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Cooperativa distribui R$ 716 milhões entre associados de três estados

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A cooperativa paranaense Coamo Agroindustrial encerrou 2025 com receita global de R$ 28,7 bilhões e uma sobra líquida (lucro) superior a R$ 2 bilhões. Mais de R$ 716 milhões serão distribuídos diretamente aos associados que movimentaram suas produções nas unidades da cooperativa ao longo do ano, beneficiando 32,7 mil cooperados, presentes em 76 municípios dos estados do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.

Os números foram apresentados nesta quinta-feira (05.02), durante a Assembleia Geral, realizada em Campo Mourão (450 km da Capital, Curitiba), no Paraná. A distribuição das sobras leva em consideração a movimentação de produtos agrícolas e a aquisição de bens de fornecimento ao longo do exercício. Os valores definidos foram:

  • Soja: R$ 3,50 por saca de 60 kg

  • Milho: R$ 1,30 por saca de 60 kg

  • Trigo: R$ 1,30 por saca de 60 kg

  • Aveia: R$ 0,95 por saca de 60 kg

  • Café em coco: R$ 2,67 por saca de 40 kg

  • Café beneficiado: R$ 8,00 por saca de 60 kg

  • Bens de fornecimento: 3,80% sobre o valor adquirido

Durante a apresentação dos resultados, a diretoria destacou que o retorno ao quadro social foi além da distribuição das sobras. Segundo o presidente do Conselho de Administração da Coamo, José Aroldo Gallassini, o conjunto de benefícios oferecidos aos cooperados em 2025 ultrapassou R$ 823 milhões.

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“Além das sobras de R$ 716 milhões, devolvemos mais de R$ 26 milhões em capital social aos cooperados com 65 anos ou mais e pelo menos 10 anos de vínculo com a cooperativa, repassamos R$ 14,5 milhões em ICMS e destinamos R$ 66,3 milhões por meio do programa Fideliza, em créditos para aquisição de insumos, máquinas, peças e produtos veterinários”, destacou.

Gallassini também ressaltou que o cenário enfrentado pelos produtores foi desafiador, marcado por eventos climáticos adversos e pela queda nos preços das commodities, fatores que pressionaram a rentabilidade. “A comercialização da soja e do milho foi impactada pelo excesso de estoques globais e pela retração das compras chinesas. A política de tarifas dos Estados Unidos também trouxe instabilidade adicional ao mercado”, afirmou.

Mesmo diante desse ambiente, os indicadores financeiros da cooperativa mostram uma estrutura sólida. O Patrimônio Líquido alcançou R$ 13,376 bilhões, crescimento de 11,5% em relação ao ano anterior. O Ativo Total chegou a R$ 22,415 bilhões.

A Coamo fechou o exercício com liquidez corrente de 2,74, liquidez geral de 1,64, margem de garantia de 247,98% e grau de endividamento de 40,33%. Ao longo de 2025, a cooperativa também gerou e recolheu R$ 1,012 bilhão em impostos, taxas e contribuições.

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O recebimento de grãos ocorreu em 118 unidades, somando 9,617 milhões de toneladas, o equivalente a 2,7% da produção brasileira de grãos. No mercado externo, a Coamo exportou 3,763 milhões de toneladas de commodities e produtos alimentícios, utilizando os portos de Paranaguá (PR) e São Francisco do Sul (SC).

Ao longo de 2025, os investimentos totalizaram R$ 1,932 bilhão, com foco na ampliação da capacidade produtiva e modernização da infraestrutura. Entre os principais projetos estão a implantação de um novo entreposto em Campina da Lagoa (PR) e o início da construção de postos de recebimento em Amambai, Itahum (Dourados) e Sidrolândia, no Mato Grosso do Sul.

No segmento industrial, a cooperativa avançou na verticalização da produção, com destaque para o início da implantação da indústria de etanol de milho em Campo Mourão (PR) e da planta de biodiesel em Paranaguá (PR). Outro projeto estratégico, o porto próprio da Coamo em Itapoá (SC), segue em fase de licenciamento, com previsão de início das obras em janeiro de 2027.

