expansão de área em outras partes do país em função de condições de mercado e custo de produção.

Mercado interno segue seletivo e importações continuam relevantes

No curto prazo, a Conab descreve um mercado interno pouco fluido, com operações concentradas em lotes de melhor qualidade de trigo. A indústria de moagem adota uma postura cautelosa, mantendo estoques considerados confortáveis e priorizando grãos de alta qualidade, enquanto trigo de menor padrão tem sido direcionado à formulação de rações. O câmbio — que tem apresentado relativa estabilidade em torno de R$ 5,3 por dólar — contribui para amenizar parte do repasse de altas externas mas não elimina a necessidade de importações em certos segmentos.

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Segundo projeções do USDA, o Brasil deverá importar cerca de 7,3 milhões de toneladas de trigo no ciclo 2025/26, volume similar ao da safra anterior, em parte para equilibrar a demanda interna frente à produção doméstica estimada em torno de 7,7 milhões de toneladas.

USDA projeta produção mundial de trigo em nível recorde

No cenário global, o United States Department of Agriculture (USDA) revisou sua previsão para a safra mundial de trigo 2025/26, mantendo-a em níveis próximos a recorde histórico, com oferta estimada em cerca de 841,8 milhões de toneladas, apesar de ligeira redução em relação a estimativas anteriores. O ajuste reflete aumentos de produção em diversos países, incluindo Argentina, que aprimora rendimento por hectare, e certas regiões do Brasil.

A forte produção argentina contribui para elevar o volume exportável, pressionando preços e ampliando a participação do país nas vendas externas de trigo — com estimativa de exportações recordes ainda neste ciclo, favorecida por condições produtivas e competitividade no mercado internacional.

Influência do Banco Central e cenário econômico atual

O Banco Central do Brasil segue com sua missão de garantir a estabilidade de preços e do sistema financeiro, monitorando indicadores como inflação, taxa de juros e câmbio, que impactam diretamente os custos de produção e os preços de commodities agrícolas. A estabilidade cambial — sem grandes volatilidades recentes — reduz pressões inflacionárias sobre alimentos e auxilia nas projeções de custos do setor.

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Dados recentes do mercado brasileiro indicam que indicadores de preços ao consumidor, como o IPCA, têm sido mantidos dentro ou próximos das metas estabelecidas pelo Comitê de Política Monetária, refletindo um ambiente econômico mais previsível para os agentes do agronegócio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Limpurb reforça limpeza urbana com robôs de roçagem em Cuiabá

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), utilizou nesta segunda-feira (6) os novos roçadores remotos na Avenida dos Trabalhadores para reforçar os serviços de manutenção das áreas verdes da capital. A ação demonstra, na prática, como a tecnologia está sendo incorporada à zeladoria urbana para tornar os trabalhos mais ágeis, seguros e eficientes, sem substituir a atuação dos servidores.

Os chamados robôs de roçagem são equipamentos controlados remotamente, desenvolvidos para o corte de grama e vegetação em grandes áreas públicas, como canteiros centrais, rotatórias, parques, terrenos públicos e locais de difícil acesso ou com inclinação. O operador controla a máquina à distância, reduzindo a exposição aos riscos durante a execução dos serviços e aumentando a produtividade das equipes.

Na Avenida dos Trabalhadores, o equipamento atuou em conjunto com os servidores da Limpurb. Enquanto o robô realizou o corte da vegetação mais alta, as equipes executaram o acabamento nas bordas das calçadas, meios-fios e demais pontos que exigem maior precisão.

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O diretor de Zeladoria da Limpurb, Cleiton Rosa, explicou que a tecnologia chega para complementar o trabalho das equipes e acelerar a execução dos serviços.

“Hoje estamos aqui na Avenida dos Trabalhadores utilizando o robô juntamente com a equipe da Limpurb. Ele veio para agilizar o processo de corte de grama, sem a necessidade da utilização de telas de proteção. É importante destacar que o robô não substitui a roçadeira convencional. A roçadeira continua sendo essencial para fazer o acabamento final, nas beiras das calçadas e dos meios-fios, deixando o serviço mais bonito e refinado”, afirmou.

Atualmente, a Limpurb conta com dois roçadores remotos do modelo NV9X550 e um do modelo NV22X800 em operação. O modelo NV9X550 possui produtividade média de aproximadamente 900 metros quadrados por hora, equivalente ao trabalho de três roçadeiras convencionais. Já o modelo NV22X800 alcança cerca de 1.800 metros quadrados por hora, com capacidade operacional semelhante à de seis roçadeiras convencionais.

Além do ganho em produtividade, os equipamentos proporcionam mais segurança aos operadores, reduzem a necessidade de interdição de áreas durante os trabalhos e permitem melhor aproveitamento da mão de obra, já que parte da equipe pode ser direcionada para outras frentes de serviço enquanto o robô realiza o corte da vegetação.

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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