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Mercado de cacau opera sob influência técnica, mas clima mantém volatilidade

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O mercado internacional de cacau segue operando dentro de um intervalo estreito de preços, influenciado principalmente por fatores técnicos no curto prazo. No entanto, o clima nas principais regiões produtoras, especialmente Costa do Marfim e Gana, continua sendo o principal ponto de atenção dos investidores.

De acordo com relatório da Hedgepoint Global Markets, as oscilações recentes refletem ajustes técnicos e movimentos especulativos, mas a possibilidade de mudanças nas condições meteorológicas pode intensificar a volatilidade e alterar a direção das cotações rapidamente.

Preços do cacau tocam menor nível em dois anos

Os preços do cacau registraram o menor patamar em dois anos na terça-feira, 10 de fevereiro, após uma sequência de movimentos laterais nas bolsas de Nova York e Londres.

Na sexta-feira anterior, 6 de fevereiro, os contratos futuros encerraram em queda, revertendo a tentativa de recuperação vista no dia anterior. Em Nova York, as cotações oscilaram entre US$ 4.086 e US$ 4.401 por tonelada, enquanto em Londres ficaram no intervalo de GBP 2.885 a GBP 3.129 por tonelada.

Segundo a Hedgepoint, os preços operam próximos a zonas técnicas de sobrevenda, o que aumenta a sensibilidade do mercado a qualquer nova informação meteorológica.

“Estamos em um período de movimentação predominantemente técnica, mas o mercado permanece altamente reativo às atualizações climáticas nas origens produtoras. Mesmo pequenas variações no regime de chuvas podem gerar impactos expressivos nos preços”, explica Carolina França, analista de inteligência de mercado da Hedgepoint Global Markets.

Costa do Marfim mantém chuvas acima da média, mas calor preocupa

A Costa do Marfim, maior produtor mundial de cacau, apresenta um cenário climático misto. Embora o acumulado de chuvas desde o início da safra esteja ligeiramente acima da média, as últimas semanas registraram precipitação abaixo do esperado, o que acende alertas para as próximas colheitas.

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As temperaturas acima da média também preocupam o setor, pois aumentam o risco de estresse hídrico nas lavouras e favorecem o avanço de doenças. De acordo com estimativa da organização Enveritas, cerca de 15% da produção marfinense já pode estar ameaçada pelo Vírus do Broto Inchado do Cacau (CSSV).

“Quando as altas temperaturas se combinam com irregularidade nas chuvas, o risco de perda produtiva se amplia. Por outro lado, o excesso de umidade também favorece a disseminação do CSSV, que vem comprometendo parte das plantações”, destaca Carolina França.

Gana tem bom volume de chuvas, mas alerta permanece

Em Gana, segundo maior produtor mundial de cacau, o acumulado de chuvas entre outubro de 2025 e fevereiro de 2026 permanece acima da média e supera o registrado na safra anterior.

Entretanto, as duas últimas semanas apresentaram redução nos volumes, o que exige monitoramento constante, já que o clima será determinante para o desenvolvimento da safra intermediária, que começa a ganhar destaque no radar dos exportadores e investidores.

Clima deve continuar ditando o ritmo do mercado

Com o mercado operando em ritmo técnico e as cotações pressionadas, qualquer mudança nas condições climáticas nas origens produtoras tende a ampliar a volatilidade no curto prazo.

“O comportamento dos preços deve seguir reagindo de forma imediata a qualquer nova informação sobre clima ou produção. O acompanhamento meteorológico das regiões produtoras é fundamental neste momento”, reforça Carolina França, da Hedgepoint Global Markets.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Das urnas à lavoura: nova edição mostra o que está em jogo para o agro

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A Revista Pensar Agro lança nesta sexta-feira (18.09) uma nova edição em português e inglês, com as eleições de 2026 como tema de capa. A publicação chega ao novo número com quase 16 mil acessos acumulados em 57 países, resultado que demonstra o interesse de leitores brasileiros e estrangeiros pelas transformações do agronegócio nacional.

A reportagem principal analisa como a escolha de presidente, governadores, senadores e deputados pode interferir no ambiente em que produtores, cooperativas, agroindústrias, transportadores e exportadores desenvolvem suas atividades.

Crédito rural, seguro, tributação, infraestrutura, pesquisa, defesa agropecuária, segurança jurídica e comércio exterior estão entre as áreas influenciadas pelas decisões tomadas pelo poder público. Embora o voto não determine o clima ou as cotações internacionais, ele pode alterar custos, regras, investimentos e as condições de competitividade do setor.

A matéria estabelece uma relação entre a responsabilidade do eleitor e as escolhas realizadas diariamente pelos integrantes da cadeia produtiva. No campo, uma decisão equivocada sobre plantio, financiamento, manejo ou comercialização pode comprometer uma safra e espalhar prejuízos por diferentes atividades. Na política, as consequências também podem atravessar vários ciclos produtivos.

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A edição orienta o leitor a avaliar não apenas as promessas apresentadas durante a campanha, mas também o histórico dos candidatos, a viabilidade de suas propostas e os efeitos que cada decisão poderá produzir sobre o agronegócio.

A publicação mostra que escolher representantes sem compreender as necessidades da produção pode resultar em aumento de custos, dificuldades de acesso ao crédito, insegurança jurídica, perda de mercados e redução dos investimentos. Em sentido contrário, políticas bem estruturadas podem melhorar a infraestrutura, estimular a inovação e criar condições para o crescimento das diferentes cadeias.

Outro destaque é o artigo do colunista Cláudio Júnior Oliveira sobre as três principais pressões enfrentadas pela aviação agrícola brasileira: custos, regulação e política. A análise aborda o impacto dos combustíveis, dos juros e da energia, além das mudanças regulatórias e tributárias que atingem a atividade.

O texto examina ainda a utilização de aviões, helicópteros e drones na proteção das lavouras. A defesa dessas tecnologias está associada à segurança operacional, à qualificação profissional, ao cumprimento de critérios técnicos e à apresentação de evidências sobre sua eficiência produtiva e ambiental.

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A aviação agrícola exerce papel importante no controle de pragas e doenças e no combate a incêndios, especialmente em áreas extensas ou em situações que exigem rapidez. Ao mesmo tempo, o setor precisa ampliar a transparência e demonstrar que produtividade e responsabilidade ambiental podem avançar juntas.

Os demais colunistas apresentam análises sobre tendências, riscos e oportunidades capazes de influenciar o presente e o futuro do agronegócio. Os textos procuram oferecer informações e diferentes perspectivas para auxiliar produtores, profissionais e empresas na tomada de decisões.

A publicação simultânea em português e inglês amplia a circulação do conteúdo produzido no Brasil e facilita o acesso de leitores estrangeiros às discussões sobre produção de alimentos, fibras, energia, sustentabilidade e segurança alimentar.

Com quase 16 mil acessos acumulados em 57 países, a Revista Pensar Agro reforça sua presença além das fronteiras nacionais. A nova edição mantém a proposta de combinar informação, análise e conhecimento para contribuir com decisões cada vez mais qualificadas dentro e fora do campo.

Você lê a versão em português clicando aqui.

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Fonte: Pensar Agro

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