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Mercado do milho vive momento de contrastes: oferta restrita no Brasil, chuvas na Argentina e incertezas nos EUA influenciam preços globais

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Oferta limitada mantém preços firmes no mercado brasileiro

A valorização do milho, observada desde o início de fevereiro, continua ganhando força em diversas regiões do país. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os preços seguem sustentados pela retração dos produtores, que priorizam os trabalhos de campo e reduzem a oferta do cereal no mercado spot.

Do lado da demanda, compradores relatam dificuldades para fechar novos negócios, já que os valores pedidos pelos vendedores estão mais altos. Apesar da resistência nas aquisições, as projeções indicam colheitas robustas no Brasil e no mundo. Globalmente, contudo, os estoques devem ser os menores desde a safra 2014/15, o que mantém o grão sob atenção nos mercados internacionais.

Chuvas na Argentina e dados globais pressionam cotações internacionais

O cenário internacional do milho tem apresentado queda nas cotações, influenciado por uma combinação de fatores climáticos e econômicos. Conforme análise da TF Agroeconômica, o mercado reagiu à melhora das condições climáticas na Argentina, aos dados de exportação dos Estados Unidos e às atualizações sobre o andamento da safra no Brasil e na Europa.

As chuvas nas regiões agrícolas argentinas reduziram a preocupação com a seca registrada em janeiro, melhorando as perspectivas para a produção e pressionando as cotações internacionais. Além disso, o mercado acompanha com expectativa o Fórum Anual do USDA, que deve esclarecer as projeções de área plantada de milho nos EUA para 2026/27.

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Nos Estados Unidos, o relatório semanal de embarques indicou exportações de 1,49 milhão de toneladas, volume inferior ao da semana anterior, mas ainda acima das previsões de analistas privados.

No Brasil, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que o plantio da segunda safra (safrinha) chegou a 32,3% da área prevista, avanço sobre a semana anterior, mas abaixo da média histórica de 38,6%. A colheita do milho de verão também segue em ritmo mais lento em comparação com 2025. Já na União Europeia, as importações somaram 10,88 milhões de toneladas até meados de fevereiro, queda de 18% em relação ao mesmo período anterior.

Paraguai ganha destaque com ritmo mais intenso de negócios

O mercado de milho no Paraguai também mostrou maior movimentação, com negociações ativas tanto no mercado interno quanto nas exportações. A TF Agroeconômica destacou que o país registrou forte desempenho nas vendas externas em janeiro, impulsionando a liquidez do mercado.

Internamente, os preços para o milho da safra abril-maio giram entre US$ 175 e US$ 177 por tonelada, podendo variar conforme a origem e o volume. Para embarques da segunda safra (julho e agosto), as referências permanecem entre US$ 155 e US$ 165 por tonelada.

A demanda brasileira segue sendo um dos principais motores das exportações paraguaias, com destaque para os estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, onde as cotações variam entre US$ 170 e US$ 200 por tonelada, dependendo da região e do período de embarque.

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No cenário global, as referências do milho FOB ficaram em US$ 218 nos EUA, US$ 216 na Argentina e US$ 201 no Brasil. Na Europa, os preços atingiram US$ 231 na França e US$ 232 na Romênia, enquanto Rússia e Ucrânia registraram US$ 218 e US$ 201, respectivamente.

Incertezas com o E-15 pesam sobre os preços na Bolsa de Chicago

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos futuros do milho encerraram o pregão de quinta-feira em queda, refletindo a incerteza em torno do impasse regulatório do E-15 — mistura que aumenta a proporção de etanol na gasolina para 15%.

Segundo a TF Agroeconômica, o tema tem impacto direto sobre a demanda de milho, já que grande parte da produção norte-americana é destinada à fabricação de etanol. A indefinição sobre a política de biocombustíveis fez investidores adotarem postura mais cautelosa e reduzirem posições compradas.

O contrato de março recuou 1,27%, fechando a US$ 4,26 por bushel, enquanto o de maio caiu 1,41%, para US$ 4,35 por bushel. A sensibilidade do mercado às discussões sobre o E-15 reforça o peso do consumo interno dos EUA na formação dos preços globais e mantém o setor atento aos próximos desdobramentos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cuiabá mantém cenário de normalidade para meningite e reforça vacinação na rede municipal

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, divulgou nesta quinta-feira (30) a Nota Informativa nº 02/2026 com o panorama da meningite na capital. O documento, elaborado pelo Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS), indica que o município segue em situação de normalidade epidemiológica, apesar da confirmação de casos e óbitos neste ano.

Até abril de 2026, foram registrados sete casos confirmados de meningite, com três mortes. A taxa de incidência é de 1,01 caso por 100 mil habitantes, índice inferior à média nacional, que é de 1,4.

Em Cuiabá, os registros são predominantemente de meningites não meningocócicas, que apresentam menor letalidade em comparação aos tipos mais graves da doença.

A meningite é uma inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, e pode ser causada por vírus, bactérias, fungos e outros agentes. No Brasil, a doença é considerada endêmica, com ocorrência contínua ao longo dos anos.

A transmissão ocorre principalmente por meio de gotículas respiratórias, como secreções do nariz e da garganta, além da via fecal-oral, por ingestão de água ou alimentos contaminados ou contato com fezes infectadas.

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Por atingir o sistema nervoso central, a doença pode evoluir rapidamente e causar complicações graves, podendo levar à morte.

Os casos registrados em 2026 atingiram diferentes faixas etárias, incluindo bebês, adultos e idosos. Entre as causas identificadas estão vírus, bactérias como Staphylococcus e fungos como Cryptococcus. Há registros de pacientes que receberam alta, óbitos e também casos em investigação.

No mês de abril, até a data de publicação do boletim, não houve novos registros da doença na capital.

Entre os principais sintomas estão febre alta, dor de cabeça intensa, náuseas, vômitos e prostração. Sinais mais graves incluem rigidez na nuca, sensibilidade à luz, manchas na pele, convulsões e alterações respiratórias, que exigem atendimento imediato. Em bebês, irritabilidade e choro persistente também são indicativos de alerta.

A vacinação é a principal forma de prevenção contra a meningite, especialmente nos casos mais graves. Em Cuiabá, as doses estão disponíveis em 72 Unidades de Saúde da Família (USFs) distribuídas por toda a capital.

Algumas unidades contam com horário estendido, garantindo maior acesso da população:

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Região Leste (07h às 19h):
Bela Vista/Carumbé; Terra Nova/Canjica; Jardim Eldorado; Dom Aquino; Pico do Amor; Areão; Jardim Imperial.

Região Norte:
Jardim Vitória I (07h às 19h); CPA I e II (07h às 21h); Paiaguás (07h às 19h); CPA IV (07h às 19h); CPA III (07h às 19h); Ilza Terezinha Piccoli (07h às 21h).

Região Oeste (07h às 19h):
Despraiado; Ribeirão da Ponte; Novo Terceiro; Sucuri; Jardim Independência.

Região Sul:
Tijucal (07h às 21h); Parque Ohara (07h às 21h); Pedra 90 II, III e CAIC (07h às 19h); Parque Cuiabá (07h às 19h); Cohab São Gonçalo (07h às 17h); Santa Laura/Jardim Fortaleza (07h às 19h); Industriário (07h às 19h); Residencial Coxipó I e II (07h às 19h).

Zona Rural (07h às 19h):
Distrito de Nossa Senhora da Guia.

Em caso de suspeita, a orientação é procurar imediatamente uma Unidade Básica de Saúde, UPA ou policlínica. A notificação deve ser feita em até 24 horas à Vigilância Epidemiológica.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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