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Massey Ferguson apresenta novos tratores com tecnologia avançada no Show Rural Coopavel

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Empresa apresenta novidades em seu portfólio agrícola

A Massey Ferguson, referência no mercado de máquinas agrícolas no Brasil, marcou presença no Show Rural Coopavel, realizado de 9 a 13 de fevereiro em Cascavel (PR), apresentando novos modelos de tratores que combinam robustez, inovação tecnológica e eficiência operacional. Entre os destaques estão o lançamento do MF 8S Xtra, a nova versão base do MF 4700 e o modelo MF 7718 Dyna 6, voltado para diferentes segmentos do agronegócio.

Segundo Lucas Zanetti, gerente de Marketing de Produto da Massey Ferguson, o evento é estratégico para apresentar soluções alinhadas às necessidades reais dos produtores. “Nosso portfólio evolui para atender quem busca máquinas confiáveis, simples e eficientes no dia a dia”, afirma.

MF 8S Xtra: inovação e eficiência no campo

O MF 8S Xtra é o principal lançamento da marca na feira, trazendo novo design e tecnologias avançadas que aumentam a produtividade, o conforto do operador e a sustentabilidade das operações.

Entre os diferenciais do modelo está a hélice reversível, que permite limpeza automática do capô diretamente da cabine, reduzindo o acúmulo de impurezas e melhorando o desempenho térmico do motor, especialmente em colheitas de grãos. O novo design também oferece visibilidade 360°, acesso e manutenção facilitados, além de maior conforto operacional.

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O MF 8S Xtra está disponível com potências de 265 cv, 285 cv e 305 cv, equipado com transmissão Dyna-VT (CVT) e o sistema exclusivo Protect-U, que reduz ruídos, calor e vibrações, otimizando o desempenho do motor e a experiência do operador.

Novas versões MF 4700: versatilidade e robustez

A nova versão base do MF 4700 é ideal para produtores que buscam tratores versáteis, robustos e de fácil operação, especialmente em atividades de citricultura e pecuária.

O modelo mantém motor AGCO Power com gerenciamento eletrônico, turbo e intercooler, garantindo eficiência no consumo de combustível. A transmissão 12×12 com reversor mecânico facilita manobras frequentes, enquanto a capacidade de levante de 3.000 kg e a vazão hidráulica de 65 litros por minuto permitem o uso de diversos implementos. A cabine com visibilidade total complementa o conjunto, oferecendo desempenho e custo-benefício para o campo.

MF 7718 Dyna 6: força e tecnologia para diferentes culturas

O MF 7718 Dyna 6, integrante da série MF 7700, é um trator de 180 cv com motorização de seis cilindros, desenvolvido para operações que exigem força contínua, eficiência e baixo custo operacional.

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O modelo conta com transmissão Dyna-6 (24×24), trocas automáticas de marcha e pré-disposição para piloto automático, permitindo evolução tecnológica conforme a necessidade do produtor. O sistema hidráulico de 150 litros por minuto atende implementos exigentes, como plantadeiras pneumáticas.

O MF 7718 será oferecido em três versões regionais — grãos, cana-de-açúcar e arrozeiro, reforçando a estratégia da Massey Ferguson de adaptar soluções às diferentes realidades do agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Seguro rural mais forte pode evitar nova crise bilionária de dívidas no campo

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Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) articula mudanças na Medida Provisória 1.376/2026 e a aprovação de um novo marco para o seguro rural como parte de uma estratégia para enfrentar a crise de endividamento no campo. A bancada avalia que a renegociação é necessária, mas precisa ser acompanhada de mecanismos capazes de proteger o produtor contra novas perdas climáticas e impedir a repetição do problema nos próximos anos.

O debate ganhou força após estudo do Centro de Estudos em Agronegócios da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro) mostrar que o impacto fiscal anual da renegociação, estimado pelo governo em até R$ 3,6 bilhões, permitiria proteger R$ 112,6 bilhões em produção caso o mesmo valor fosse aplicado no Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

A comparação não significa que o seguro possa substituir a renegociação. A conclusão dos pesquisadores é que a medida emergencial deve funcionar como uma ponte para uma política permanente de gestão de riscos. Sem essa mudança, o produtor pode voltar ao crédito com a mesma exposição às perdas climáticas e enfrentar novas dificuldades no próximo choque.

