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Brasil amplia exportações de carne e reforça posição no mercado global

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Indonésia habilita 14 novos frigoríficos brasileiros

O Brasil conquistou um novo marco no setor de carnes com a habilitação de 14 novas plantas frigoríficas para exportar à Indonésia. A confirmação foi anunciada durante a Gulfood 2026, a maior feira de alimentos e bebidas do Oriente Médio, realizada em Dubai.

A notícia foi celebrada em reunião conduzida pelo presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, ao lado do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC). A ampliação do número de plantas exportadoras reforça o trabalho de diplomacia comercial que o Brasil tem realizado desde a missão presidencial à Indonésia em 2025, com o objetivo de ampliar o acesso da carne bovina brasileira aos principais mercados do mundo.

“Essa habilitação é fruto de muito diálogo e cooperação entre os governos e o setor privado. A Indonésia é um mercado estratégico, com mais de 300 milhões de habitantes e enorme potencial de consumo”, destacou Viana.

Exportações crescem e consumo interno segue forte

De acordo com dados da ABIEC, entre janeiro e novembro de 2025 o Brasil exportou 3,15 milhões de toneladas de carne bovina, um crescimento de 18,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita alcançou US$ 16,18 bilhões, um avanço de 37,5% frente a 2024.

O desempenho é resultado direto do ganho de produtividade e da adoção de novas tecnologias no campo, que permitem aumentar a eficiência da pecuária e garantir abastecimento interno sem prejudicar o mercado externo.

“O déficit mundial de carne bovina é estrutural, e o Brasil vem ampliando sua capacidade de atender à demanda global sem comprometer o consumo doméstico”, destacou Eduardo Pedroso, diretor executivo da JBS Friboi.

Desafios com as cotas chinesas e novos mercados em vista

Desde janeiro de 2026, a China passou a aplicar novas cotas e tarifas sobre as importações de carne bovina, impondo uma cota de 1,1 milhão de toneladas com tarifa de 55% sobre volumes excedentes. A medida, válida até 2028, tem o objetivo de proteger os produtores locais, mas impacta diretamente o principal fornecedor do país: o Brasil.

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Segundo o presidente da ABIEC, Roberto Perosa, o setor trabalha junto ao governo para minimizar os efeitos da medida chinesa e abrir novas oportunidades comerciais. “Estamos buscando equilibrar o mercado interno e externo, apresentando estudos e dados para garantir estabilidade nas exportações e nos preços domésticos”, afirmou.

O MAPA também confirmou que novos mercados estão sendo negociados com países como Coreia do Sul e Japão, que devem enviar missões técnicas ainda no primeiro semestre de 2026 para auditorias sanitárias e ampliação de acordos comerciais.

Brasil tem presença recorde na Gulfood 2026

A participação brasileira na Gulfood 2026 foi a maior da história: 192 empresas formaram a delegação nacional, representando setores como carnes, grãos, pescados e alimentos processados. A ação foi liderada pela ApexBrasil, com o apoio do MAPA, MDA, CNA, ABIEC, ABPA e outras entidades.

O evento, que reúne 8,5 mil expositores de 130 países, deve movimentar mais de US$ 3,5 bilhões em negócios, fortalecendo a imagem do agronegócio brasileiro como um dos mais competitivos do mundo.

Cenário econômico: estabilidade no Brasil e volatilidade global

Enquanto o agronegócio avança, o cenário financeiro mostra um ambiente de volatilidade moderada. O Ibovespa encerrou o pregão do dia 29 de janeiro de 2026 com queda de 0,84%, aos 183.133 pontos, após ter renovado recordes na semana anterior, superando os 184 mil pontos.

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O dólar comercial fechou cotado a R$ 5,19, com leve variação negativa, refletindo ajustes nos fluxos globais de capitais. O Banco Central do Brasil segue atento às oscilações cambiais e à inflação, mantendo a política monetária com foco na estabilidade de preços e estímulo gradual à economia.

No cenário internacional, as principais bolsas de valores apresentaram resultados mistos: o Dow Jones operou em alta, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq 100 registraram leve retração diante das incertezas sobre a política monetária dos Estados Unidos e da desaceleração econômica na Europa e Ásia.

Agro brasileiro mantém equilíbrio entre produtividade e sustentabilidade

Especialistas do setor reforçam que a combinação entre tecnologia, sustentabilidade e diplomacia comercial tem garantido ao Brasil uma posição de destaque nas exportações agropecuárias globais.

A modernização das cadeias produtivas, o uso de tecnologias de precisão e o investimento em novos mercados são fatores que sustentam o crescimento do setor, mantendo o equilíbrio entre o abastecimento interno e as exportações.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançam US$ 5,8 bilhões e mantêm estado entre líderes nacionais

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As exportações do agronegócio de Minas Gerais somaram US$ 5,8 bilhões entre janeiro e abril de 2026, consolidando o estado entre os três maiores exportadores do setor no Brasil. No período, foram embarcadas 4,8 milhões de toneladas de produtos agropecuários para mais de 160 países.

Apesar da retração de 11,9% no valor exportado e de 9,3% no volume em comparação ao mesmo período de 2025, Minas Gerais respondeu por 10,6% das exportações do agronegócio brasileiro, mantendo posição de destaque no comércio exterior nacional.

Segundo análise da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a redução está concentrada em segmentos específicos de grande representatividade, especialmente café e complexo sucroalcooleiro, enquanto diversas outras cadeias produtivas apresentaram crescimento.

Diversificação fortalece desempenho do agro mineiro

De acordo com a assessora técnica da Seapa, Manoela Teixeira, o resultado evidencia o avanço da diversificação das exportações do estado.

Segmentos como carnes, sementes, algodão, papel, animais vivos, couros, frutas e bebidas registraram desempenho positivo, contribuindo para ampliar a presença de Minas Gerais em diferentes mercados internacionais.

O estado também mantém liderança em importantes cadeias exportadoras. No primeiro quadrimestre, Minas respondeu por:

  • 71% das exportações brasileiras de café;
  • 30,5% dos produtos apícolas;
  • 20,4% dos lácteos;
  • 12,8% das rações para animais;
  • 11,9% dos produtos hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos.

Ao todo, mais de 500 produtos diferentes foram comercializados no mercado internacional durante o período.

Café continua liderando exportações

O café permaneceu como principal produto da pauta exportadora mineira, gerando receita de US$ 3,2 bilhões.

Foram embarcadas aproximadamente 7,4 milhões de sacas ao exterior, porém o segmento registrou retração de 17,5% em valor e de 26% em volume na comparação com o primeiro quadrimestre do ano anterior.

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Mesmo com a queda, o produto continua sendo o principal responsável pelo desempenho do agronegócio estadual e pela forte presença mineira no comércio internacional.

Complexo soja mantém segunda posição

O complexo soja, formado por grãos, farelo e óleo, ocupou a segunda colocação entre os produtos mais exportados pelo estado.

As vendas externas totalizaram US$ 1,14 bilhão, com embarques de 2,71 milhões de toneladas.

Em relação ao mesmo período de 2025, houve redução de 2,8% na receita e de 8,9% no volume exportado.

Carnes lideram crescimento entre os principais setores

O grande destaque positivo do quadrimestre foi o segmento de carnes bovina, suína e de frango.

As exportações do setor alcançaram US$ 576,7 milhões e 160 mil toneladas, representando crescimento de 8,2% em valor e de 0,7% em volume.

A valorização da carne bovina no mercado internacional foi um dos principais fatores responsáveis pelo avanço da receita, reforçando a importância do segmento na pauta exportadora mineira.

Complexo sucroalcooleiro registra retração

As exportações do complexo sucroalcooleiro somaram US$ 268,7 milhões entre janeiro e abril.

O resultado representa queda de 22,9% na receita e recuo de 2,7% no volume embarcado em comparação ao mesmo período do ano passado.

A redução do valor médio da tonelada exportada foi um dos fatores que mais contribuíram para o desempenho negativo do setor.

União Europeia permanece principal destino

A União Europeia consolidou-se como o principal mercado para os produtos do agronegócio mineiro.

O bloco econômico importou US$ 1,7 bilhão em produtos do estado no primeiro quadrimestre, equivalente a 29,6% de toda a pauta exportadora do agro mineiro.

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Na comparação anual, houve queda moderada de 2,9% no valor e de 2,5% no volume embarcado.

O café continua dominando as vendas para o mercado europeu, representando 94,4% do valor exportado ao bloco.

Por outro lado, alguns segmentos vêm ampliando sua participação. Os produtos florestais registraram crescimento de 42,8% na receita, enquanto as exportações de carnes mais que dobraram, indicando oportunidades de diversificação e agregação de valor.

Mercosul amplia volume importado

Os países do Mercosul — Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia — adquiriram US$ 82 milhões em produtos do agronegócio mineiro no período.

Embora a receita tenha recuado 2,1%, o volume exportado cresceu 10,1%, refletindo ajustes nos preços médios dos produtos comercializados.

A Argentina respondeu por 63,2% das compras do bloco, seguida por Uruguai, Paraguai e Bolívia.

Diferentemente da União Europeia, a pauta exportadora para o Mercosul apresenta maior diversidade. O café representa 38,3% das vendas, seguido por cacau e derivados, carnes, produtos vegetais, hortaliças, tubérculos, produtos florestais e alimentos processados.

Essa característica amplia as oportunidades para a indústria agroalimentar mineira, especialmente em segmentos de maior valor agregado, como bebidas, chocolates, lácteos e cafés especiais.

Perspectiva

Mesmo diante da retração observada no primeiro quadrimestre, Minas Gerais mantém posição estratégica no comércio exterior do agronegócio brasileiro. A força do café, o avanço das exportações de carnes e a crescente diversificação da pauta exportadora reforçam a competitividade do estado e ampliam as oportunidades de crescimento em mercados internacionais cada vez mais exigentes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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