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Safra de soja em Mato Grosso atinge custo recorde de R$ 54,39 bilhões e pressiona produtores a repensar manejo

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O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) projeta que o custo total da safra de soja 2025/26 em Mato Grosso alcance R$ 54,39 bilhões, consolidando o ciclo como um dos mais caros da história recente do estado. O aumento generalizado dos insumos, aliado à retração das revendas como fonte de crédito, empurra produtores de todos os portes a buscar financiamento diretamente com bancos e tradings, tornando a operação mais lenta, burocrática e cara.

Pressão financeira e impacto no manejo

O agrônomo Thiago Grimm, especialista em gestão e tecnologia agrícola, alerta que o ciclo começa muito antes do plantio. “O produtor chega a 2025/26 com uma conta mais pesada e menos espaço para testar estratégias. Cada decisão precisa ser calculada, pois qualquer erro de manejo pode comprometer toda a safra”, explica.

Grimm destaca que cortes indiscriminados em insumos, como adubação e proteção fitossanitária, podem gerar uma falsa economia e reduzir significativamente a produtividade. “Não adianta gastar menos se o talhão entrega menos. O campo é implacável com decisões precipitadas”, alerta.

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Manejo estratégico como caminho para sobrevivência

Diante da escalada dos custos, especialistas defendem uma abordagem baseada em gestão eficiente e análise de dados. Entre as recomendações estão:

  • Revisão das doses de insumos conforme necessidade de cada talhão;
  • Prioridade para insumos de maior retorno econômico;
  • Uso de tecnologias de monitoramento para otimizar o manejo.

“Eficiência deixou de ser tendência e virou condição de sobrevivência. O produtor que toma decisões baseadas em retorno econômico tem mais chances de atravessar o ciclo com segurança”, afirma Grimm.

Crédito rural mais rigoroso exige planejamento

A mudança no financiamento da safra também gera desafios. Com revendas perdendo protagonismo, bancos e tradings passaram a dominar o crédito, exigindo mais garantias, prazos e planejamento.

Segundo Romário Alves, CEO da Sonhagro, “quem não organiza o fluxo de caixa com antecedência corre o risco de travar no momento mais crítico da operação”. Ele observa que produtores têm buscado alternativas como:

  • Linhas de crédito do Pronamp e PCA;
  • Operações com CPR estruturada;
  • Negociações ajustadas ao perfil de cada produtor.
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Alves destaca que diversificar fontes de crédito tornou-se essencial para reduzir riscos financeiros e manter a safra em andamento.

Estratégia e conhecimento são diferenciais

Especialistas reforçam que, apesar do cenário desafiador, boas colheitas ainda são possíveis quando estratégias técnicas e financeiras são bem alinhadas. “Este é o ano para olhar para dentro da fazenda, entender o que funciona, identificar desperdícios e melhorar processos. A diferença entre lucro e prejuízo está nos detalhes”, finaliza Thiago Grimm.

Mensagem para a safra 2025/26

Com custos recordes, crédito mais rigoroso e margem de lucro pressionada, a safra de soja em Mato Grosso se desenha como um teste de gestão e eficiência. Para atravessar esse período com estabilidade, o produtor precisa:

  • Planejar cada etapa;
  • Investir em manejo baseado em dados;
  • Ajustar decisões financeiras e técnicas à realidade da propriedade.
  • A mensagem é clara: eficiência não é mais diferencial, é necessidade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita do café chega a 84% apesar do atraso provocado pelo clima

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A colheita da safra brasileira de café chegou a 84% da produção estimada, mas está atrasada em relação aos anos anteriores. Em igual período de 2025, 94% do volume já havia sido retirado das lavouras. A média dos últimos cinco anos para esta época é de 90%. O avanço foi de seis pontos porcentuais em uma semana, favorecido pelo retorno do tempo seco às principais regiões produtoras.

O atraso está concentrado no café arábica, que representa a maior parte da produção de Minas Gerais. A colheita da variedade alcançou 77%, ante 91% no mesmo período do ano passado e média histórica de 85%.

No caso do canéfora, grupo que reúne conilon e robusta, os trabalhos estão praticamente concluídos. A colheita atingiu 99%, resultado semelhante ao de 2025 e ligeiramente superior à média de 98% dos últimos cinco anos.

Minas Gerais concentra a maior parte da produção brasileira de arábica e deverá colher 33,4 milhões de sacas de 60 quilos em 2026, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa praticamente metade das 66,7 milhões de sacas previstas para o País.

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A estimativa mineira é 29,8% superior à da temporada anterior. O aumento foi favorecido pelo ciclo de bienalidade positiva dos cafezais e pelas condições climáticas registradas antes da floração e durante a formação dos grãos.

As chuvas fora de época, porém, prejudicaram a retirada do café das lavouras e a secagem nos terreiros. O excesso de umidade também aumentou a queda de frutos no solo, o que pode comprometer a qualidade de parte dos lotes e reduzir a disponibilidade de cafés de melhor bebida.

O problema atingiu principalmente áreas do Sul de Minas, maior região produtora de arábica do País. O tempo seco dos últimos dias permitiu a retomada dos trabalhos, mas não eliminou o atraso acumulado.

A entrada mais lenta do café novo mantém o mercado atento à oferta brasileira. Os estoques certificados na Bolsa de Nova York permanecem baixos, o que aumenta a reação das cotações a qualquer problema climático ou sinal de perda de qualidade.

A Conab estima que o Brasil produza 45,8 milhões de sacas de arábica em 2026, crescimento de 28% sobre o ano anterior. Para o canéfora, a previsão é de 20,9 milhões de sacas, alta de 0,8%.

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Nas próximas semanas, o produtor deverá concentrar esforços na conclusão da colheita e na secagem dos grãos. Em Minas Gerais, a qualidade dos lotes será decisiva para determinar quanto da safra maior conseguirá alcançar os mercados que pagam mais pelo café.

Fonte: Pensar Agro

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