AGRONEGÓCIO

Coamo promove 3ª edição do Encontro de Verão em Dourados com foco em inovação agrícola

Publicado em

Dourados recebe evento de difusão tecnológica da Coamo

A 3ª edição do Encontro de Verão da Fazenda Experimental da Coamo foi realizada nos dias 3 e 4 de dezembro em Dourados (MS), reunindo cerca de 1.200 participantes. O evento tem como objetivo apresentar aos cooperados pesquisas e tecnologias desenvolvidas especialmente para o cultivo no estado, promovendo transferência de conhecimento direto do laboratório para o campo.

Estrutura e propósito da Fazenda Experimental

O diretor de Suprimentos e Assistência Técnica da Coamo, Aquiles de Oliveira Dias, destaca que a fazenda é um espaço estratégico para pesquisa, inovação e desenvolvimento agrícola.

“A Fazenda Experimental está muito bem localizada e equipada, com 70 hectares dedicados à experimentação agrícola. Assim como fazemos em Campo Mourão (PR), realizamos encontros com os cooperados para apresentar o que há de melhor em tecnologia e discutir os desafios do dia a dia no campo.”

Experiência prática para os cooperados

Para o cooperado Elsi Sandri, de Ponta Porã, participar do evento é essencial:

“Esse é o segundo ano que participo. É muito importante para o produtor rural reservar um tempo para adquirir conhecimento, pois aqui vemos na prática o que funciona ou não no campo, trazendo mais segurança na aplicação das novas tecnologias.”

Estações de pesquisa e palestras técnicas

O evento contou com cinco estações de pesquisa, abordando temas relacionados às principais culturas da estação, além de uma palestra sobre oportunidades e tendências do mercado agrícola.

Leia Também:  Mercado de Milho no Brasil Inicia a Semana com Negócios Desacelerados

O presidente executivo da Coamo, Airton Galinari, explica:

“As estações são extremamente atuais e já atendem o cooperado na mesma safra, permitindo que ele aplique os exemplos e tecnologias apresentadas diretamente em sua lavoura.”

Modelo consolidado de inovação e conhecimento

Com três anos de operação em Dourados, a Fazenda Experimental segue o modelo de mais de 50 anos de experiência em Campo Mourão (PR), que já contribuiu significativamente para o desenvolvimento dos cooperados.

Segundo Galinari:

“O objetivo não é gerar lucro para a Coamo, mas produzir tecnologia, gerar conhecimento e garantir que o beneficiado seja o cooperado. Essa missão vem sendo cumprida com muita eficiência.”

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Projeto que dá poder de veto ao Mapa contra ‘canetadas’ ambientais avança na Câmara

Published

on

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 5900/2025, uma proposta que cria um “freio de arrumação” na edição de normas federais e estabelece uma etapa obrigatória de avaliação técnica para qualquer medida que impacte o agronegócio.

Fruto de uma articulação direta da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o texto determina que regras sobre produção, cultivo, manejo, transporte ou comercialização no campo passem pelo crivo prévio do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A medida ataca a insegurança jurídica que vinha travando licenças ambientais e linhas de crédito rural no País.

O projeto, de autoria do presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, traz como principal trunfo o caráter vinculante da manifestação do Mapa. Na prática, a análise econômica e de abastecimento feita pela pasta da Agricultura terá peso decisivo. Atos federais editados por outros órgãos (como o Ministério do Meio Ambiente ou Ibama) sem essa consulta prévia perderão a validade jurídica em relação às atividades produtivas afetadas.

A movimentação da FPA ocorreu em resposta a um gargalo que vinha tirando o sono dos produtores: o enquadramento de espécies de altíssima relevância econômica em regimes regulatórios restritivos por órgãos ambientais, tratando culturas tradicionais quase como ameaças ou invasoras.

Leia Também:  Mercado de Milho no Brasil Inicia a Semana com Negócios Desacelerados

A coordenação de Meio Ambiente da bancada, que relatou o projeto por meio do deputado Pezenti (MDB-SC), sustentou que a falta de uma análise técnica integrada vinha gerando prejuízos severos na base produtiva, dificultando a renovação de licenças e fazendo com que bancos questionassem a liberação de custeio. Com o texto costurado pela frente parlamentar, ficam protegidas contra restrições surpresas cadeias como:

  • Aquicultura e Pesca: Cultivos de tilápia, tambaqui e camarão cinza;

  • Silvicultura: Florestas plantadas de eucalipto e pinus;

  • Fruticultura Tropical: Pomares de manga, goiaba e outras variedades;

  • Pecuária: Pastagens de brachiaria, base da carne bovina nacional.

A tese defendida pela FPA é de que a conservação ambiental e a produção agropecuária não são agendas excludentes, mas complementares. O foco do trabalho institucional foi blindar quem produz de normas redigidas por corpos burocráticos sem diálogo com a realidade prática do campo.

Para garantir que a proposta não fosse derrubada por vício de iniciativa (quando o Legislativo tenta interferir diretamente na estrutura interna do Poder Executivo), a FPA desenhou uma estratégia jurídica rigorosa no substitutivo aprovado em Plenário.

Leia Também:  Piracanjuba prorroga inscrições para programa de estágio com 70 vagas

Em vez de propor alterações na lei de organização dos ministérios, a bancada deslocou a nova regra diretamente para a Lei nº 8.171/1991, que institui a Política Agrícola Nacional. Essa engenharia jurídica protege o projeto contra futuros questionamentos nos tribunais e consolida a coordenação institucional como um princípio definitivo da política de Estado para o campo. A aprovação foi defendida pelos membros da frente como uma qualificação da tutela ambiental, obrigando o governo federal a sentar à mesa de forma coordenada antes de emitir qualquer portaria ou decreto normativo.

A aprovação do projeto pela Câmara representa uma vitória institucional robusta para a FPA e sinaliza estabilidade para o planejamento de longo prazo do setor, fator essencial para o fechamento de contratos internacionais e atração de capital privado para o agro.

Ao exigir uma análise de impacto socioeconômico antes de qualquer nova exigência regulatória, a medida estruturada pela bancada visa evitar o desabastecimento, proteger postos de trabalho no interior e impedir o encarecimento de alimentos fundamentais na mesa dos brasileiros. O texto segue agora para as próximas etapas de tramitação no rito legislativo.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA