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Açúcar cai nas bolsas internacionais, mas mostra reação no Brasil; Datagro prevê aumento da produção na safra 2026/27

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Mercado internacional do açúcar mantém trajetória de queda

O mercado global de açúcar iniciou a semana em baixa nas principais bolsas de valores. Na ICE Futures, em Nova York, os contratos do açúcar bruto encerraram o pregão desta segunda-feira (2) com desvalorização em todos os vencimentos. O contrato março/26 fechou cotado a 14,26 centavos de dólar por libra-peso, queda de 0,01 centavo, enquanto o maio/26 recuou 0,06 centavo, sendo negociado a 13,78 cents/lbp. Já os contratos julho/26 e outubro/26 também apresentaram retração, encerrando a 13,79 e 14,14 cents/lbp, respectivamente.

Na ICE Europe, em Londres, o comportamento foi semelhante. O açúcar branco teve movimentação mista: o vencimento março/26 registrou leve alta de US$ 0,10, encerrando a US$ 405,20 por tonelada, enquanto os demais prazos recuaram. O maio/26 caiu US$ 0,20, cotado a US$ 409,20/t, e os contratos agosto/26 e outubro/26 recuaram US$ 0,60 e US$ 0,70, sendo negociados a US$ 404,20/t e US$ 402,80/t, respectivamente.

Oferta global pressiona os preços

De acordo com o portal Notícias Agrícolas, citando dados do Barchart, a tendência de queda nas cotações é impulsionada pela ampla oferta mundial de açúcar.

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A consultoria Green Pool Commodity Specialists estima um superávit global de 2,74 milhões de toneladas para a safra 2025/26 e de 156 mil toneladas para 2026/27. Já a StoneX projeta um excedente ainda maior, de 2,9 milhões de toneladas para o próximo ciclo, reforçando o cenário de mercado internacional com oferta confortável.

Mercado interno reage com alta pontual

Enquanto o cenário internacional é de queda, o mercado doméstico brasileiro apresentou leve recuperação nos preços, segundo o Cepea/Esalq. A reação foi pontual, mas indica movimentações positivas após semanas de estabilidade.

Etanol hidratado tem nova queda em Paulínia (SP)

O etanol hidratado voltou a apresentar desvalorização no principal polo de comercialização do país. O Indicador Diário de Paulínia (SP) registrou o biocombustível a R$ 3.153,00 por m³, o que representa uma queda de 0,14% em relação ao pregão anterior.

Datagro prevê alta na produção do centro-sul em 2026/27

Apesar das pressões externas, o Brasil deve ampliar sua produção de açúcar na próxima safra. Segundo Guilherme Nastari, diretor da consultoria Datagro, a produção do centro-sul deve alcançar 40,9 milhões de toneladas em 2026/27, frente às 40,77 milhões estimadas para 2025/26.

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Durante a Conferência do Açúcar de Dubai, Nastari afirmou que a produção de cana-de-açúcar deve subir para 628 milhões de toneladas, ante 610,5 milhões na safra atual. Por outro lado, a proporção de cana destinada ao açúcar deve recuar levemente de 50,7% para 49%, refletindo o equilíbrio entre os mercados de açúcar e etanol.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de açúcar recuam quase 25% em receita no primeiro semestre de 2026 com queda nos preços internacionais

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As exportações brasileiras de açúcar registraram queda significativa no primeiro semestre de 2026, tanto em volume quanto em receita. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram que o país embarcou 12,29 milhões de toneladas de açúcares e melaços entre janeiro e junho, retração de 4,39% em relação ao mesmo período de 2025.

O impacto mais expressivo, no entanto, ocorreu sobre o faturamento. A receita das exportações somou US$ 4,43 bilhões, valor 24,98% inferior aos US$ 5,90 bilhões registrados no primeiro semestre do ano passado. O resultado reflete, principalmente, a forte desvalorização do açúcar no mercado internacional.

Exportações de açúcar caem em junho

Somente em junho, o Brasil exportou 3,13 milhões de toneladas de açúcares e melaços, volume 7,16% menor que o registrado no mesmo mês de 2025, quando os embarques alcançaram 3,37 milhões de toneladas.

A receita obtida com as vendas externas caiu de US$ 1,44 bilhão para US$ 1,09 bilhão, representando retração de 24,26% na comparação anual.

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Preço médio do açúcar despenca no mercado externo

O principal fator responsável pela redução do faturamento foi a queda no preço médio das exportações.

Em junho, a cotação média do açúcar exportado pelo Brasil ficou em US$ 349,59 por tonelada, uma redução de 18,42% frente aos US$ 428,54 por tonelada registrados em junho de 2025.

No acumulado do primeiro semestre, o preço médio também apresentou forte retração, passando de US$ 458,79 para US$ 360,01 por tonelada, o que evidencia a pressão exercida pelas cotações internacionais sobre a rentabilidade das exportações brasileiras.

Mercado acompanha oferta global e comportamento dos preços

Apesar de o Brasil manter a liderança mundial nas exportações de açúcar, o desempenho em 2026 demonstra um cenário mais desafiador para o setor. A combinação entre menor volume embarcado e preços internacionais mais baixos reduziu significativamente a receita cambial do segmento.

Os números divulgados pela Secex consideram 21 dias úteis em junho de 2026, ante 20 dias úteis em junho de 2025, e reforçam a influência do mercado global sobre o desempenho das exportações brasileiras de açúcar ao longo do ano.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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