A FPA tem maioria entre os integrantes da comissão mista instalada pelo Congresso para analisar a MP. Dos 26 titulares, 14 pertencem à bancada. Integrantes da frente também apresentaram 126 das 144 emendas protocoladas, demonstrando a intenção de ampliar o alcance e corrigir limitações da medida.

A MP foi construída em uma negociação entre a FPA, o Ministério da Fazenda e a presidência da Câmara. O acordo prevê linhas para liquidação ou amortização de operações de crédito rural e Cédulas de Produto Rural (CPRs), além da participação da União em um fundo garantidor.

A expectativa inicial era de que aproximadamente R$ 100 bilhões pudessem ser renegociados. A portaria de equalização de juros publicada pelo governo, porém, autorizou R$ 25,8 bilhões, equivalentes a apenas 13% dos R$ 197,2 bilhões classificados pelo Banco Central como carteira problemática do setor. O cálculo não inclui dívidas privadas representadas por CPRs emitidas para fornecedores e empresas de comercialização.

Isan Rezende

INDISPENSÁVEL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), Isan Rezende, a renegociação é indispensável para preservar produtores que sofreram perdas sucessivas, mas não pode ser tratada como solução definitiva. “O produtor não está pedindo perdão da dívida. Ele precisa de prazo, juros compatíveis e condições para continuar produzindo. Sem esse fôlego imediato, perde capacidade de financiar a safra, reduz investimentos e coloca em risco a própria continuidade da atividade”.

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Segundo Rezende, a crise atual evidencia a fragilidade da política brasileira de proteção da produção. “Se renegociarmos o passivo e devolvermos o produtor ao campo sem seguro adequado, o próximo evento climático poderá criar exatamente o mesmo problema. A renegociação resolve a urgência; o seguro, a assistência técnica e uma política consistente de gestão de risco diminuem a possibilidade de uma nova crise”.

Rezende defende que os recursos para o seguro rural tenham estabilidade e não sejam submetidos a cortes no decorrer do ano. “Não existe seguro eficiente sem previsibilidade orçamentária. Produtores, seguradoras e resseguradoras precisam saber quanto estará disponível e quando a subvenção será liberada. Proteger a lavoura custa menos ao País do que socorrer repetidamente o produtor depois que a perda já ocorreu”.

O exercício realizado pela FGV Agro mostra o tamanho da diferença. Com base no desempenho do PSR em 2025, uma dotação de R$ 3,6 bilhões permitiria proteger 20,47 milhões de hectares, contratar cerca de 398 mil apólices e gerar R$ 10,16 bilhões em prêmios de seguro.

No ano passado, o programa alcançou somente 3,3 milhões de hectares e pouco mais de R$ 18,1 bilhões em importância segurada. A subvenção federal ficou em R$ 581,1 milhões. Em 2021, quando atingiu seu maior alcance, o PSR protegeu 14,23 milhões de hectares.

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Os pesquisadores ressalvam que a expansão não ocorreria automaticamente. Seria necessário ampliar a capacidade de seguradoras e resseguradoras, garantir recursos no Orçamento e estimular a contratação pelos produtores. O custo fiscal da renegociação também pode variar ao longo do tempo, conforme o pagamento das parcelas.

Apesar dessas limitações, o estudo sustenta que políticas de valores semelhantes produzem resultados diferentes. A renegociação age depois da perda, reduzindo o peso do passivo. O seguro atua antes do choque e evita que parte do prejuízo se transforme em inadimplência, recuperação judicial, perda de garantias ou pressão por novo socorro público.

Além das mudanças na MP, a FPA trata como prioridade o Projeto de Lei 2.951/2024, que moderniza o seguro rural. A proposta impede o bloqueio dos recursos destinados à subvenção, oferece estímulos para produtores segurados e reformula o Fundo de Estabilidade do Seguro Rural, que passaria a funcionar como Fundo de Catástrofe.

Para a bancada, a saída da crise depende das duas frentes. A renegociação precisa chegar rapidamente aos produtores que perderam capacidade de pagamento, enquanto o fortalecimento do seguro deve reduzir a exposição das próximas safras. O objetivo é evitar que o País apenas adie o passivo atual e tenha de discutir, em poucos anos, uma nova renegociação das mesmas dívidas.

Fonte: Pensar Agro

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