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Reunião interinstitucional discute fortalecimento da rede de proteção às mulheres vítimas de violência em Cuiabá

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), realizou na manhã desta sexta-feira (23) uma reunião estratégica para alinhar e fortalecer as políticas públicas voltadas à Saúde da Mulher, com foco na melhoria do fluxo de atendimento e na continuidade do cuidado às vítimas de violência. O encontro foi conduzido pela secretária municipal de Saúde, Danielle Carmona, juntamente com a primeira-dama do município, Samantha Iris.

A reunião contou com a presença da promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, da juíza Ana Graziela, da secretária da Mulher, tenente-coronel Hadassah Suzannah, além de representantes da Politec, do Hospital Universitário Júlio Muller, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso e do Ministério Público, entre outros órgãos que integram a rede de proteção.

A secretária municipal de Saúde, Danielle Carmona, destacou que o principal objetivo da reunião foi integrar os serviços e garantir que nenhuma mulher fique desassistida.
“Nosso maior desafio hoje não é apenas oferecer o primeiro atendimento, mas garantir a continuidade do cuidado. Precisamos melhorar esse fluxo, encurtar caminhos e assegurar que essa mulher seja acompanhada desde o primeiro acolhimento até a conclusão do tratamento, seja ele físico ou psicológico.”

Entre os principais temas discutidos estiveram o e-Multi,  o programa Acolher Mais Saúde, que conta com a Sala Lilás, ambiente de acolhimento das vítimas e, principalmente, a reorganização do fluxo de atendimento às vítimas de crimes sexuais e de violência física, psicológica e moral.

Cuiabá dispõe de protocolos e serviços essenciais para o atendimento dessas mulheres. A Secretaria Municipal de Saúde disponibiliza medicações para profilaxia pós-exposição a infecções sexualmente transmissíveis (IST), HIV e hepatites virais, além de realizar a notificação compulsória dos casos de violência, o que possibilita a adoção de todas as condutas necessárias no Serviço de Assistência Especializada (SAE). Atualmente, o SAE possui duas unidades no município: uma na Regional Norte, localizada na Clínica da Família, e outra no bairro Lixeira, com atendimento das 7h às 17h.

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É fundamental que as profilaxias sejam iniciadas em até 72 horas após a violência sexual para garantir maior eficácia do tratamento. Nos casos de urgência e emergência, o primeiro atendimento ocorre nas UPAs Morada do Ouro, Leblon, Pascoal Ramos e Verdão, além do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC). Já o Hospital Universitário Júlio Muller é referência para o acompanhamento ginecológico dessas pacientes, por meio do Projeto Ipê.

A primeira-dama Samantha Iris reforçou a importância da atuação conjunta entre as instituições e do olhar sensível para as vítimas.
“Estamos falando de vidas. Esse trabalho precisa ser feito de forma integrada, com responsabilidade e sensibilidade. A mulher que sofre violência precisa encontrar portas abertas, acolhimento e respostas rápidas do poder público.”

Diante de um cenário alarmante, Mato Grosso liderou o ranking nacional de feminicídios em 2024 e 2025, a Prefeitura de Cuiabá vem reforçando a rede de proteção e acolhimento às vítimas com uma nova estratégia de descentralização do atendimento, coordenada pela Secretaria Adjunta de Atenção Primária à Saúde (SAAPS). A nova política reorganizou o serviço após o encerramento das antigas Salas da Mulher nas UPAs e, desde 15 de agosto de 2025, o atendimento passou a ocorrer por meio das Salas Acolher, implantadas em quatro Unidades de Saúde da Família (USFs) polo, distribuídas estrategicamente pela capital.

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Atualmente, o atendimento é realizado nas seguintes unidades:
– Regional Norte – USF CPA IV
– Regional Sul – USF Jockey Club
– Regional Leste – USF Grande Terceiro
– Regional Oeste – USF Ribeirão da Ponte

O serviço é destinado a mulheres acima de 14 anos, por demanda espontânea ou encaminhamento, das 7h às 11h e das 13h às 17h.

Um dos pontos de atenção apresentados durante a reunião foi a alta taxa de desistência ou descontinuação dos tratamentos. Em 2025, por exemplo, uma das Salas Acolher registrou 347 atendimentos, mas apenas uma paciente deu continuidade às sessões, mesmo com a busca ativa e o incentivo da equipe multiprofissional, formada por psicólogos, assistentes sociais, médicos e enfermeiros.

Sobre a importância da integração entre os órgãos, a promotora de Justiça Claire Vogel Dutra destacou que a articulação da rede é essencial para garantir proteção efetiva às vítimas.
“Quando as instituições conversam entre si, o atendimento flui melhor e a vítima não é revitimizada. Essa construção coletiva é essencial para garantir efetividade nas políticas públicas e proteção real às mulheres.”

