AGRONEGÓCIO

Fertilizantes mantêm alta e pressionam custos da produção agrícola em fevereiro

Publicado em

Preços internacionais seguem em alta

Os fertilizantes continuam em trajetória de valorização no mercado global neste início de fevereiro, segundo dados da Fertilizer Week. O movimento reflete um cenário de inflação acumulada nos principais nutrientes agrícolas, com poucas perspectivas de recuo no curto prazo.

Os índices apontam elevação persistente nos preços de nitrogênio, fosfato e potássio, insumos fundamentais para o setor agropecuário. Entre os produtos mais afetados estão a ureia, o DAP (fosfato diamônico) e o MOP (cloreto de potássio).

Nitrogênio, fosfato e potássio seguem valorizados

A ureia apresentou oscilações nos últimos meses, mas mantém uma tendência de alta em relação à base de janeiro de 2020.

O DAP, por sua vez, teve a maior valorização entre os principais fertilizantes, alcançando níveis bem acima do observado no início do período analisado.

Já o MOP registra aumento mais moderado, embora ainda operando acima da média histórica.

Esses movimentos de preços reforçam a recuperação consistente do setor desde o segundo semestre do ano passado, ampliando a pressão sobre os custos de produção agrícola no Brasil e em outros países produtores.

Leia Também:  Preço do leite recua em julho com oferta acima da demanda, aponta Cepea
Matérias-primas encarecem e reforçam pressão sobre custos

O comportamento das matérias-primas utilizadas na produção de fertilizantes também contribui para o cenário de custos elevados.

O enxofre teve forte valorização, atingindo patamares muito acima da média histórica e encarecendo a cadeia dos fertilizantes fosfatados.

A rocha fosfática apresentou leve tendência de alta, mantendo-se relativamente estável. Em contrapartida, a amônia foi o único insumo a registrar queda recente, ainda que discreta, após meses de estabilidade nos preços internacionais.

Produtor deve redobrar atenção ao planejamento financeiro

De acordo com José Carlos de Lima Júnior, sócio da Markestrat Group e cofundador da Harven Agribusiness School, o cenário atual exige gestão mais rigorosa de custos e planejamento de compras por parte dos produtores rurais.

“A combinação entre matérias-primas valorizadas e o aumento dos preços dos fertilizantes finais cria um ambiente de custos elevados, o que demanda maior atenção do produtor ao gerenciamento financeiro nas próximas semanas”, destacou o especialista.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Leia Também:  Estratégias de Irrigação por Gotejamento para Manter a Estabilidade da Produção Durante o La Niña
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Crédito privado do agro supera R$ 1,34 trilhão e CPR lidera financiamento

Published

on

O estoque dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio superou R$ 1,34 trilhão em julho, primeiro mês da safra 2026/27. O resultado mostra o aumento da participação do mercado de capitais no custeio da produção, na comercialização antecipada da safra e no financiamento de empresas ligadas às cadeias agroindustriais.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e abrangem as Cédulas de Produto Rural (CPR), as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA).

A CPR manteve a liderança entre os instrumentos analisados, com estoque de R$ 580,78 bilhões. O volume estava distribuído em 372 mil títulos, com valor médio de R$ 1,56 milhão por cédula.

Somente em julho foram emitidos R$ 37,53 bilhões em novas CPR. Esse é o dado que melhor indica o ingresso de operações no primeiro mês da nova temporada. O estoque total também inclui títulos emitidos anteriormente que ainda não foram liquidados.

A CPR permite ao produtor ou à cooperativa antecipar recursos para financiar a atividade. Na modalidade física, o compromisso pode ser liquidado com a entrega futura do produto agropecuário. Na CPR financeira, a quitação ocorre em dinheiro. O instrumento também é usado como garantia em operações para a compra de sementes, fertilizantes, defensivos e outros insumos.

Leia Também:  Carne de frango: entre janeiro e julho, apenas sete Estados exportam volume superior ao de um ano atrás

O avanço das CPR amplia as alternativas ao crédito rural bancário, especialmente em períodos de juros elevados ou de maior restrição nas linhas oficiais. Ao mesmo tempo, exige atenção às condições estabelecidas no contrato, como taxa de juros, forma de liquidação, garantias, vencimento e consequências em caso de frustração da safra.

As Letras de Crédito do Agronegócio apresentaram o segundo maior estoque, com R$ 560,37 bilhões. As LCA são emitidas por instituições financeiras para captar dinheiro de investidores e financiar operações relacionadas ao setor.

Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% do estoque das LCA deve ser reaplicado no financiamento da atividade agropecuária. Isso representa aproximadamente R$ 336,22 bilhões.

Dentro desse volume, ao menos 45% devem ser destinados ao crédito rural oficial, o equivalente a R$ 151,30 bilhões. Os valores incluem tanto operações da safra 2026/27 quanto contratos de temporadas anteriores que continuam em aberto.

Isso significa que o estoque divulgado não corresponde integralmente a recursos novos disponíveis para contratação imediata. Parte representa financiamentos já concedidos e títulos que ainda não chegaram ao vencimento.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio somaram R$ 174,20 bilhões em julho. O CRA permite transformar créditos originados em negócios do setor em títulos negociados com investidores, aproximando empresas e cadeias produtivas do mercado de capitais.

Leia Também:  Supercopa Jovem do Cavalo Crioulo será destaque na 47ª Expointer

Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio alcançaram estoque de R$ 30,21 bilhões. O CDCA é emitido por cooperativas e empresas que atuam na comercialização, no beneficiamento ou na industrialização de produtos agropecuários e tem como lastro direitos de crédito ligados ao setor.

Fora da soma de R$ 1,34 trilhão, os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) também avançaram como fonte privada de recursos. Os dados mais recentes, referentes a junho, mostram patrimônio líquido de R$ 64,13 bilhões distribuído entre 285 fundos.

Os Fiagro podem investir em imóveis rurais, participações em empresas, direitos creditórios e outros ativos ligados ao agronegócio. Para o setor produtivo, funcionam como uma ponte entre investidores e projetos de produção, armazenagem, logística, agroindústria e aquisição de ativos.

O crescimento desses instrumentos reforça a diversificação do financiamento rural, historicamente concentrado nos bancos e nos recursos do Plano Safra. Para o produtor, porém, maior oferta de alternativas não elimina a necessidade de comparar custos, garantias e riscos. O volume disponível no mercado é elevado, mas o acesso e as condições de pagamento variam conforme a atividade, o porte da operação e a capacidade financeira de cada tomador.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA