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Calor intenso aumenta risco de doenças no pimentão e pressiona preços no Rio Grande do Sul

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Produção de pimentão segue estável, mas calor preocupa produtores

O mais recente Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar indica que a produção de pimentão mantém ritmo regular na região administrativa de Lajeado. Em São Sebastião do Caí, os técnicos destacam que as lavouras apresentam bom desenvolvimento, mas o calor excessivo nos cultivos protegidos tem elevado o risco de doenças e infestações de pragas.

Entre os principais problemas observados estão casos de podridão-mole, além da incidência localizada de mosca-branca e ácaros, o que exige monitoramento constante e manejo integrado de pragas para evitar perdas na produção.

Oferta crescente deve pressionar valores de mercado

De acordo com o boletim da Emater, a oferta regional de pimentão deve aumentar nas próximas semanas, impulsionada pela entrada de produtos provenientes da Serra e pela expansão das áreas plantadas.

Com isso, o mercado pode enfrentar pressão sobre os preços, especialmente nas categorias mais comuns. Atualmente, a caixa de 10 quilos de pimentão colorido (amarelo ou vermelho) é vendida entre R$ 60,00 e R$ 140,00, dependendo da qualidade e da origem. Já o pimentão verde varia de R$ 40,00 a R$ 50,00, enquanto os frutos de menor calibre são comercializados entre R$ 30,00 e R$ 40,00.

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Bom Princípio registra boa colheita e baixa incidência de pragas

No município de Bom Princípio, a colheita de pimentão está em pleno andamento, e os produtores relatam bom desenvolvimento dos frutos e baixo índice de pragas e doenças, segundo o informativo da Emater.

Na região, a caixa de 10 quilos do produto é vendida entre R$ 40,00 e R$ 45,00, com boa aceitação no mercado local.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cerrado Mineiro tem um dos melhores rendimentos dos últimos anos

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A colheita do café arábica chegou a 99% nas propriedades acompanhadas pela Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), no Cerrado Mineiro. Além do avanço dos trabalhos, o beneficiamento apresenta rendimento médio de 455 litros de café colhido para a formação de uma saca de 60 quilos, um dos melhores resultados registrados nos últimos anos.

O levantamento considera a situação das lavouras até 11 de setembro. Aproximadamente 90% da produção já passou pelo beneficiamento, etapa em que são retiradas a casca, a palha e as impurezas para obtenção dos grãos que serão classificados e comercializados.

O resultado de 455 litros por saca indica uma relação favorável entre o volume retirado da lavoura e a quantidade de café beneficiado. Quanto menor o volume de frutos necessário para formar uma saca de 60 quilos, melhor tende a ser o aproveitamento industrial da produção.

Esse rendimento ajuda a compensar parte dos custos da colheita, da secagem e do beneficiamento. Para o produtor, significa obter mais sacas comerciais a partir do mesmo volume colhido, embora o resultado financeiro também dependa da qualidade da bebida, da classificação dos grãos e dos preços negociados.

O Cerrado Mineiro reúne cerca de 4,5 mil produtores em 55 municípios e possui aproximadamente 255 mil hectares cultivados. A região produz, em média, 6 milhões de sacas por ano, equivalentes a 12,7% da produção brasileira, e comercializa café com mais de 30 países.

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A cafeicultura regional também se diferencia pela Denominação de Origem Cerrado Mineiro, a primeira reconhecida para cafés no Brasil. O selo identifica produtos cultivados dentro da área delimitada e que atendem aos critérios de origem, rastreabilidade e qualidade.

A etapa final da colheita está concentrada principalmente no recolhimento dos frutos que caíram no chão. A Expocacer estima que esse café represente cerca de 30% do volume da safra. Aproximadamente 80% dessa parcela já foi recuperada.

O índice médio de catação, que representa a retirada de grãos defeituosos durante o beneficiamento, está próximo de 21%. O percentual foi influenciado justamente pela maior participação do café recolhido do chão, normalmente mais sujeito à umidade, fermentação e contato com impurezas.

As chuvas registradas entre os dias 5 e 9 de setembro impediram o encerramento completo da colheita. A umidade elevada do solo dificultou o tráfego das máquinas e interrompeu temporariamente o recolhimento em algumas propriedades. Como a maioria das áreas já concluiu o trabalho, o avanço do percentual restante ocorre de forma mais lenta.

As precipitações, por outro lado, estimularam a abertura das primeiras flores da próxima safra. A florada observada corresponde, em média, a 33% do potencial estimado para as lavouras acompanhadas pela cooperativa.

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Nas áreas que produziram menos nesta temporada, a abertura das flores foi mais intensa e uniforme. Nas lavouras que sustentaram cargas elevadas, a florada apresentou menor intensidade, comportamento relacionado ao esforço realizado pelas plantas durante a formação da safra atual.

A continuidade das chuvas poderá favorecer uma segunda florada de proporção semelhante. O restante do potencial deve se distribuir entre outubro e novembro, conforme a disponibilidade de umidade e as condições de temperatura.

A abertura das flores é uma sinalização positiva, mas ainda não garante o tamanho da próxima produção. Para que se transformem em frutos, as lavouras precisarão de umidade suficiente durante o pegamento, a formação dos chumbinhos e o início da granação.

Com a safra atual praticamente recolhida, rendimento de beneficiamento favorável e as primeiras flores abertas, o Cerrado Mineiro encerra um ciclo e inicia outro. O acompanhamento das chuvas e o manejo nutricional e fitossanitário das lavouras serão decisivos para transformar o potencial observado agora em produção na próxima colheita.

Fonte: Pensar Agro

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