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Mercado acionário chinês recua, apesar de inflação acima do esperado

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As bolsas de valores da China encerraram a semana em queda nesta sexta-feira, mesmo após a divulgação de dados que revelaram um aumento nos preços ao consumidor superior às expectativas para o mês de julho. Apesar do avanço inflacionário, analistas apontam que a demanda no país continua fraca, refletindo a cautela dos investidores.

O mercado asiático, que enfrentou uma semana desafiadora, buscava fechar o período com resultados positivos. Nos Estados Unidos, o cenário de Wall Street apresentou recuperação, impulsionado pela queda nos pedidos iniciais de auxílio-desemprego na última semana, enquanto o Japão mostrava sinais de manutenção da retomada econômica.

De acordo com o Escritório Nacional de Estatísticas da China, o índice de preços ao consumidor registrou um aumento de 0,5% em julho em comparação com o mesmo mês do ano anterior, superando o avanço de 0,2% observado em junho. A elevação ficou acima da projeção de 0,3% feita por economistas consultados pela Reuters.

“Há condições para que a inflação siga uma tendência de alta moderada nos próximos meses, mas isso não deve impedir a continuidade do afrouxamento monetário”, afirmou Lynn Song, economista-chefe para a China no ING. “Com a inflação baixa e a atividade de crédito ainda fraca, os fatores internos favorecem a manutenção de uma política monetária mais flexível. Esperamos pelo menos mais um corte nas taxas de juros neste ano, com possibilidade de mais reduções, caso os cortes globais se intensifiquem.”

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Desempenho das Bolsas Asiáticas
  • Tóquio: O índice Nikkei avançou 0,6%, fechando em 35.020 pontos.
  • Hong Kong: O índice Hang Seng registrou alta de 1,17%, atingindo 17.090 pontos.
  • Xangai: O índice SSEC caiu 0,27%, encerrando em 2.862 pontos.
  • Índice CSI300: Composto pelas principais companhias listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 0,34%, para 3.331 pontos.
  • Seul: O índice Kospi valorizou-se em 1,24%, fechando em 2.588 pontos.
  • Taiwan: O índice Taiex subiu 2,87%, encerrando em 21.469 pontos.
  • Cingapura: O índice Straits Times avançou 0,37%, atingindo 3.261 pontos.
  • Sydney: O índice S&P/ASX 200 registrou alta de 1,25%, fechando em 7.777 pontos.

A diversidade no desempenho das bolsas asiáticas reflete a complexidade do cenário econômico global, marcado por oscilações nas expectativas em relação à inflação e ao crescimento econômico.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção de suínos cresce 50% e abre espaço para novos investimentos

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A suinocultura de Mato Grosso do Sul cresceu aproximadamente 50% nos últimos três anos e já alcança cerca de 3,6 milhões de animais abatidos por ano. A expansão, que coloca o Estado entre os principais polos emergentes da atividade no País, estará no centro das discussões do VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul, marcado para 17 de setembro, em Dourados (a cerca de 240km da capital, Campo Grande).

O avanço ocorre em uma região que até poucos anos atrás tinha participação bem menor na produção nacional de carne suína. Mato Grosso do Sul passou a ocupar a quinta posição no ranking brasileiro de abates, atrás de Estados com tradição muito mais antiga na atividade, como Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Parte dessa expansão está associada à disponibilidade de milho e soja, principais componentes da alimentação dos animais e responsáveis pela maior parcela do custo de produção. A proximidade entre as granjas e as regiões produtoras de grãos reduz distâncias no abastecimento de ração e cria condições para a instalação de novas unidades produtivas e industriais.

Outro fator é o crescimento do número de matrizes. Em 2026, mais de 111,5 mil matrizes já estavam cadastradas no Programa Leitão Vida, política estadual de incentivo à produção. Até o início de junho, 272 estabelecimentos participavam do programa.

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No mesmo período, 1,63 milhão de suínos haviam sido abatidos dentro do programa e os incentivos concedidos aos produtores superavam R$ 45 milhões. A atividade também acumulou aproximadamente R$ 1,7 bilhão em cartas-consulta aprovadas pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) nos últimos sete anos.

A política de incentivo passou ainda por mudanças. O novo protocolo do Leitão Vida ampliou as exigências relacionadas à biossegurança, bem-estar animal, rastreabilidade, sustentabilidade e utilização de tecnologias nas propriedades.

Dos 272 estabelecimentos participantes neste ano, 239 já haviam migrado para o novo sistema de conformidade. A intenção é atrelar parte dos incentivos não apenas ao volume produzido, mas também ao cumprimento de padrões técnicos, sanitários e ambientais.

Para o produtor, essa mudança ganha importância porque a expansão da atividade depende cada vez mais do acesso a mercados exigentes. Sanidade, rastreabilidade e biossegurança deixaram de ser apenas questões internas das granjas e passaram a influenciar diretamente a capacidade de frigoríficos e produtores alcançarem novos compradores.

Mato Grosso do Sul também ampliou sua estrutura industrial. Unidades instaladas no Estado vêm aumentando a capacidade de abate, movimento necessário para acompanhar o crescimento das granjas e evitar um desequilíbrio entre a oferta de animais e a capacidade de processamento.

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A expansão da suinocultura cria ainda uma demanda adicional para a agricultura estadual. Cada aumento no alojamento de animais significa maior consumo de milho e farelo de soja, estabelecendo uma relação direta entre o crescimento das granjas e o mercado regional de grãos.

Esse movimento pode ser especialmente importante para regiões com grande produção de milho segunda safra. A instalação de unidades de produção animal permite transformar parte do grão dentro do próprio Estado em proteína de maior valor agregado, reduzindo a necessidade de transportar toda a produção agrícola por longas distâncias até outros centros consumidores.

O crescimento, entretanto, exige investimentos elevados. Construção e modernização de granjas, climatização, tratamento de dejetos, biossegurança, armazenagem de ração e adequações ambientais aumentam a necessidade de capital e tornam a expansão dependente de planejamento financeiro e acesso ao crédito.

Consolidado como um dos principais encontros da suinocultura no Centro-Oeste, o Fórum ocorre justamente quando Mato Grosso do Sul tenta transformar o forte crescimento dos últimos anos em uma cadeia maior, mais tecnificada e com maior participação nos mercados nacional e internacional.

Serviço

VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul
Data: 17 de setembro de 2026
Horário: 7h às 18h
Local: Unigran – Dourados (MS)

Fonte: Pensar Agro

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