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Fazendas do Incaper dobram oferta de treinamentos em pecuária para 2026

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Programa de capacitação rural cresce após sucesso em 2025

O Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) anunciou a ampliação dos cursos de pecuária bovina realizados em suas fazendas experimentais. Após o sucesso da edição de 2025, que capacitou 160 pessoas, o programa dobrará o número de treinamentos em 2026, oferecendo 31 turmas ao longo do ano.

A iniciativa é realizada em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Espírito Santo (Senar-ES) e a Fundação de Desenvolvimento e Inovação Agro Socioambiental do Espírito Santo (Fundagres Inovar).

Cursos serão realizados em Cachoeiro de Itapemirim e Linhares

As capacitações acontecem nas unidades do Incaper em:

  • Fazenda Experimental Bananal do Norte (FEBN), em Cachoeiro de Itapemirim;
  • Fazenda Experimental de Linhares (FEL).

Os cursos abrangem inseminação artificial, manejo de rebanho leiteiro, primeiros socorros em bovinos e casqueamento, com foco na formação prática e técnica de produtores rurais, trabalhadores do campo e estudantes de todo o estado.

“A ampliação da oferta em 2026 reforça o compromisso das instituições com a qualificação profissional e o fortalecimento da pecuária capixaba”, afirma Bernardo Lima, coordenador de Produção Animal do Incaper.

O programa faz parte do Programa de Desenvolvimento Sustentável da Cadeia do Leite, coordenado pela Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag).

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Programação já começou com novos cursos em janeiro

A programação de 2026 começou em janeiro, com os cursos Primeiros Socorros em Bovinos e Casqueamento de Bovinos, realizados na Fazenda Experimental Bananal do Norte. O curso de casqueamento passa a integrar a grade oficial de capacitações a partir deste ano.

Detalhes dos cursos oferecidos
  • Inseminação Artificial em Bovinos
    • Carga horária: 40 horas
    • Conteúdo: anatomia e fisiologia da fêmea bovina, identificação do cio, técnicas de inseminação e manejo do botijão de sêmen.
    • Prática: inseminação em vacas e uso de pipetas em peças anatômicas.
  • Manejo de Rebanho Leiteiro
    • Carga horária: 16 horas
    • Conteúdo: cuidados com bezerros, colostragem, controle leiteiro, secagem de vacas, prevenção de doenças e técnicas de contenção.
  • Primeiros Socorros em Bovinos
    • Carga horária: 16 horas
    • Conteúdo: reconhecimento de sintomas, doenças parasitárias e metabólicas, tratamento emergencial e aplicação de medicamentos.
  • Casqueamento de Bovinos
    • Carga horária: 24 horas
    • Conteúdo: preparo do local, contenção, uso correto dos equipamentos e técnicas de casqueamento preventivo e corretivo.
Inscrições abertas para produtores e estudantes

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas online, conforme o local de realização:

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Cronograma dos cursos 2026
  • Fazenda Experimental Bananal do Norte (FEBN) – Cachoeiro de Itapemirim
  • Fevereiro a Dezembro: cursos de Inseminação Artificial, Primeiros Socorros, Manejo de Rebanho e Casqueamento, com turmas mensais.
  • Fazenda Experimental de Linhares (FEL)
  • Março a Novembro: programação diversificada com todas as quatro modalidades de curso, alternando entre teoria e prática de campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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