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Calor acelera colheita de milho-verde no RS, mas seca compromete qualidade das espigas

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A produção de milho-verde avançou nas últimas semanas na região administrativa de Lajeado (RS), especialmente no município de Bom Princípio, conforme aponta o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar. O clima quente favoreceu o desenvolvimento das lavouras, impulsionando o ritmo de colheita e a oferta do produto no mercado local.

“Os dias mais quentes do período favoreceram o desenvolvimento da maior parte das lavouras”, destaca o boletim técnico divulgado pela instituição.

Falta de chuva afeta o enchimento de grãos e reduz qualidade

Apesar do avanço na colheita, os efeitos da estiagem começam a ser sentidos em algumas áreas produtoras. Segundo a Emater, a ausência de chuvas, associada às altas temperaturas, tem comprometido o enchimento dos grãos, o que afeta diretamente a qualidade das espigas colhidas.

“A ausência de precipitação, associada ao calor, reduziu o enchimento de grãos em algumas espigas”, ressalta o informativo.

Preços mais baixos marcam o período de maior oferta

Com o aumento da produção e a entrada de maior volume de milho-verde no mercado, os valores de comercialização apresentaram queda. No comércio local, a bandeja com três espigas está sendo vendida entre R$ 2,50 e R$ 3,00, conforme dados levantados pela Emater.

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Perspectivas para as próximas semanas

A continuidade da colheita e a manutenção da qualidade do produto dependerão do comportamento das chuvas nas próximas semanas. Caso as condições climáticas permaneçam secas, a tendência é de redução na produtividade e possível nova queda nos preços, especialmente em regiões com maior concentração de lavouras afetadas pela estiagem.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cacau oscila perto de US$ 4 mil por tonelada com atenção ao clima na África Ocidental

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O mercado internacional de cacau opera em um cenário de acomodação de preços, com as cotações se mantendo próximas da faixa de US$ 4 mil por tonelada. Após semanas de forte volatilidade, o ativo passa por um movimento de consolidação, influenciado principalmente por fatores climáticos nas principais regiões produtoras.

De acordo com análise da StoneX, o contrato CCN6 apresentou leve oscilação recente, saindo de US$ 3.895 por tonelada na última segunda-feira para US$ 3.831 por tonelada nesta semana, reforçando a tendência de estabilidade no curto prazo.

Clima segue como principal fator de atenção no mercado

O comportamento das cotações indica que o mercado aguarda novos gatilhos para definir uma direção mais clara para os preços. Entre os principais elementos de atenção está a evolução das condições climáticas na África Ocidental, especialmente diante da influência de padrões atmosféricos associados ao fenômeno El Niño.

Na Costa do Marfim e em Gana, responsáveis pela maior parte da produção global de cacau, as chuvas acima da média têm contribuído para manter bons níveis de umidade do solo. Esse cenário favorece o desenvolvimento da safra intermediária e sustenta, no curto prazo, a expectativa de produção considerada satisfatória.

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Excesso de chuvas já preocupa agentes do mercado

Apesar dos impactos positivos iniciais, o excesso de precipitações começa a gerar preocupação entre analistas e agentes do setor. As previsões climáticas indicam volumes entre 50 e 150 milímetros acima da média em algumas áreas produtoras nos próximos 15 dias.

Esse quadro pode trazer efeitos adversos para as lavouras, como aumento da incidência de doenças fúngicas, dificuldades operacionais no manejo agrícola e possíveis impactos na qualidade das amêndoas.

Mercado segue em compasso de espera

Com o cenário ainda indefinido, o mercado internacional de cacau permanece operando dentro de uma faixa estreita de preços, refletindo o equilíbrio temporário entre oferta e demanda.

Enquanto não surgem novos fatores capazes de alterar significativamente as expectativas, investidores e traders seguem monitorando de perto o avanço das chuvas na África Ocidental. Qualquer mudança mais relevante no quadro climático pode voltar a influenciar diretamente as cotações internacionais do cacau nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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