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Princípio de incêndio em climatizador do Mercado do Porto é controlado rapidamente por equipe treinada

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Um princípio de incêndio registrado em um dos aparelhos de climatização do Setor de Cereais do Mercado do Porto, em Cuiabá, mobilizou permissionários, equipes de manutenção e o Corpo de Bombeiros na manhã desta terça-feira (3), por volta das 10h30. Apesar do susto provocado pela fumaça intensa e pelas chamas visíveis, a ocorrência foi controlada rapidamente, sem feridos e com danos materiais pontuais.

O fogo foi percebido após trabalhadores sentirem cheiro de queimado e observarem fumaça saindo do equipamento. A reação imediata dos próprios permissionários e servidores do mercado foi decisiva para impedir que as chamas se alastrassem. Com o uso de extintores de incêndio e, após o desligamento da energia elétrica, jatos de água do sistema de hidrantes, localizado a cerca de 20 metros do ponto do sinistro, o incêndio foi totalmente debelado em poucos minutos.

A agilidade no combate está diretamente ligada a um treinamento de brigada de incêndio realizado há apenas três semanas no Mercado do Porto. Segundo o gestor de Equipamentos Públicos da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura (SDTA), Leandro Figueiredo, a capacitação recente fez toda a diferença. “A equipe soube exatamente como agir, seguindo os protocolos de segurança, o que garantiu uma resposta rápida e eficiente”, destacou.

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Ainda de acordo com o gestor, o equipamento atingido está dentro do período de garantia e a empresa responsável será acionada para realizar uma perícia técnica, a fim de identificar as causas do incidente. “Não houve vítimas, apenas danos materiais pontuais. O mercado segue funcionando normalmente, e seguimos priorizando vistorias e ações preventivas para garantir a segurança de trabalhadores e frequentadores”, afirmou Leandro Figueiredo.

Permissionário do setor e ex-chefe da segurança do Mercado do Porto, Adam Rogers Silva Brito participou diretamente do controle das chamas. Ele relata que o fogo foi contido em cerca de sete minutos. “As chamas assustaram bastante, mas não houve explosão. Agimos rápido com os extintores e, após a fiação se desconectar da rede elétrica, foi possível finalizar o rescaldo com água de forma segura”, explicou. O Corpo de Bombeiros chegou logo em seguida, quando a situação já estava sob controle.

Todo sistema de alarme e combate a incêndio funcionou corretamente, reforçando a eficácia dos equipamentos e dos protocolos adotados no Mercado do Porto. A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura também garante que o climatizador será reparado ou substituído, conforme avaliação técnica.

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Câmbio mais favorável ao agronegócio pode impulsionar exportações no segundo semestre, aponta Rabobank

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O comportamento do câmbio segue como um dos principais fatores de atenção para o agronegócio brasileiro em 2026. Após um primeiro semestre marcado pela valorização do real frente ao dólar, o cenário para os próximos meses pode trazer mudanças importantes para a competitividade das exportações do país.

A análise faz parte do relatório AgroInfo 2026, divulgado pelo Rabobank, que avalia os impactos do ambiente macroeconômico sobre as principais cadeias produtivas do agronegócio nacional.

Valorização do real reduziu ganhos dos exportadores

Segundo o Rabobank, a apreciação da moeda brasileira ao longo da primeira metade do ano teve efeitos distintos entre os setores do agro.

Embora alguns segmentos tenham sido beneficiados pela redução dos custos de insumos importados, diversas cadeias exportadoras enfrentaram compressão das margens devido à menor conversão das receitas obtidas em dólar.

O efeito foi percebido principalmente em commodities como soja, milho, algodão e celulose, cujos preços internacionais não se refletiram integralmente nos valores recebidos pelos produtores brasileiros.

No mercado da soja, por exemplo, mesmo com as cotações internacionais alcançando patamares elevados em Chicago durante o primeiro trimestre, os preços em reais permaneceram relativamente estáveis devido à combinação entre valorização do real e redução dos prêmios de exportação.

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Cenário externo segue pressionando o mercado cambial

O relatório aponta que o ambiente internacional continua sendo determinante para o comportamento das moedas emergentes.

Conflitos geopolíticos, tensões comerciais, inflação global e as decisões de política monetária das principais economias do mundo permanecem influenciando diretamente o fluxo de capitais e a cotação do dólar.

Além disso, a desaceleração econômica em diversos mercados consumidores e as incertezas relacionadas ao comércio internacional mantêm elevado o nível de cautela dos investidores.

Exportadores podem ganhar competitividade

Para o segundo semestre de 2026, o Rabobank avalia que existe a possibilidade de enfraquecimento do real frente ao dólar, movimento que tende a favorecer setores fortemente dependentes das exportações.

A expectativa é especialmente positiva para segmentos como celulose, soja, algodão, carnes e demais commodities agrícolas, que podem ampliar a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional.

No caso da celulose, o banco destaca que preços internacionais ligeiramente mais altos, combinados a uma possível desvalorização do real, podem impulsionar as receitas dos exportadores brasileiros ao longo da segunda metade do ano.

Impactos variam entre as cadeias produtivas

Apesar dos possíveis benefícios para as exportações, o efeito cambial não é uniforme entre todos os segmentos do agronegócio.

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No milho, por exemplo, a valorização do real já vem sendo apontada como um fator que limita a competitividade das vendas externas brasileiras diante da concorrência de países como Estados Unidos e Argentina.

Já no mercado da soja, o câmbio continua sendo um dos principais componentes da formação de preços ao produtor, juntamente com os prêmios de exportação e as cotações da Bolsa de Chicago.

Gestão de risco será fundamental

Diante de um ambiente marcado por volatilidade cambial e incertezas geopolíticas, o Rabobank reforça a importância do monitoramento constante dos mercados e da adoção de estratégias de gestão de risco.

Para produtores, cooperativas, tradings e agroindústrias, a combinação entre câmbio, preços internacionais, logística e demanda global continuará sendo determinante para a rentabilidade dos negócios nos próximos meses.

O banco avalia que o segundo semestre deverá ser marcado por maior sensibilidade dos mercados às condições macroeconômicas globais, exigindo atenção redobrada dos agentes do agronegócio na tomada de decisões comerciais e financeiras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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