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Safra da uva 2026 começa na Serra Gaúcha com boa qualidade e produtividade

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Início da colheita marca safra promissora na Serra Gaúcha

A safra 2025/2026 da uva começou oficialmente na região administrativa de Caxias do Sul, com a colheita das variedades precoces. Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, a maioria das vinícolas já deu início aos trabalhos, registrando quantidade e qualidade dentro das expectativas, mesmo com a ocorrência de chuvas durante o período.

Os teores de açúcar também estão dentro dos padrões ideais para vinificação e consumo in natura. As cultivares de ciclo tardio seguem em maturação e recebem tratamentos fitossanitários, principalmente para prevenir doenças como míldio e podridão-da-uva-madura, que costumam se intensificar em períodos úmidos.

Mercado da uva mantém preços estáveis na Ceasa e na propriedade

De acordo com a Emater/RS-Ascar, o mercado da uva apresenta valores estáveis neste início de safra. Na Ceasa Serra, a uva Niágara destinada ao consumo in natura é comercializada, em média, a R$ 5,17 por quilo.

Já na venda direta na propriedade, os produtores estão recebendo entre R$ 3,00 e R$ 4,00 por quilo, dependendo da qualidade e da variedade. Entre as uvas de mesa mais procuradas estão Itália, Rubi, Benitaka, BRS Clara e BRS Vitória, com preços variando entre R$ 7,00 e R$ 10,00 por quilo, refletindo o bom momento para o segmento de frutas finas.

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Colheita avança com bons resultados em outras regiões produtoras

Na região de Erechim, a colheita está em fase inicial e apresenta alta produtividade e excelente padrão visual, resultado direto das condições climáticas favoráveis e de um bom manejo fitossanitário e nutricional das videiras.

Em Frederico Westphalen, as lavouras apresentam estágios distintos de desenvolvimento devido à diversidade de cultivares. A uva Bordô já está sendo comercializada, com teores de sólidos solúveis entre 15 e 16 °Brix, indicador de bom nível de açúcar. As variedades Niágara Rosada e Niágara Branca estão na fase final de colheita, enquanto Seyve Villard e Carmem iniciam o processo de maturação. Já a BRS Magna teve sua colheita totalmente concluída.

Safra 2026 apresenta desempenho regular e boas perspectivas econômicas

De modo geral, a Emater/RS-Ascar avalia que a safra 2025/2026 apresenta produtividade adequada e bom desenvolvimento das videiras nas principais regiões vitivinícolas do estado. Em Alpestre, o desempenho produtivo e comercial é considerado o melhor desde a safra 2022/2023.

Por outro lado, municípios como Ametista do Sul e Planalto enfrentam dificuldades de comercialização, com queda nos preços pagos ao produtor e impactos climáticos relacionados ao excesso de chuvas. A variação de qualidade entre os municípios é registrada entre boa e regular, conforme o boletim técnico.

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Expectativas positivas para o restante da colheita

Com a continuidade da colheita das cultivares de ciclo médio e tardio, as expectativas para o restante da safra permanecem positivas. Técnicos e produtores esperam manter o padrão de qualidade e recuperar margens de rentabilidade com o avanço das vendas no mercado interno e nas vinícolas da Serra Gaúcha.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Média anual das exportações do agro quadruplica e chega a R$ 858 bilhões

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O valor médio anual das exportações do agronegócio brasileiro mais que quadruplicou em duas décadas, passando de aproximadamente R$ 194,2 bilhões entre 2003 e 2005 para R$ 858 bilhões no período de 2023 a 2025. O crescimento chegou a R$ 663,8 bilhões, com avanço de diferentes cadeias produtivas e ampliação da presença do país no mercado internacional.

Os dados fazem parte do “Mapa do Comércio Global do Agro Brasileiro 2026”, elaborado pelo RaboResearch Food & Agribusiness. Os valores apresentados no levantamento foram convertidos para reais pela cotação de R$ 5,15.

A soja foi o principal motor dessa transformação. O complexo da oleaginosa respondeu por aproximadamente R$ 214,2 bilhões do aumento registrado entre os dois períodos. O resultado reflete a expansão da área cultivada, os ganhos de produtividade, o desenvolvimento da segunda safra de milho e a maior capacidade brasileira de atender à demanda asiática.

A contribuição, entretanto, não ficou restrita aos grãos. O açúcar acrescentou R$ 68,5 bilhões ao valor médio anual exportado, enquanto a carne bovina respondeu por R$ 58,7 bilhões. O milho adicionou R$ 49,4 bilhões e o café verde, R$ 47,9 bilhões.

A celulose contribuiu com mais R$ 39,7 bilhões, seguida pela carne de frango, com R$ 36,1 bilhões. O algodão acrescentou R$ 20,6 bilhões e a carne suína, R$ 11,8 bilhões. Outros produtos do agronegócio, considerados em conjunto, responderam por uma expansão de R$ 116,9 bilhões.

