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Prefeito propõem conteúdo educativo e IA para formar nova geração sustentável

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, participou na manhã desta quarta-feira (28) do encontro do Centro de Estudos Integrados em Meio Ambiente (Cesima), realizado na sede da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis). Durante a agenda institucional, o gestor firmou parceria com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), fortalecendo a cooperação interinstitucional voltada à promoção da sustentabilidade, da educação ambiental e da formação cidadã.

Na ocasião, Abilio destacou que Cuiabá já desenvolve ações permanentes de educação ambiental na rede municipal de ensino e reforçou iniciativas que ampliam o acesso da população ao lazer, à educação e à conscientização ambiental, como o funcionamento do aquário municipal gratuito. O prefeito também deixou as portas da administração municipal abertas para que o Poder Judiciário conheça de perto os projetos desenvolvidos na capital.

“É muito importante entender que a transformação começa na infância. A faixa etária que realmente consegue mudar o mundo está entre 3 e 7 anos. Quando a criança aprende, ela transforma a própria família e a sociedade. Por isso, essa parceria interinstitucional é fundamental. Precisamos unir esforços, produzir conteúdo, usar a tecnologia e a inteligência artificial para educar nossas crianças e formar cidadãos mais conscientes. Os poderes precisam focar nas crianças para que a mudança seja duradoura”, afirmou o prefeito.

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O encontro também contou com a participação dos desembargadores Márcio Vidal, diretor-geral da Esmagis, e Rodrigo Curvo, coordenador do Cesima, que reforçaram a importância da união entre o Judiciário, os municípios e a comunidade acadêmica para a construção de políticas públicas ambientais mais eficientes e sustentáveis.

Também estiveram presentes o prefeito de Chapada dos Guimarães, além de representantes de outros municípios e instituições parceiras, consolidando o caráter colaborativo da iniciativa e o compromisso conjunto com a proteção ambiental, a formação científica e o desenvolvimento sustentável.

Além do alinhamento institucional, o encontro também avançou na definição de um grupo de trabalho e encaminhamentos práticos para transformar o debate em ações efetivas de conscientização ambiental. Entre os pontos discutidos estão a produção de conteúdos educativos, projetos interativos para escolas, uso de tecnologias e inteligência artificial para ampliar o alcance das mensagens, além da realização de atividades conjuntas entre os municípios e o Judiciário. A proposta é transformar o conhecimento acadêmico em ferramentas acessíveis à população, estimulando mudanças de comportamento no cuidado com o meio ambiente, no descarte correto de resíduos, na preservação dos recursos naturais e na formação de uma cultura sustentável desde a infância.

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Produção de suínos cresce 50% e abre espaço para novos investimentos

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A suinocultura de Mato Grosso do Sul cresceu aproximadamente 50% nos últimos três anos e já alcança cerca de 3,6 milhões de animais abatidos por ano. A expansão, que coloca o Estado entre os principais polos emergentes da atividade no País, estará no centro das discussões do VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul, marcado para 17 de setembro, em Dourados (a cerca de 240km da capital, Campo Grande).

O avanço ocorre em uma região que até poucos anos atrás tinha participação bem menor na produção nacional de carne suína. Mato Grosso do Sul passou a ocupar a quinta posição no ranking brasileiro de abates, atrás de Estados com tradição muito mais antiga na atividade, como Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Parte dessa expansão está associada à disponibilidade de milho e soja, principais componentes da alimentação dos animais e responsáveis pela maior parcela do custo de produção. A proximidade entre as granjas e as regiões produtoras de grãos reduz distâncias no abastecimento de ração e cria condições para a instalação de novas unidades produtivas e industriais.

Outro fator é o crescimento do número de matrizes. Em 2026, mais de 111,5 mil matrizes já estavam cadastradas no Programa Leitão Vida, política estadual de incentivo à produção. Até o início de junho, 272 estabelecimentos participavam do programa.

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No mesmo período, 1,63 milhão de suínos haviam sido abatidos dentro do programa e os incentivos concedidos aos produtores superavam R$ 45 milhões. A atividade também acumulou aproximadamente R$ 1,7 bilhão em cartas-consulta aprovadas pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) nos últimos sete anos.

A política de incentivo passou ainda por mudanças. O novo protocolo do Leitão Vida ampliou as exigências relacionadas à biossegurança, bem-estar animal, rastreabilidade, sustentabilidade e utilização de tecnologias nas propriedades.

Dos 272 estabelecimentos participantes neste ano, 239 já haviam migrado para o novo sistema de conformidade. A intenção é atrelar parte dos incentivos não apenas ao volume produzido, mas também ao cumprimento de padrões técnicos, sanitários e ambientais.

Para o produtor, essa mudança ganha importância porque a expansão da atividade depende cada vez mais do acesso a mercados exigentes. Sanidade, rastreabilidade e biossegurança deixaram de ser apenas questões internas das granjas e passaram a influenciar diretamente a capacidade de frigoríficos e produtores alcançarem novos compradores.

Mato Grosso do Sul também ampliou sua estrutura industrial. Unidades instaladas no Estado vêm aumentando a capacidade de abate, movimento necessário para acompanhar o crescimento das granjas e evitar um desequilíbrio entre a oferta de animais e a capacidade de processamento.

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A expansão da suinocultura cria ainda uma demanda adicional para a agricultura estadual. Cada aumento no alojamento de animais significa maior consumo de milho e farelo de soja, estabelecendo uma relação direta entre o crescimento das granjas e o mercado regional de grãos.

Esse movimento pode ser especialmente importante para regiões com grande produção de milho segunda safra. A instalação de unidades de produção animal permite transformar parte do grão dentro do próprio Estado em proteína de maior valor agregado, reduzindo a necessidade de transportar toda a produção agrícola por longas distâncias até outros centros consumidores.

O crescimento, entretanto, exige investimentos elevados. Construção e modernização de granjas, climatização, tratamento de dejetos, biossegurança, armazenagem de ração e adequações ambientais aumentam a necessidade de capital e tornam a expansão dependente de planejamento financeiro e acesso ao crédito.

Consolidado como um dos principais encontros da suinocultura no Centro-Oeste, o Fórum ocorre justamente quando Mato Grosso do Sul tenta transformar o forte crescimento dos últimos anos em uma cadeia maior, mais tecnificada e com maior participação nos mercados nacional e internacional.

Serviço

VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul
Data: 17 de setembro de 2026
Horário: 7h às 18h
Local: Unigran – Dourados (MS)

Fonte: Pensar Agro

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