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Suspensão da importação e antecipação do B14 e B15 vão contribuir para a segurança energética nacional

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A decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) de antecipar a mistura de biodiesel para 14% (B14) em 2024 e para 15% (B15) em 2025 é uma medida importante para o setor de biodiesel nacional. A determinação vai permitir que a indústria desse biocombustível reduza a capacidade ociosa das usinas, que atualmente é de 30%, em média. Além disso, deve criar 14 mil empregos até 2025, apenas com o aumento da produção da capacidade já instalada.

Na reunião do CNPE realizada em dezembro também foi aprovada a suspensão temporária da importação de biodiesel. O Conselho, presidido pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, deliberou a criação de um Grupo de Trabalho que irá elaborar uma Análise de Impacto Regulatório (AIR), cujas responsabilidades incluem analisar a garantia da oferta regular de biodiesel com menor impacto nas cadeias produtivas regionais, incluindo a agricultura familiar.

“Nós criamos mecanismos para beneficiar o produtor que adquire matéria-prima do pequeno e do agricultor familiar que tem a sua lavoura no Norte, no Nordeste e Semiárido brasileiro. O Selo Biocombustível Social é mais uma forma de combater as desigualdades regionais e fomentar quem alimenta e move este país, que são esses pequenos produtores. A bioenergia é o caminho sem volta que o Brasil traçou para colocar em prática a transição energética, com desenvolvimento econômico e preservação ambiental com frutos sociais”, destacou o ministro Alexandre Silveira.

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Por meio da antecipação dos percentuais do B14 e B15, o Brasil deve atingir as metas de descarbonização firmadas no Acordo de Paris. O aumento da adição do biodiesel deve evitar a emissão de 7,5 milhões de toneladas de CO₂ equivalente e criar 1,6 milhão de Créditos de Descarbonização (CBIOs), comercializados na Bolsa de Valores.

Para o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), André Nassar, as propostas do ministro Alexandre Silveira promovem a competitividade do biocombustível brasileiro e garantem que o setor torne a investir no biocombustível, essencial para a segurança energética nacional.

“O ministro Alexandre Silveira demonstrou que tem compromisso com a transição energética por meio da bioenergia e que está empenhado com o desenvolvimento do setor de biodiesel e toda a cadeia produtiva envolvida. Graças às medidas propostas pelo ministro e aprovadas pelo CNPE, vamos aumentar a demanda por soja, gordura animal e outras oleaginosas e beneficiar desde o agricultor familiar ao grande produtor. É uma estratégia também para aumentar a segurança energética brasileira substituindo o diesel importado pelo biodiesel produzido nacionalmente”, avaliou Nassar.

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Fonte: fsb

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Regra que cruza desmatamento e crédito gera nova disputa no STF e acende alerta no agro

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A mudança nas regras do crédito rural, que passou a incorporar dados de monitoramento por satélite na análise de financiamento, levou o setor produtivo ao Supremo Tribunal Federal (STF) e abriu um novo flanco de disputa entre política ambiental e política agrícola.

A mudança foi publicada pelo portal Pensar Agro no último dia 9, leia aqui.

Nesta quarta-feira (15.04) a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil encontrou com ação questionando resoluções do Conselho Monetário Nacional (CMN) que determinaram o uso de informações do sistema oficial de monitoramento do desmatamento (Prodes) como filtro nas operações de crédito para imóveis rurais acima de quatro módulos fiscais.

O ponto de conflito está na forma como a regra foi desenhada. Pelas normas, instituições financeiras devem considerar a existência de supressão vegetal apontada por satélite na análise de risco das operações. Na prática, isso introduz uma nova camada de verificação antes da liberação dos recursos.

Para o setor produtivo, o problema não está no monitoramento em si, mas na forma automática como a informação passa a impactar o crédito. O argumento é que o sistema não diferencia, de forma imediata, desmatamento ilegal de intervenções autorizadas, o que pode gerar bloqueios mesmo em propriedades regulares.

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Outro aspecto que pesa é o tempo de resposta. A ausência de prazos definidos para validação das informações e análise das justificativas apresentadas pelo produtor cria, segundo a entidade, um intervalo de incerteza em que o crédito simplesmente não chega. Em um setor dependente de calendário, esse atraso pode significar perda de janela de plantio ou redução de escala.

A discussão ganha relevância em um momento de maior restrição financeira no campo. Com juros elevados e avanço do endividamento, o crédito rural já opera com maior seletividade. A introdução de um novo filtro, ainda sujeito a inconsistências técnicas, tende a ampliar esse efeito.

Na leitura de agentes do mercado, a medida altera a lógica tradicional da política de crédito, que historicamente combina análise financeira com critérios produtivos. Ao incorporar um indicador ambiental como elemento de bloqueio prévio, a regra desloca parte do risco regulatório para dentro da operação.

A CNA sustenta que o modelo atual cria uma presunção de irregularidade antes da análise individual de cada caso, o que, na prática, transfere ao produtor o ônus de comprovar sua regularidade após a negativa de crédito. Para a entidade, isso contraria princípios básicos do direito administrativo e compromete a previsibilidade necessária ao financiamento da produção.

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O governo, por sua vez, vê a medida como instrumento de alinhamento entre crédito público e compromissos ambientais, em linha com exigências de mercado e acordos internacionais. A avaliação é de que o sistema contribui para coibir irregularidades e dar maior transparência às operações.

O desfecho da disputa deve definir o alcance dessa nova lógica. Caso o STF suspenda as resoluções, o crédito tende a voltar ao modelo anterior. Se mantidas, as regras devem consolidar um novo padrão, em que variáveis ambientais passam a ter peso direto na liberação de financiamento.

Para o produtor, o efeito é imediato: mais do que custo, o crédito passa a depender também da leitura de dados remotos e da capacidade de comprovar regularidade em tempo hábil. Em um setor guiado por janela de plantio e fluxo de caixa, essa variável pode fazer diferença entre produzir ou reduzir área na próxima safra.

Fonte: Pensar Agro

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