AGRONEGÓCIO
Massey Ferguson apresenta novos tratores com tecnologia avançada no Show Rural Coopavel
Publicado em
3 de fevereiro de 2026por
Da Redação
Empresa apresenta novidades em seu portfólio agrícola
A Massey Ferguson, referência no mercado de máquinas agrícolas no Brasil, marcou presença no Show Rural Coopavel, realizado de 9 a 13 de fevereiro em Cascavel (PR), apresentando novos modelos de tratores que combinam robustez, inovação tecnológica e eficiência operacional. Entre os destaques estão o lançamento do MF 8S Xtra, a nova versão base do MF 4700 e o modelo MF 7718 Dyna 6, voltado para diferentes segmentos do agronegócio.
Segundo Lucas Zanetti, gerente de Marketing de Produto da Massey Ferguson, o evento é estratégico para apresentar soluções alinhadas às necessidades reais dos produtores. “Nosso portfólio evolui para atender quem busca máquinas confiáveis, simples e eficientes no dia a dia”, afirma.
MF 8S Xtra: inovação e eficiência no campo
O MF 8S Xtra é o principal lançamento da marca na feira, trazendo novo design e tecnologias avançadas que aumentam a produtividade, o conforto do operador e a sustentabilidade das operações.
Entre os diferenciais do modelo está a hélice reversível, que permite limpeza automática do capô diretamente da cabine, reduzindo o acúmulo de impurezas e melhorando o desempenho térmico do motor, especialmente em colheitas de grãos. O novo design também oferece visibilidade 360°, acesso e manutenção facilitados, além de maior conforto operacional.
O MF 8S Xtra está disponível com potências de 265 cv, 285 cv e 305 cv, equipado com transmissão Dyna-VT (CVT) e o sistema exclusivo Protect-U, que reduz ruídos, calor e vibrações, otimizando o desempenho do motor e a experiência do operador.
Novas versões MF 4700: versatilidade e robustez
A nova versão base do MF 4700 é ideal para produtores que buscam tratores versáteis, robustos e de fácil operação, especialmente em atividades de citricultura e pecuária.
O modelo mantém motor AGCO Power com gerenciamento eletrônico, turbo e intercooler, garantindo eficiência no consumo de combustível. A transmissão 12×12 com reversor mecânico facilita manobras frequentes, enquanto a capacidade de levante de 3.000 kg e a vazão hidráulica de 65 litros por minuto permitem o uso de diversos implementos. A cabine com visibilidade total complementa o conjunto, oferecendo desempenho e custo-benefício para o campo.
MF 7718 Dyna 6: força e tecnologia para diferentes culturas
O MF 7718 Dyna 6, integrante da série MF 7700, é um trator de 180 cv com motorização de seis cilindros, desenvolvido para operações que exigem força contínua, eficiência e baixo custo operacional.
O modelo conta com transmissão Dyna-6 (24×24), trocas automáticas de marcha e pré-disposição para piloto automático, permitindo evolução tecnológica conforme a necessidade do produtor. O sistema hidráulico de 150 litros por minuto atende implementos exigentes, como plantadeiras pneumáticas.
O MF 7718 será oferecido em três versões regionais — grãos, cana-de-açúcar e arrozeiro, reforçando a estratégia da Massey Ferguson de adaptar soluções às diferentes realidades do agronegócio brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Seguro rural mais forte pode evitar nova crise bilionária de dívidas no campo
Published
18 horas agoon
20 de agosto de 2026By
Da Redação
Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) articula mudanças na Medida Provisória 1.376/2026 e a aprovação de um novo marco para o seguro rural como parte de uma estratégia para enfrentar a crise de endividamento no campo. A bancada avalia que a renegociação é necessária, mas precisa ser acompanhada de mecanismos capazes de proteger o produtor contra novas perdas climáticas e impedir a repetição do problema nos próximos anos.
O debate ganhou força após estudo do Centro de Estudos em Agronegócios da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro) mostrar que o impacto fiscal anual da renegociação, estimado pelo governo em até R$ 3,6 bilhões, permitiria proteger R$ 112,6 bilhões em produção caso o mesmo valor fosse aplicado no Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).
A comparação não significa que o seguro possa substituir a renegociação. A conclusão dos pesquisadores é que a medida emergencial deve funcionar como uma ponte para uma política permanente de gestão de riscos. Sem essa mudança, o produtor pode voltar ao crédito com a mesma exposição às perdas climáticas e enfrentar novas dificuldades no próximo choque.