O dado reforça a necessidade de aprimorar o acompanhamento dessas mulheres e criar estratégias que garantam não apenas o acesso, mas também a permanência no cuidado.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Cafeicultura brasileira enfrenta desafios climáticos e aposta em tecnologia para manter liderança global

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Brasil mantém protagonismo global na produção de café

O Brasil segue como principal referência mundial na produção de café, mesmo diante de um cenário desafiador. A cafeicultura nacional passa por transformações impulsionadas por mudanças climáticas, avanço tecnológico e novas estratégias de manejo no campo.

O tema foi destaque durante o painel “Panorama da cafeicultura nacional: Perspectivas das lavouras frente às condições climáticas para as safras 2025/2026 e 2026/2027”, realizado no Workshop Mercado e Exportação de Café, dentro da Fenicafé.

Especialistas apontam necessidade de adaptação no setor cafeeiro

Reunindo especialistas de importantes regiões produtoras — Cerrado Mineiro, Sul de Minas, Mogiana, Espírito Santo e Noroeste de Minas —, o debate trouxe um diagnóstico claro: o Brasil segue forte na produção de café, mas precisa se adaptar para manter competitividade no mercado global.

Mudanças climáticas aumentam riscos para produtores

As alterações no clima têm sido um dos principais desafios enfrentados pelos cafeicultores. No Sul de Minas, o aumento das temperaturas e a irregularidade das chuvas já impactam diretamente a produção.

Segundo o engenheiro agrônomo Régis Ricco, “secas mais longas e temperaturas mais altas colocam a cafeicultura de sequeiro em condição de alto risco”.

Na região da Mogiana, após períodos de quebra de safra, há sinais de recuperação gradual. De acordo com Bruno Maciel, a melhora no pegamento das floradas indica avanço, embora ainda abaixo do potencial histórico.

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Já no Cerrado Mineiro, os efeitos climáticos têm pressionado custos e rentabilidade. “Frio intenso, déficit hídrico e chuvas constantes interferem diretamente na produção”, afirma Flávio Bambini.

Irrigação e tecnologia impulsionam produtividade no campo

Diante desse cenário, a adoção de irrigação e tecnologias agrícolas tem se tornado essencial para garantir estabilidade produtiva.

No Noroeste de Minas, onde as lavouras são totalmente irrigadas, os resultados têm sido positivos. Segundo Eduardo Botelho de Bastos, a prática garante produtividade, qualidade e crescimento sustentável.

No Espírito Santo, referência na produção de café canéfora, o avanço tecnológico também sustenta o crescimento. “O estado lidera a produção nacional com ganhos consistentes de produtividade”, destaca Inorbert Melo.

Além disso, o uso de sensores, manejo eficiente do solo e novas cultivares contribuem para aumentar a eficiência e reduzir riscos no campo.

Diferenças regionais exigem estratégias específicas

A diversidade das regiões produtoras brasileiras exige abordagens distintas de manejo.

Nas Montanhas do Espírito Santo, o relevo acidentado dificulta a mecanização e aumenta a dependência de mão de obra. “O desafio é grande devido à limitação de mecanização e à necessidade de colheita manual”, explica César Abel Krohling.

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No Cerrado Mineiro, o foco tem sido a evolução do modelo produtivo, com adoção de práticas mais sustentáveis e regenerativas. Segundo Bambini, há um reposicionamento da atividade rumo a uma cafeicultura mais estratégica.

Perspectivas para as safras 2025/2026 e 2026/2027 são positivas

Apesar dos desafios climáticos, as perspectivas para as próximas safras são consideradas positivas. A recuperação produtiva em diversas regiões, aliada à renovação de lavouras e ao uso de tecnologias, deve impulsionar o crescimento do setor.

Ainda assim, especialistas reforçam a importância do planejamento. “O produtor precisa tomar decisões baseadas em dados e investir em tecnologia para reduzir riscos”, ressalta Ricco.

Liderança global depende de inovação e sustentabilidade

O consenso entre os especialistas é de que o Brasil continuará sendo o principal player global do café. No entanto, a manutenção dessa posição dependerá da capacidade de adaptação às novas condições climáticas e às exigências do mercado internacional.

A integração entre ciência, tecnologia, gestão e sustentabilidade será determinante para o futuro da cafeicultura brasileira.

A Fenicafé segue até o dia 16 de abril, no Parque Ministro Rondon Pacheco, em Araguari, no Triângulo Mineiro, consolidando-se como um dos principais fóruns de discussão do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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