Fonte: Pensar Agro

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Chuva forte pode atrasar plantio e colheitas no Centro-Sul

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A semana começa com chuva em importantes regiões agrícolas do Brasil e efeitos distintos sobre o calendário das lavouras. A partir deste domingo (04.10), as instabilidades atingem áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Sul, além de partes do Norte e do Nordeste. Para quem inicia a safra de verão, a água ajuda a recuperar a umidade necessária à semeadura. Onde o solo já está saturado, porém, novos episódios de chuva podem paralisar máquinas, atrasar o plantio e dificultar a retirada dos grãos ainda no campo.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o início da semana terá condições para tempestades, com rajadas de vento e possibilidade de granizo em algumas áreas. A intensidade e a distribuição das precipitações variam entre as regiões, exigindo decisões conforme a situação de cada propriedade.

No Centro-Oeste, há previsão de chuva neste domingo em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, com intensificação das instabilidades na segunda-feira, 5. O sul de Mato Grosso do Sul está entre as áreas sob maior atenção para temporais.

A chegada da água ocorre em momento decisivo para a soja. No acompanhamento divulgado em 28 de setembro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que as chuvas haviam permitido ampliar a semeadura em áreas de Mato Grosso que dependem das precipitações. Em Mato Grosso do Sul, a implantação também começava a avançar, enquanto Goiás registrava operações pontuais, principalmente sob irrigação.

O desafio para o produtor é aproveitar a umidade sem antecipar a entrada das máquinas em terrenos sem condições de tráfego. Chuvas concentradas podem interromper a semeadura e os tratamentos das lavouras. A persistência da água no solo, por sua vez, precisa ser observada antes de retomar as operações.

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No Sudeste, as instabilidades alcançam São Paulo, áreas de Minas Gerais e Rio de Janeiro no começo da semana. No Espírito Santo, a previsão aponta precipitações mais isoladas. A chuva pode beneficiar a implantação das culturas de verão, mas exige atenção onde ainda há colheitas.

Em São Paulo, a Conab já registrava dificuldades para a entrada de colhedoras em áreas de milho por causa do encharcamento. Também apontava danos à qualidade do trigo em maturação e colheita. Novas precipitações podem prolongar essas interrupções nas propriedades afetadas.

A situação do milho safrinha, contudo, deve ser dimensionada: 99,5% da área acompanhada pela companhia estava colhida no levantamento de 28 de setembro. Os trabalhos restantes se concentravam em São Paulo e no Paraná. Nos principais polos do Centro-Oeste, a retirada do cereal já havia terminado.

No Sul, os cuidados se dividem entre a implantação da nova safra e as lavouras de inverno. Santa Catarina e partes do Rio Grande do Sul também têm previsão de chuva e trovoadas. O excesso de umidade já havia reduzido o ritmo do plantio de milho e interrompido operações de semeadura do arroz em áreas gaúchas.

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O trigo permanece vulnerável. Além de dificultar a colheita, períodos úmidos favorecem doenças e podem comprometer a qualidade dos grãos. Em Santa Catarina, o monitoramento da Conab destacava a pressão de doenças nas lavouras; no Rio Grande do Sul, havia preocupação com os efeitos das chuvas sobre áreas em fase reprodutiva.

No Norte, as pancadas atingem áreas do Amazonas, Rondônia e Tocantins. No Nordeste, a chuva é mais localizada, com possibilidade de precipitações no oeste da Bahia e em partes do Maranhão e do Piauí, enquanto setores do interior permanecem com tempo firme.

Para a região agrícola formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a regularidade das precipitações continua decisiva. O boletim de setembro da Conab mostrou que as primeiras chuvas haviam sido insuficientes para recompor a água no solo e permitir o plantio na maioria das áreas sem irrigação. Já o milho de terceira safra apresenta situações diferentes: no oeste baiano, áreas irrigadas tiveram bons resultados, enquanto a estiagem comprometeu lavouras no Nordeste da Bahia.

O planejamento da semana dependerá, portanto, da combinação entre previsão local, umidade do terreno e estágio da cultura. Onde falta água, a chuva pode abrir a oportunidade de plantar. Onde ela já sobra, preservar o solo e esperar condições adequadas para as máquinas será determinante para evitar novos prejuízos.

Fonte: Pensar Agro

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