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Fórum de Cuiabá homenageia servidores com mais de 40 anos de história no Judiciário

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Trajetórias que se confundem com a própria história do Poder Judiciário de Mato Grosso (PJMT) foram homenageadas pela gestão do Fórum de Cuiabá. Em solenidade marcada pela emoção, realizada na segunda-feira (15), servidores e servidoras receberam o reconhecimento pelas mais de quatro décadas de dedicação à população mato-grossense trabalhando na Justiça.
O longo período é a representação de carreiras que foram além do simples tempo de serviço, certificando vidas inteiras construídas com profissionalismo, compromisso e, principalmente, humanidade. Entre as homenageadas estava Olga de Oliveira Leite, técnica judiciária que iniciou sua caminhada no Poder Judiciário ainda aos 24 anos, em Aquidauana (MS).
Mulher idosa de cabelos brancos e óculos, com um buquê de flores e um certificado escuro. Ela está sendo entrevistada por um microfone da Em 1975, veio para Cuiabá acompanhando o desembargador Licínio Carpinelli Stefani e, desde então, percorreu diversas secretarias, quase sempre na área criminal. Com 51 anos de atuação no Judiciário, Olga vê a instituição como uma parte da vida em que conseguiu aliar o profissionalismo com a construção de relações que carregará para sempre.
“Eu não tenho mais palavra para dizer o que é o Judiciário para mim. Aqui eu aprendi tudo, inclusive a amar mais as pessoas. A homenagem foi linda e me deixou muito emocionada. Fico muito contente por tudo que está acontecendo e agradeço a Deus por estar neste momento”, comentou Olga.
Prestes a se aposentar, aos 75 anos, ela afirmou que jamais imaginou chegar tão longe e com tanta disposição. O amor pelo trabalho segue presente, assim como a alegria de conviver com os colegas e de ajudar novos servidores. “Não gostaria de aposentar. Estou me sentindo tão bem, realizada com os amigos que fiz, com os servidores novos que entraram. É o maior prazer trabalhar com eles”, disse.
Três pessoas em um palco: um homem de terno cinza, uma mulher de vestido verde-claro segurando um certificado e uma mulher de vestido vermelho. Estão em frente a um sofá de couro preto e fundo escuro.Também homenageada, a servidora Celina Martins de Oliveira reviveu, com emoção, o início da carreira em 20 de junho de 1985. Hoje no setor financeiro do Fórum de Cuiabá, ela lembrou que os primeiros anos foram desafiadores, em uma realidade muito diferente da atual, marcada muitas vezes pelo improviso para atendimento das demandas.
Durante 40 anos de Judiciário, Celina acompanhou de perto a transformação da instituição, passando por diferentes setores e vivenciando avanços que hoje fazem parte da rotina. “Receber essa homenagem me deixou muito feliz, pois foi uma trajetória muito difícil. No começo, chegávamos a empilhar processos para sentar. Mas também tive a oportunidade de vivenciar toda a transformação do Judiciário e isso é maravilhoso”, relembrou.
Uma mulher em vestido vermelho, com cabelos escuros e joias douradas, falando em um microfone de TV com logotipo A diretora do Fórum de Cuiabá, juíza Hanae Yamamura de Oliveira, enfatizou que as homenagens fazem parte da visão de valorização desenvolvida pela gestão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Segundo ela, proporcionar esse reconhecimento público é uma forma de agradecer aqueles que dedicaram uma vida ao Poder Judiciário.
“São mais de 40 anos de uma vida dedicada ao Poder Judiciário. Então, acredito que o mínimo que podemos fazer é agradecer por tudo que eles entregaram à Justiça, à nossa sociedade. Isso faz parte da nossa visão de valorização do ser humano, de valorização daqueles que fazem a roda girar”, pontuou a juíza.
A diretora-geral do TJ, Andréa Marcondes Alves e a vice-diretora-geral, Renata Bueno, também prestigiaram o evento.
Foram homenageados pelo Fórum de Cuiabá os seguintes servidores e servidoras:
Celina Martins de Oliveira
Éder Gomes de Moura
Eliete Gomes Rondon Faria
Michela Aparecida
Olga de Oliveira Leite
Vânia Brito Guimarães de Almeida
Zeneide Vieira Santana
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Autor: Bruno Vicente

