AGRONEGÓCIO

Açúcar Registra Queda nas Bolsas Internacionais e Alcança Mínima de Quatro Meses

Publicado em

Os contratos futuros de açúcar encerraram esta segunda-feira (13) em queda nas principais bolsas internacionais. De acordo com o portal Barchart, o preço do açúcar na bolsa de Nova York alcançou o menor nível dos últimos quatro meses no contrato mais próximo. Nos últimos três meses, a perspectiva de melhora na oferta tem pressionado os preços para baixo.

Desempenho nas Bolsas Internacionais

Na ICE Futures, em Nova York, os contratos apresentaram oscilações. O contrato de março/25 recuou 32 pontos, encerrando a 18,90 centavos de dólar por libra-peso. Por outro lado, o contrato de maio/26 registrou leve alta de 1 ponto, cotado a 17,31 centavos de dólar por libra-peso.

Já na ICE Europe, em Londres, o mercado seguiu predominantemente em baixa. O contrato de março/25 caiu 7,10 dólares, fechando a US$ 496,40, enquanto o de maio/25 recuou 6,20 dólares, sendo negociado a US$ 501,20.

Mercado Nacional: Açúcar Cristal e Etanol

No Brasil, o açúcar cristal também apresentou desvalorização. Conforme o Indicador Cepea/Esalq da USP, a saca de 50 quilos foi negociada a R$ 158,36, marcando uma queda de 0,89%.

Leia Também:  Mercados Globais Avançam com Otimismo Econômico; Ibovespa Sobe e Wall Street Mantém Ritmo Moderado

Por outro lado, o etanol hidratado manteve tendência de alta. Segundo o Indicador Diário Paulínia, o biocombustível foi comercializado pelas usinas a R$ 2.886,00 por metro cúbico, o que representa um aumento de 0,82%.

Contexto e Perspectivas

O mercado global de açúcar continua sob a influência de fatores climáticos e projeções de colheitas robustas, que favorecem uma oferta mais ampla. Especialistas acompanham de perto os desdobramentos, especialmente em países exportadores como o Brasil e a Índia, que desempenham papel estratégico na formação dos preços.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Chuva falha no Centro-Oeste e sobra no Sul na largada da safra

Published

on

Outubro começa com risco de replantio da soja no Centro-Oeste e de paralisação das máquinas no Sul. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica chuva abaixo da média em Mato Grosso e Goiás, enquanto o Rio Grande do Sul pode receber até 200 milímetros acima do normal em algumas áreas.

O contraste ocorre no início do plantio da safra 2026/27, estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 366,6 milhões de toneladas de grãos. A soja deverá ocupar 49,3 milhões de hectares, mas a semeadura ainda ocorre de forma pontual nas áreas de sequeiro de Mato Grosso. Em Mato Grosso do Sul e no Paraná, as condições permitiram o início dos trabalhos.

O maior risco no Centro-Oeste não é apenas o atraso do plantio. O Inmet alerta que chuvas isoladas, seguidas por períodos secos, podem provocar germinação irregular, falhas na formação das lavouras e necessidade de replantio. Em Goiás e no Distrito Federal, as temperaturas podem superar em mais de 2°C a média histórica de outubro, acelerando a perda de água do solo.

A decisão de esperar pela regularização das chuvas também afeta o milho segunda safra. Quanto mais tarde a soja for semeada e colhida, menor será a janela para implantar o cereal dentro do período de menor risco climático.

Leia Também:  Safra 2026/27 deve pressionar margens e elevar exigência de gestão financeira no agronegócio

No Matopiba, formado por partes de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a previsão também é desfavorável. As precipitações de setembro aliviaram o risco de incêndios, mas não foram suficientes para recompor a umidade do solo na maioria das áreas de sequeiro. O plantio de soja e milho deverá depender de chuvas mais regulares.

Em Mato Grosso do Sul, a condição tende a ser melhor, principalmente no sudoeste e no leste do Estado. Mesmo assim, o centro-norte e o Pantanal podem receber chuva abaixo da média, o que exige atenção antes da entrada das semeadoras.

No Sul, o excesso de umidade cria o problema inverso. A chuva pode reduzir as janelas para o preparo do solo e o plantio de soja, milho e arroz. No Rio Grande do Sul, o acumulado de outubro pode ficar aproximadamente 75 milímetros acima da média e alcançar excesso de até 200 milímetros no oeste do Estado.

O trigo é a cultura mais exposta neste momento. Parte das lavouras está em fases críticas de desenvolvimento ou de colheita. A combinação de chuva frequente e calor favorece doenças como giberela, ferrugem, oídio e manchas foliares, além de aumentar o risco de perda de qualidade e germinação do grão ainda na espiga.

Leia Também:  Bolsas globais sobem com alívio geopolítico e Ibovespa mantém estabilidade

Em São Paulo, a chuva tende a favorecer o plantio da soja e o desenvolvimento da cana-de-açúcar, das pastagens e das hortaliças. Minas Gerais e Espírito Santo, porém, devem enfrentar precipitações irregulares e temperaturas elevadas. Para o café, a condição pode prejudicar a uniformidade da florada e o pegamento dos frutos.

A previsão é influenciada pelo El Niño, que tem 95% de probabilidade de alcançar intensidade muito forte entre outubro e dezembro. O fenômeno ajuda a explicar a tendência de seca no Centro-Norte e chuva acima da média no Sul, mas não determina sozinho o volume que cairá em cada propriedade.

Para o produtor, a recomendação prática é não definir a semeadura apenas pela ocorrência de uma chuva. No Centro-Oeste, será necessário conferir se existe umidade suficiente no perfil do solo para sustentar a emergência das plantas. No Sul, o desafio será aproveitar os intervalos de tempo seco sem entrar com máquinas em áreas encharcadas.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA