Saúde

Agora Tem Especialistas inicia no Amazonas modelo inédito para aproveitar capacidade máxima de atendimento nos hospitais do SUS

Publicado em

Com o objetivo de aproveitar a capacidade máxima do SUS, o Agora Tem Especialistas iniciou, nesta semana, um novo tipo de atendimento nas estruturas ociosas dos hospitais da rede pública. Para estruturar os espaços subutilizados, o programa do governo federal contratou profissionais, equipamentos e insumos que já estão garantindo mais serviços de saúde em mutirões realizados nesses locais. Essa ação inédita começou na segunda-feira (15) no estado do Amazonas. Nos municípios de Itacoatiara (AM), já estão sendo realizadas cirurgias oftalmológicas no Hospital Regional José Mendes; serão 600 no total. Já a população de Manacapuru (AM) será submetida a 200 cirurgias em cirurgia geral e ginecologia no Hospital Geral da cidade. A partir de janeiro, a iniciativa deve ser estendida a outros municípios brasileiros.

“Na rede pública de saúde, muitos espaços estão subutilizados por falta de equipamentos, de médicos ou outros profissionais de saúde. E é justamente isso que o Agora Tem Especialistas resolve ao viabilizar todas as condições necessárias para que os hospitais públicos e as entidades filantrópicas que atendem o SUS possam ofertar ainda mais consultas, exames e cirurgias.  Com mais essa ação, o programa do governo do presidente Lula está respondendo às demandas de saúde da população e reduzindo o tempo de espera na rede pública”, explicou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Nesse novo modelo, os atendimentos são organizados de forma a garantir que todos os pacientes encaminhados pelas secretarias de saúde dos municípios amazonenses sejam atendidos.

Leia Também:  Em visita à Bionovis, presidente Lula e ministro Padilha destacam fortalecimento da indústria para produção de medicamentos para o SUS

Ação para ampliar o uso da estrutura pública de saúde

Para garantir a ampliação de uso da estrutura pública, o Ministério da Saúde garante o credenciamento de prestadores de serviço do setor privado, que devem ofertar toda a infraestrutura necessária para que os mutirões sejam realizados nos espaços ociosos do SUS. Nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste, essas contratações ocorrem por meio da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do Sistema Único de Saúde (AgSUS); e, no Sul, pelo Grupo Hospitalar Conceição (GHC).

A iniciativa prevê a possibilidade de realização de mais de 300 procedimentos, incluindo cirurgias eletivas e Ofertas de Cuidados Integrados (OCI), combos de cuidados que garantem aos pacientes todos os procedimentos necessários, da consulta ao tratamento. As especialidades prioritárias do programa são cardiologia, ginecologia, ortopedia, oftalmologia, otorrinolaringologia, oncologia e nefrologia.

 Parceria entre hospitais públicos, filantrópicos e prestadores de serviço

Essa nova iniciativa do Agora Tem Especialistas viabiliza o uso de espaços de saúde com baixa ocupação com a participação dos hospitais públicos e filantrópicos, que disponibilizam a estrutura física para receber o atendimento. Eles precisam ofertar serviços de suporte, como rouparia, energia e alimentação. Já os prestadores dos serviços de saúde são responsáveis por disponibilizar equipamentos, insumos e equipes necessárias, incluindo profissionais médicos e de enfermagem, além das equipes cirúrgicas e de apoio.

Leia Também:  Lula e Tedros Adhanom discutem produção de vacina contra a dengue

Para estimular a participação, o Ministério da Saúde definiu regras específicas de pagamento de acordo com a Tabela Agora Tem Especialistas, que, no caso do uso de espaços ociosos em hospitais na região da Amazônia Legal, prevê um acréscimo de até 30% no valor dos procedimentos.

Mais de 127 mil atendimentos em mutirões

Para ampliar a oferta de atendimento no SUS e, assim, reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias, o programa Agora Tem Especialistas conta com uma série de ações já em andamento, como aquelas que visam ampliar o uso da estrutura pública do SUS. Para isso, o programa realizou vários mutirões, que, ao longo do ano, realizaram mais de 127 mil atendimentos em todo o Brasil, inclusive dentro de aldeias indígenas no coração da Amazônia e em comunidades quilombolas.

Outra iniciativa é a criação do terceiro turno em hospitais públicos; nas unidades do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), os pacientes do SUS são atendidos até 22h. Como resultado, houve aumento de 200% no número de cirurgias e a redução do tempo de espera por cirurgias oncológicas de 32 para 28 dias.

Carla Guimarães, Luciana Lima

Fonte: Ministério da Saúde

Advertisement

Saúde

Brasil atinge metas para eliminar transmissão da hepatite B de mãe para filho e solicita certificação à OPAS/OMS

Published

on

O Brasil atingiu, por dois anos consecutivos, os critérios internacionais para eliminar a transmissão da hepatite B de mãe para filho como problema de saúde pública. Nesse período, menos de 0,1% das crianças de até cinco anos apresentaram infecção ativa pelo vírus, resultado que atende ao parâmetro internacional estabelecido para a certificação. Nesta terça-feira (28), Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, o país entregará à OPAS/OMS o dossiê com as evidências que embasam o pedido de certificação. 

“O dia de hoje é muito importante para uma luta que travamos há décadas contra as hepatites virais. Hoje estamos entregando formalmente ao diretor da OPAS e ao diretor-geral da OMS o relatório do Ministério da Saúde e do Sistema Único de Saúde brasileiro que demonstra, com base no nosso monitoramento, que o Brasil alcançou as metas para eliminação da transmissão vertical da hepatite B”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. 