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Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Execução Penal: equilíbrio entre punir e preservar humanidade é apontado como desafio

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Mulher de terno azul-claro fala ao microfone em um púlpito de madeira. Ao fundo, um grande telão exibe a silhueta de um homem caminhando em direção a uma luz forte.“Com diálogos bem estruturados, todos são chamados à responsabilização. Sem responsabilidade e sem consciência, não há caminho de transformação. O ser humano fica à deriva por muito mais tempo”. Foi com essa constatação que a desembargadora Clarice Claudino da Silva abriu o Encontro Técnico “Inteligência na Execução Penal e a Importância da Ressocialização”, nesta quinta-feira (28), no auditório da Sede das Promotorias de Justiça de Cuiabá.

Ela representou o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador José Zuquim Nogueira, e ainda ressaltou o papel do encontro na promoção da integração institucional e no fortalecimento de ações voltadas à dignidade das pessoas privadas de liberdade. Ela também chamou atenção para os desafios estruturais do sistema e a necessidade de ampliar o diálogo e a construção de soluções conjuntas. Ao abordar caminhos para o aprimoramento da execução penal, enfatizou a relevância das práticas restaurativas, ao destacar o potencial dessa abordagem para promover mudanças efetivas.

Homem branco, de barba e cabelos grisalhos curtos, fala ao microfone em um púlpito de madeira clara. Ele veste paletó escuro, camisa branca e gravata pontilhada. O fundo é neutro e desfocado.

Já o supervisor do Núcleo de Cooperação Judiciária (NCJud), no ato também representando a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), desembargador Wesley Sanchez Lacerda, reforçou a necessidade de tratar a execução penal com racionalidade e estratégia, e alertou para o fortalecimento das organizações criminosas no ambiente prisional. Ele também defendeu a importância da atuação conjunta para garantir resultados mais eficazes na ressocialização.

“O sistema penal não pode existir apenas para punir, mas precisa oferecer caminhos reais para que a pessoa privada de liberdade possa reconstruir sua vida e retornar à sociedade de forma digna e produtiva. A ressocialização não beneficia apenas quem cumpre pena, ela beneficia toda a sociedade. Quando o Estado investe em educação, trabalho e apoio dentro do sistema prisional, reduz a reincidência e amplia as chances de um futuro mais seguro. Precisamos ter a coragem de construir um sistema que não apenas puna, mas que transforme, porque a verdadeira justiça não termina com a sentença, ela começa ali”, destacou.

Mulher branca de cabelos castanhos claros concede entrevista, gesticulando com a mão. À sua frente, um microfone com a marca

Ainda na abertura, durante a fala, a procuradora de Justiça Josane Fátima de Carvalho Guariente questionou: “Que tipo de sociedade nós estamos ajudando a construir quando falamos sobre execução penal?”. Coordenadora do Centro de Apoio Operacional (CAO) da Execução Penal, ela finalizou o pensamento: “Porque nenhuma instituição é medida apenas pela sua capacidade de punir. Ela também é medida pela sua capacidade de preservar humanidade mesmo diante dos ambientes mais difíceis”.

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Para a procuradora de Justiça, o sistema prisional coloca diariamente seus operadores diante de situações extremas, com o risco de reduzir as pessoas privadas de liberdade apenas aos seus erros, números ou processos. “Quando isso acontece, todos nós perdemos um pouco. Perdemos como instituições, perdemos como sociedade e perdemos principalmente a capacidade de acreditar em transformação. Talvez o maior desafio da execução penal contemporânea seja exatamente este: encontrar equilíbrio entre firmeza e humanidade, entre segurança e dignidade, entre controle e reconstrução”, afirmou.