Os números mostram que o crescimento das exportações brasileiras se espalhou por diferentes atividades. Grãos, proteínas animais, fibras, produtos florestais, café e açúcar passaram a gerar uma receita maior e a alcançar mais mercados, fortalecendo a renda no campo e movimentando cooperativas, agroindústrias, transportadoras, armazéns e terminais portuários.

A China consolidou-se como o principal destino dos produtos agropecuários brasileiros. Entre as médias de 2003 a 2005 e de 2023 a 2025, o país asiático respondeu por R$ 269,3 bilhões do crescimento das exportações. Atualmente, concentra 33% do valor comercializado pelo agro brasileiro no exterior.

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Os demais países da Ásia também ganharam importância e acrescentaram R$ 126,7 bilhões às compras de produtos brasileiros. Em conjunto, a China e os outros mercados asiáticos responderam por quase R$ 396,6 bilhões da expansão observada nas últimas duas décadas.

A União Europeia representa 14% do valor exportado pelo agronegócio brasileiro, enquanto os demais países asiáticos, sem considerar a China, respondem por 17,4%. O Oriente Médio concentra 7,6%, a África, 7%, e os Estados Unidos, 6,7%. O Mercosul possui participação de 3,1%, e os demais mercados reúnem 11,3%.

Essa distribuição demonstra que, apesar da forte participação chinesa, o crescimento também ocorreu em outras regiões. A União Europeia acrescentou R$ 57,7 bilhões às compras, o Oriente Médio ampliou as aquisições em R$ 51,5 bilhões e a África contribuiu com R$ 48,4 bilhões. Estados Unidos e Mercosul adicionaram, respectivamente, R$ 28,8 bilhões e R$ 19,1 bilhões.

A diversificação geográfica ajuda a reduzir riscos e cria alternativas para produtos que enfrentem restrições sanitárias, tarifárias ou comerciais em determinados destinos. A concentração de um terço da receita na China, contudo, mantém diferentes cadeias expostas às decisões econômicas e regulatórias daquele mercado.

O desempenho alcançado nas últimas duas décadas consolidou o Brasil entre os principais fornecedores mundiais de soja, açúcar, café, milho, carnes, algodão, celulose e suco de laranja. O país passou a ocupar uma posição estratégica na segurança alimentar global e a contribuir para o abastecimento de mercados na Ásia, Europa, África, Oriente Médio e nas Américas.

A expansão também evidencia o tamanho do desafio logístico. A continuidade do crescimento depende de investimentos em armazenagem, rodovias, ferrovias, hidrovias e portos, além da redução dos custos que ainda limitam a competitividade do produtor brasileiro.

O levantamento revela, ao mesmo tempo, uma vulnerabilidade que precisa ser enfrentada. Enquanto amplia sua capacidade de fornecer alimentos, fibras e energia ao mundo, o Brasil permanece altamente dependente do exterior para adquirir os insumos necessários à produção.

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As importações de fertilizantes movimentaram aproximadamente R$ 73,1 bilhões em 2025. A Rússia respondeu por 28% desse valor, seguida pela China, com 21%, Canadá, com 11%, e Marrocos, com 8%. Nigéria participou com 5%, enquanto Arábia Saudita, Estados Unidos e Israel responderam por 4% cada.

No mercado de defensivos agrícolas, as importações chegaram a cerca de R$ 71,1 bilhões no ano passado. A China forneceu 43% do total, seguida pela Índia, com 15%, Estados Unidos, com 11%, Alemanha, com 8%, e Suíça, com 6%.

Somadas, as compras externas de fertilizantes e defensivos alcançaram aproximadamente R$ 144,2 bilhões em 2025. O valor mostra que uma parcela expressiva da riqueza gerada pelas exportações retorna ao exterior para a aquisição de nutrientes e tecnologias de proteção das lavouras.

Essa dependência deixa o produtor exposto às oscilações cambiais, aos fretes internacionais, aos conflitos geopolíticos e às eventuais restrições de fornecimento. Qualquer interrupção nas rotas comerciais pode elevar os custos e reduzir as margens das propriedades.

O avanço das exportações comprova a capacidade do Brasil de ampliar a produção e conquistar mercados. O próximo passo é transformar essa força comercial em maior segurança para quem produz, com diversificação de fornecedores, desenvolvimento da indústria nacional de insumos e uso mais eficiente de fertilizantes e defensivos.

Ao ultrapassar uma média anual de R$ 858 bilhões em vendas externas, o agronegócio brasileiro chega a um novo patamar. A manutenção dessa trajetória dependerá não apenas da abertura de mercados, mas também da capacidade do país de reduzir suas vulnerabilidades e garantir ao produtor condições competitivas para continuar abastecendo o Brasil e o mundo.

Fonte: Pensar Agro

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