AGRONEGÓCIO

Agronegócio bate recorde de R$ 171,8 bilhões em Valor Bruto da Produção

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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) estima que Minas Gerais encerre 2025 em recorde de faturamento e exportações, mas sob forte aperto de crédito e crise no leite. Em termos nacionais, a entidade avalia que o Valor Bruto da Produção (VBP) do agronegócio brasileiro chegue a R$ 1,57 trilhão em 2026, alta de 5,1% sobre os R$ 1,49 trilhão esperados para 2025.

As projeções indicam que o segmento agrícola deve seguir puxando o resultado, enquanto a pecuária avança em ritmo mais moderado, em um cenário de menor fôlego de preços e margens mais apertadas.

De janeiro a novembro, o agronegócio de Minas Gerais registrou VBP de R$ 171,8 bilhões, crescimento de 15,2% frente ao mesmo período de 2024, com alta de 17,1% nas lavouras e de 11,9% na pecuária. Café (R$ 57,52 bilhões, +42,9%), soja (R$ 17,88 bilhões, +23,1%), milho (R$ 7,55 bilhões, +16,7%), boi gordo (R$ 17,98 bilhões, +18,2%), frango (R$ 6,06 bilhões, +10,8%), suínos (R$ 5,78 bilhões, +18,7%) e leite (R$ 26,73 bilhões, +5,9%) estão entre os destaques de faturamento.

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As exportações do agronegócio de Minas somaram US$ 18,1 bilhões entre janeiro e novembro, novo recorde e cerca de 13% acima de 2024. O café respondeu por 56,1% desse total, com US$ 10,15 bilhões e mais de 70% do café brasileiro destinado ao exterior, seguido pelo complexo soja (US$ 2,82 bilhões) e pelo sucroalcooleiro (US$ 1,86 bilhão). Segundo a Faemg, o “tarifaço” dos Estados Unidos encurtou o fluxo em alguns meses, mas parte dos embarques foi redirecionada ou postergada, reduzindo o impacto para café e carnes, enquanto segmentos como tilápia, madeira e mel ainda sentem mais o baque.

Apesar do bom faturamento, o crédito rural encolheu em Minas: de julho a outubro, os financiamentos somaram R$ 20,41 bilhões, queda de 16% sobre 2024, refletindo juros mais altos, inadimplência em torno de 11% no país e maior rigor bancário. A Faemg chama atenção ainda para a forte redução dos recursos para seguro rural, que já foram da ordem de R$ 4 bilhões e hoje ficam pouco acima de R$

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A pecuária leiteira mineira vive crise: mesmo com captação 4,3% maior no ano, a entrada de leite em pó de Uruguai e Argentina, vendido por cerca de metade do preço praticado nesses países, derrubou os preços pagos ao produtor, numa situação que a Faemg classifica como dumping. A entidade articula com o governo de Minas e a Assembleia Legislativa medidas para proibir a reidratação de leite em pó importado para consumo humano no estado e defende mais capacitação para elevar produtividade, lembrando que a média brasileira, de cerca de 2.450 kg por vaca/ano, ainda fica abaixo da média mundial de 2.800 kg e muito atrás de Argentina (9 mil kg) e Estados Unidos (14 mil kg).

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Agro ajuda Brasil a fechar agosto com superávit de R$ 37,7 bilhões

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O Brasil encerrou agosto com superávit comercial de R$ 37,7 bilhões, crescimento de 23,8% em relação ao mesmo mês de 2025. O resultado foi sustentado pelo aumento das exportações de soja, café, animais vivos, carne de frango e farelo de soja, além do avanço das vendas da indústria extrativa e de outros segmentos da indústria de transformação.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as exportações brasileiras somaram R$ 169,1 bilhões em agosto, alta de 12,2% na comparação anual. As importações cresceram 9,2% e alcançaram R$ 131,4 bilhões.

A corrente de comércio, que corresponde à soma das exportações e importações, movimentou R$ 300,5 bilhões no mês, aumento de 10,9% em relação a agosto do ano passado.

A agropecuária respondeu diretamente por R$ 37,7 bilhões em exportações durante agosto, crescimento de 11,4%. Esse valor considera os produtos classificados pelo governo como pertencentes à atividade agropecuária e não inclui carnes, farelo de soja, açúcar, sucos e outros itens processados contabilizados dentro da indústria de transformação.

Entre os produtos do campo, o valor das exportações de animais vivos avançou 174,3%. As vendas externas de café não torrado cresceram 24,1%, enquanto a soja, principal item da pauta agropecuária brasileira, registrou aumento de 14%.

A contribuição do agronegócio também apareceu entre os produtos industrializados. As exportações de carne de aves e miudezas aumentaram 40,5%, enquanto as vendas de farelo de soja e de outros produtos destinados à alimentação animal cresceram 36,6%.

O desempenho positivo compensou a retração observada em outras cadeias importantes. As exportações de milho não moído caíram 25,3% em agosto. Também houve redução de 34,7% no mel natural e de 35,7% nas vendas de sementes oleaginosas, grupo que inclui produtos como girassol, gergelim, canola e algodão.

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Na indústria de transformação, o valor das exportações de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada recuou 19,7% em agosto. Açúcares e melaços tiveram queda de 37%. A redução mensal da carne bovina ocorreu depois de um período de embarques elevados e não anulou o crescimento acumulado pelo setor ao longo do ano.

Entre janeiro e agosto, o Brasil exportou R$ 1,28 trilhão, aumento de 10,3% na comparação com os primeiros oito meses de 2025. As importações somaram R$ 997,3 bilhões, com crescimento de 6,1%.

Com isso, o superávit comercial acumulado em 2026 chegou a R$ 282,1 bilhões, avanço de 28,2%. A corrente de comércio alcançou R$ 2,28 trilhões no período, alta de 8,4%.

As exportações classificadas como agropecuárias totalizaram R$ 295 bilhões entre janeiro e agosto, crescimento de 9,5%. O resultado foi favorecido pelo aumento de 81,9% nas vendas de animais vivos, de 15,2% nos embarques de soja e de 15,1% nas exportações de algodão em bruto.

A indústria extrativa exportou R$ 316,9 bilhões nos oito primeiros meses, alta de 19,6%. A indústria de transformação respondeu por R$ 660 bilhões, crescimento de 6,6%.

Apesar da queda isolada de agosto, a carne bovina acumulou aumento de 22,3% nas exportações de janeiro a agosto. O desempenho mostra que o recuo mensal ocorreu sobre uma base de vendas externas ainda elevada no conjunto do ano.

Outros produtos do agronegócio apresentaram resultado menos favorável. As exportações acumuladas de trigo e centeio diminuíram 31,3%, enquanto as de milho recuaram 3,6%. O café não torrado acumulou queda de 13,7%, apesar da recuperação registrada em agosto.

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Também houve redução de 35,8% nas vendas externas de sucos de frutas e vegetais e de 28,2% nos embarques de açúcares e melaços durante os oito primeiros meses.

Do lado das compras brasileiras, as importações da agropecuária chegaram a R$ 2,4 bilhões em agosto, crescimento de 7,4%. O aumento foi influenciado por pescado, trigo, centeio e produtos hortícolas.

O valor das importações de pescado avançou 64,8%, enquanto as compras de trigo e centeio cresceram 10,5%. Os produtos hortícolas frescos ou refrigerados registraram alta de 54%. Em sentido contrário, as importações de soja diminuíram 22,2%, e as de frutas e nozes não oleaginosas recuaram 9,3%.

A indústria de transformação concentrou a maior parcela das compras externas, com R$ 123 bilhões em agosto, crescimento de 13,4%. No acumulado do ano, as importações do segmento chegaram a aproximadamente R$ 930 bilhões.

Entre os insumos estratégicos para a produção rural, o valor importado de adubos e fertilizantes químicos caiu 35,9% em agosto. As compras de fertilizantes brutos apresentaram redução de 15,6%.

A queda não significa necessariamente redução equivalente no volume desembarcado, porque os dados também refletem mudanças nos preços internacionais. O movimento pode estar relacionado ainda à antecipação de compras, à formação de estoques, à volatilidade do mercado e ao ritmo de aquisição para a safra 2026/2027.

Os números de agosto reforçam o papel do agronegócio na geração de receitas externas e na sustentação do saldo comercial brasileiro. Ao mesmo tempo, a diferença de desempenho entre as cadeias mostra que o resultado depende tanto da produção nacional quanto dos preços internacionais, do câmbio e das condições de acesso aos principais mercados compradores.

Fonte: Pensar Agro

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