Retrato aproximado de um homem pardo, de cabelos pretos curtos, olhando para o lado com expressão séria. Ele veste paletó cinza, camisa branca e gravata xadrez. O fundo está desfocado.

Nesse contexto, o coordenador do Centro de Segurança e Inteligência (CSI), promotor de Justiça Mauro Zaque de Jesus, destacou a relevância do encontro como espaço de integração institucional e de construção coletiva de soluções. “Nós temos uma obrigação com a sociedade: entregar justiça e garantir que o cidadão experimente verdadeiramente a sensação de segurança. Isso passa, necessariamente, pelo sistema prisional. Mas não tem como nós pensarmos em justiça sem dignidade, sem humanidade, sem respeito à pessoa humana. Tenho certeza de que sairemos daqui melhores do que chegamos, em um momento de sinergia para buscar soluções e aprimorar nossa atuação”, defendeu.

Mulher branca de óculos e blazer preto fala ao microfone em um púlpito com brasão do Mato Grosso. Ao fundo, há um telão com texto desfocado e uma pessoa sentada à direita.

Representando o procurador-geral de Justiça, a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão, Anne Karine Louzich Hugueney Wiegert, destacou o caráter coletivo e integrador do evento. Segundo ela, o principal propósito do encontro é fortalecer a atuação conjunta entre as instituições, baseada na cooperação e no compartilhamento de experiências, especialmente diante de desafios estruturais que não podem ser enfrentados de forma isolada.

De acordo com a subprocuradora, o tema exige a superação de modelos tradicionais e uma atuação mais qualificada e inovadora. “É onde cruza de forma bastante intensa e evidente tanto a segurança pública, a justiça, a dignidade humana e o desafio permanente da ressocialização. E é justamente nesse ponto que eu convido a todos nós a uma reflexão. Não há política de segurança pública verdadeiramente eficaz sem uma execução penal que funcione. E também não há uma execução penal que funcione sem oportunidade de ressocialização”, considerou.

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Homem branco de cabelos escuros fala ao microfone em um púlpito de madeira. Ele veste paletó cinza quadriculado, camisa branca e gravata vermelha. Ao fundo, um telão exibe uma imagem alaranjada.

O coordenador do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, promotor de Justiça Caio Márcio Loureiro, enfatizou a relevância da participação interinstitucional no debate. “Este evento já demonstra sua importância e indispensabilidade para todos nós, comprometidos com essa missão constitucional e com esse chamado humanitário de tratar o cumprimento de pena, buscando formas de alcançar os melhores resultados possíveis na reinserção social”, afirmou.


Aprimoramento técnico

Durante dois dias, o encontro promove reflexões sobre a gestão do sistema prisional e a efetividade da execução penal no Brasil, com foco no uso da inteligência institucional e no aprimoramento técnico. A programação também destaca a dimensão transformadora da pena, com ênfase em políticas de ressocialização. O público reúne membros do Ministério Público, magistrados, profissionais das forças de segurança e especialistas do Sistema de Justiça.

Também compuseram o dispositivo de honra a promotora de Justiça Alessandra Gonçalves da Silva Godoi, representando o corregedor-geral do MPMT, o desembargador Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, e o presidente da Associação Mato-grossense do Ministério Público (AMMP), promotor de Justiça Milton Mattos da Silveira Neto.

O encontro é realizado pelo MPMT, por meio do CAO da Execução Penal, do CSI e do Ceaf, em parceria com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso, via Escola Superior da Magistratura (Esmagis-MT) e o Núcleo de Cooperação Judiciária (NCJud), com apoio da Fundação Escola Superior do Ministério Público de Mato Grosso (FESMP-MT).


Com informações de Ana Luíza Anache/MPMT

Autor: Assessoria de Comunicação

Fotografo: Josi Dias

Departamento: CGJ-MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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