A FPA tem maioria entre os integrantes da comissão mista instalada pelo Congresso para analisar a MP. Dos 26 titulares, 14 pertencem à bancada. Integrantes da frente também apresentaram 126 das 144 emendas protocoladas, demonstrando a intenção de ampliar o alcance e corrigir limitações da medida.
A MP foi construída em uma negociação entre a FPA, o Ministério da Fazenda e a presidência da Câmara. O acordo prevê linhas para liquidação ou amortização de operações de crédito rural e Cédulas de Produto Rural (CPRs), além da participação da União em um fundo garantidor.
A expectativa inicial era de que aproximadamente R$ 100 bilhões pudessem ser renegociados. A portaria de equalização de juros publicada pelo governo, porém, autorizou R$ 25,8 bilhões, equivalentes a apenas 13% dos R$ 197,2 bilhões classificados pelo Banco Central como carteira problemática do setor. O cálculo não inclui dívidas privadas representadas por CPRs emitidas para fornecedores e empresas de comercialização.
Isan Rezende
INDISPENSÁVEL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), Isan Rezende, a renegociação é indispensável para preservar produtores que sofreram perdas sucessivas, mas não pode ser tratada como solução definitiva. “O produtor não está pedindo perdão da dívida. Ele precisa de prazo, juros compatíveis e condições para continuar produzindo. Sem esse fôlego imediato, perde capacidade de financiar a safra, reduz investimentos e coloca em risco a própria continuidade da atividade”.
Segundo Rezende, a crise atual evidencia a fragilidade da política brasileira de proteção da produção. “Se renegociarmos o passivo e devolvermos o produtor ao campo sem seguro adequado, o próximo evento climático poderá criar exatamente o mesmo problema. A renegociação resolve a urgência; o seguro, a assistência técnica e uma política consistente de gestão de risco diminuem a possibilidade de uma nova crise”.
Rezende defende que os recursos para o seguro rural tenham estabilidade e não sejam submetidos a cortes no decorrer do ano. “Não existe seguro eficiente sem previsibilidade orçamentária. Produtores, seguradoras e resseguradoras precisam saber quanto estará disponível e quando a subvenção será liberada. Proteger a lavoura custa menos ao País do que socorrer repetidamente o produtor depois que a perda já ocorreu”.
O exercício realizado pela FGV Agro mostra o tamanho da diferença. Com base no desempenho do PSR em 2025, uma dotação de R$ 3,6 bilhões permitiria proteger 20,47 milhões de hectares, contratar cerca de 398 mil apólices e gerar R$ 10,16 bilhões em prêmios de seguro.
No ano passado, o programa alcançou somente 3,3 milhões de hectares e pouco mais de R$ 18,1 bilhões em importância segurada. A subvenção federal ficou em R$ 581,1 milhões. Em 2021, quando atingiu seu maior alcance, o PSR protegeu 14,23 milhões de hectares.
Os pesquisadores ressalvam que a expansão não ocorreria automaticamente. Seria necessário ampliar a capacidade de seguradoras e resseguradoras, garantir recursos no Orçamento e estimular a contratação pelos produtores. O custo fiscal da renegociação também pode variar ao longo do tempo, conforme o pagamento das parcelas.
Apesar dessas limitações, o estudo sustenta que políticas de valores semelhantes produzem resultados diferentes. A renegociação age depois da perda, reduzindo o peso do passivo. O seguro atua antes do choque e evita que parte do prejuízo se transforme em inadimplência, recuperação judicial, perda de garantias ou pressão por novo socorro público.
Além das mudanças na MP, a FPA trata como prioridade o Projeto de Lei 2.951/2024, que moderniza o seguro rural. A proposta impede o bloqueio dos recursos destinados à subvenção, oferece estímulos para produtores segurados e reformula o Fundo de Estabilidade do Seguro Rural, que passaria a funcionar como Fundo de Catástrofe.
Para a bancada, a saída da crise depende das duas frentes. A renegociação precisa chegar rapidamente aos produtores que perderam capacidade de pagamento, enquanto o fortalecimento do seguro deve reduzir a exposição das próximas safras. O objetivo é evitar que o País apenas adie o passivo atual e tenha de discutir, em poucos anos, uma nova renegociação das mesmas dívidas.
Fonte: Pensar Agro
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