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Campanha define meta de R$ 40 milhões para fundos sociais em 2026

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o Conselho Regional de Contabilidade de Mato Grosso (CRC-MT) e a Associação para o Desenvolvimento Social dos Municípios de Mato Grosso (APDM-MT) realizaram, na última sexta‑feira (6), a primeira reunião de planejamento da Campanha de Incentivo à Destinação de Recursos aos Fundos da Infância e Adolescência (FIA) e do Idoso (FDI) para 2026. A iniciativa busca fortalecer os fundos municipais e ampliar o alcance das ações voltadas à proteção de crianças, adolescentes e pessoas idosas em todo o estado.O procurador de Justiça Paulo Roberto Jorge do Prado, titular da Procuradoria Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente, fez a abertura da reunião e definiu estratégias de comunicação disponibilizando o apoio do Ministério Público para os trabalhos, para que a meta seja alcançada em 2026. O procurador orientou que as instituições parceiras definam estratégias para orientar gestores municipais, mobilizar a sociedade e sensibilizar profissionais da contabilidade sobre a importância de destinar parte do Imposto de Renda para os fundos sociais. O promotor de Justiça da 2ª Promotoria Cível de Sinop, Nilton César Padovan, destacou que a reunião teve como principal objetivo promover a conscientização dos contribuintes sobre a possibilidade de direcionar parte do imposto devido diretamente para projetos sociais em seus municípios. “A reunião foi muito produtiva. Sugerimos uma maior destinação do Imposto de Renda para os fundos da infância, da adolescência e do idoso. A ideia é mostrar ao contribuinte que, ao invés de enviar todo o imposto ao Governo Federal, ele pode destinar 3% do imposto devido para sua própria cidade, sem pagar nada a mais. Não se trata exatamente de ‘doação’, mas de uma mudança de destinação, prevista em lei”, avaliou.Já o promotor de Justiça da 34ª Promotoria Cível de Cuiabá, Daniel Balan Zappia, mencionou a campanha contará com uma meta de arrecadação ambiciosa para o próximo ano. “Foi definida a meta de R$ 40 milhões para 2026, o dobro do registrado no melhor ano de arrecadação, que foi 2024. Também definimos os temas que serão trabalhados nos encontros realizados nos municípios do interior, para que a campanha alcance todos os contribuintes. O foco é engajar a sociedade e ampliar o conhecimento da população sobre essa forma direta de exercer cidadania, contribuindo para políticas públicas essenciais”, contou.Silvia Mara Leite Cavalcante, presidente do CRC-MT, destacou que o momento marca uma nova etapa. “Partimos agora para a operacionalização desse trabalho, certos de que ele renderá muitos frutos. Temos convicção de que vamos alcançar e superar a meta de 40 milhões de reais destinados a projetos no Estado de Mato Grosso”, defendeu. Já Scheila Pedroso da Silva, presidente da Associação para o Desenvolvimento Social dos Municípios de Mato Grosso (APDM-MT), ressaltou que essa é uma forma de auxiliar o município por meio de repasses que garantem a chegada de recursos às instituições que realmente prestam serviços à sociedade. “A APDM é responsável pela articulação dentro dos municípios, atuando junto às secretarias de assistência social e mobilizando a população para realizar a destinação do Imposto de Renda no momento da declaração. Essa arrecadação é direcionada aos fundos municipais. Cada município possui conselhos tanto do Idoso quanto da Criança e do Adolescente, que fazem a gestão desses recursos”.A campanha Imposto Solidário é consolidada em Mato Grosso e reúne o MPMT, APDM-MT, CRC-MT, Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Receita Federal e conselhos estaduais e municipais de direitos, entre outras instituições. Os recursos destinados via Imposto de Renda financiam ações nas áreas de educação, esporte, saúde, inclusão social e atendimento especializado, beneficiando famílias em situação de vulnerabilidade e fortalecendo a rede de proteção social nos municípios.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Justiça determina adequações em Casa Lar a pedido do MPMT

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A 1ª Promotoria de Justiça Cível de Comodoro (a 644 km de Cuiabá) obteve, nesta quarta-feira (29), duas decisões favoráveis na Justiça que determinam ao Município a adoção de medidas voltadas à adequação estrutural, logística e administrativa da Casa Lar da Criança Recanto Feliz, unidade de acolhimento institucional de crianças e adolescentes. As decisões são resultado de duas Ações Civis Públicas ajuizadas pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), após inspeção realizada em março deste ano, que identificou diversas irregularidades capazes de comprometer o atendimento integral e a proteção dos acolhidos.
Entre os problemas constatados estão a falta de acessibilidade arquitetônica, a inadequação dos espaços físicos destinados ao atendimento técnico, a ausência de equipe técnica exclusiva, além da insuficiência de veículos para o transporte das crianças e adolescentes. Também foi verificado que o Projeto Político-Pedagógico e o Regimento Interno da instituição encontram-se desatualizados, em desacordo com as normas do Sistema Único de Assistência Social (Suas).
As decisões judiciais determinam que o Município adote uma série de providências para sanar as irregularidades apontadas, entre elas apresentar, no prazo de 10 dias, um plano de adequação estrutural; iniciar as obras necessárias em até 30 dias; disponibilizar veículo adicional para atendimento da unidade em 15 dias; e comprovar periodicamente o cumprimento das medidas impostas.
Também foi determinado que o Município implante equipe técnica mínima exclusiva, composta por um assistente social e um psicólogo, no prazo de 10 dias; comprove o atendimento técnico contínuo e a elaboração dos Planos Individuais de Atendimento (PIA) em até 15 dias; adeque integralmente o quadro de pessoal, incluindo cuidadores e coordenação; atualize o Projeto Político-Pedagógico e o Regimento Interno no prazo de 60 dias; e implante programa de capacitação continuada dos profissionais em até 90 dias.
Em caso de descumprimento das determinações, a Justiça fixou multa diária de R$ 5 mil, limitada ao montante de R$ 100 mil, em cada uma das ações.
Nas ações, o MPMT destacou que a situação viola dispositivos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e compromete o princípio da prioridade absoluta assegurado às crianças e adolescentes pela Constituição Federal.
Segundo o promotor de Justiça Carlos Rubens de Freitas Oliveira Filho, cabe ao Município garantir condições adequadas de funcionamento da unidade. “Incumbe ao Município de Comodoro promover a adequação da estrutura física da Casa Lar da Criança Recanto Feliz, em sentido amplo, assegurando condições de acessibilidade, organização adequada dos espaços e suporte estrutural compatível com as diretrizes normativas, de modo a garantir atendimento digno, integral e inclusivo às crianças e adolescentes acolhidos”, afirmou.
O promotor acrescentou ainda que “a deficiência estrutural da unidade de acolhimento institucional, especialmente no que se refere à ausência de equipe técnica suficiente e qualificada, configura violação a direitos fundamentais de natureza coletiva, atingindo grupo determinado de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, o que justifica a atuação do Ministério Público na defesa de interesses coletivos e individuais indisponíveis”.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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