Um dos principais indicadores é a prevalência de infecção ativa pelo vírus em crianças de até 5 anos, identificada pelo exame HBsAg. Para a eliminação da transmissão como problema de saúde pública, esse índice deve ser inferior a 0,1%. Essa meta considera o último ano completo de dados, 2025, quando a prevalência estimada foi de 0,0111% — abaixo do limite de 0,1% estabelecido para a eliminação. A modelagem matemática atualizada em 2026 também confirma que o país atende a esse critério. 

Outro indicador é a cobertura de pré-natal, que deve ser igual ou superior a 95%. No Brasil, mais de 98% das gestantes realizaram acompanhamento pré-natal em 2024 e 2025. Os resultados refletem medidas de cuidado ofertadas no SUS durante a gestação e após o nascimento. 

Segundo critérios da OPAS/OMS, as metas de cobertura vacinal precisam ser mantidas por pelo menos dois anos consecutivos. A vacinação contra a hepatite B nas primeiras horas de vida alcançou cobertura de 97% em 2024 e 100% em 2025, acima do mínimo de 90% estabelecido. Na infância, a proteção é ampliada com a vacina pentavalente, administrada em três doses, aos 2, 4 e 6 meses de idade. A cobertura da terceira dose foi de 90,4% em 2024 e de 88,7% em 2025, dado ainda preliminar que deve superar a meta. 

Leia Também:  Brasil denuncia restrições ao ministro da Saúde e reforça compromisso global contra doenças crônicas não transmissíveis na ONU

A eliminação da transmissão vertical da hepatite B faz parte de uma estratégia internacional de enfrentamento às infecções. Após receber, em dezembro de 2025, a certificação pela eliminação da transmissão vertical do HIV, o Brasil assumiu o compromisso de, até 2030, eliminar como problemas de saúde pública as demais quatro infecções de transmissão vertical: hepatite B, sífilis, doença de Chagas e HTLV, consolidando o país como referência mundial na prevenção dessas doenças. 

A elaboração do dossiê brasileiro foi concluída em julho de 2026. Com a entrega, o pedido será submetido à avaliação interna da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), à revisão de um comitê externo de especialistas e, posteriormente, à análise do Comitê Global de Validação da OMS. 

Como o Brasil chegou a esses resultados 

A eliminação da transmissão vertical da hepatite B resulta de uma rede de prevenção, diagnóstico, tratamento e acompanhamento no SUS. A testagem para hepatite B é realizada durante o pré-natal, com testagem na maternidade para gestantes que não fizeram o exame. Quando necessário, o SUS oferece tratamento antiviral para reduzir o risco de transmissão durante a gravidez. 

Após o nascimento, os bebês recebem a vacina contra a hepatite B, preferencialmente nas primeiras 12 horas de vida. Filhos de mães com hepatite B também recebem imunoglobulina (HBIG) no mesmo período. A combinação das duas medidas evita cerca de 99% das infecções perinatais. 

Desde 2016, 100% das doações de sangue realizadas no SUS são testadas para hepatite B por meio de testagem molecular (NAT), tecnologia desenvolvida pela Fiocruz. 

Em 2024, a notificação obrigatória foi ampliada para casos de hepatite B em gestantes, puérperas e crianças expostas ao risco de transmissão vertical, permitindo o acompanhamento dos casos e a adoção das medidas necessárias. 

A prevenção e o cuidado também incluem vacinação, testes rápidos, tratamento e capacitação de profissionais de saúde. As medidas são ofertadas em diferentes contextos, incluindo áreas remotas e populações em situação de maior vulnerabilidade. 

Leia Também:  Ministério da Saúde entrega primeiros 47 veículos para transporte de pacientes do SUS em MG e anuncia R$ 63 milhões para o estado

Novo boletim aponta avanços no cenário epidemiológico 

Nos últimos dez anos, o Brasil registrou redução no número de casos e óbitos por hepatites virais, segundo dados do Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais 2026. 

Entre 2015 e 2025, os casos de hepatite B diminuíram 25,5%, de 14,8 mil para 11 mil registros. Na hepatite C, a redução foi de 34%, de 25,8 mil para 17 mil casos. Já os registros de hepatite D caíram 57,9%, de 202 para 85 notificações. 

No mesmo período, o número de óbitos por hepatite B caiu 31,9%, de 451 para 307 mortes. Na hepatite C, a redução foi de 61,5%, de 2.028 para 780 óbitos. 

Prevenção e tratamento 

O SUS oferece vacinação contra as hepatites A e B e tratamento para as hepatites B e C. A vacina contra a hepatite B está disponível para toda a população, com vacinação iniciada ao nascer e continuidade conforme o esquema previsto no Calendário Nacional de Vacinação. Pessoas não vacinadas ou com esquema incompleto também podem receber a vacina. 

A vacina contra a hepatite A faz parte do calendário infantil e é aplicada em dose única aos 15 meses. Também é indicada para pessoas com condições específicas, como doenças crônicas do fígado, hepatites B ou C, coagulopatias, pessoas vivendo com HIV, em uso de PrEP, imunodeprimidas e candidatas ou submetidas a transplante, entre outras situações previstas nos protocolos do Ministério da Saúde. 

Para a hepatite C, o SUS oferece antivirais de ação direta (DAA) para adultos e crianças a partir de 3 anos. O tratamento apresenta taxas de cura superiores a 95%. 

Para a hepatite B, o SUS oferece tratamento contínuo às pessoas com indicação clínica, reduzindo o risco de progressão da doença e de complicações, como cirrose e câncer de fígado. 

Deborah Novais 
Ministério da Saúde 

Fonte: Ministério da Saúde

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA