AGRONEGÓCIO

BASF Promove Integração entre Sojicultores e Apicultores para Impulsionar Agricultura Sustentável no RS

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Iniciativa conecta agricultura e apicultura no campo gaúcho

A BASF Soluções para Agricultura lançou um projeto inovador que aproxima sojicultores e apicultores com o objetivo de fortalecer a produção de mel de florada de soja e promover práticas agrícolas mais sustentáveis.

A ação faz parte do programa Coexistência entre Agricultura e Apicultura, que busca integrar a conservação de polinizadores ao aumento da produtividade das lavouras. A iniciativa está sendo conduzida em áreas de produção de soja no município de São Gabriel (RS) durante a safra 2025/26.

A primeira fase, que vai de novembro de 2025 a abril de 2026, reúne 24 apicultores e 6 sojicultores parceiros, que receberão treinamentos e suporte técnico para garantir o sucesso da integração. O projeto conta ainda com o acompanhamento do pesquisador da Embrapa Soja, Décio Gazzoni, responsável por orientar tecnicamente os produtores envolvidos.

Parceria entre agricultores e apicultores gera benefícios mútuos

A proposta central do programa é promover uma relação colaborativa entre os dois segmentos do agronegócio. Os sojicultores cedem espaço nas lavouras para a instalação das caixas de abelhas, enquanto os apicultores produzem um mel de alta qualidade, originado da florada da soja.

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De acordo com estudos citados pela BASF, a presença de abelhas nas proximidades das lavouras pode aumentar em até 13% a produtividade da soja, além de triplicar a produção de mel nos apiários durante o período de floração.

O apicultor Aldo Machado, participante do projeto, afirma ter obtido resultados expressivos com a iniciativa.

“Tivemos apiários que produziram mais de 50 kg apenas na florada da soja, o dobro da média nacional. O mel é claro, aromático e de excelente qualidade”, destaca.

Sustentabilidade e reflorestamento como compromissos da BASF

O diretor de Assuntos Regulatórios e Stewardship da BASF na América Latina, José Eduardo Moraes, reforça que a integração entre agricultura e apicultura é parte do compromisso da empresa com a sustentabilidade e a segurança alimentar.

“Conservar as abelhas é essencial para o equilíbrio da natureza e para uma agricultura mais produtiva. O projeto une agricultores e apicultores para construir um legado de sustentabilidade e responsabilidade ambiental”, afirma.

O projeto integra o programa global Starting Ventures, da BASF, que apoia modelos de negócio com impacto positivo para o meio ambiente e a sociedade.

Como contrapartida ambiental, para cada quilo de mel de florada de soja produzido, serão plantadas mudas de árvores nativas. A ação amplia a pastagem apícola, fornecendo mais alimento às abelhas e contribuindo para o reflorestamento da região.

“Esta iniciativa mostra que é possível aliar produtividade e conservação ambiental. Além de fortalecer a economia local com a produção de mel, geramos impacto positivo direto na biodiversidade”, complementa Maurício do Carmo Fernandes, gerente de Stewardship e Sustentabilidade da BASF.

Cartilha orienta boas práticas entre sojicultores e apicultores

A BASF também reforça seu compromisso com a coexistência sustentável por meio da cartilha “Boas Práticas para Integração entre Apicultura e Sojicultura”, desenvolvida em parceria com a Embrapa e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).

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O material é resultado de três safras de estudos de campo e apresenta orientações técnicas para que agricultores e apicultores possam trabalhar lado a lado com segurança e eficiência.

Integração que gera valor e fortalece o agronegócio

Tanto a cartilha quanto o projeto Coexistência entre Agricultura e Apicultura reforçam a visão da BASF Soluções para Agricultura de que é possível unir alta produtividade e preservação ambiental. As ações fortalecem o diálogo entre os setores, promovem inovação e geram valor compartilhado para produtores, comunidades e para o meio ambiente.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Produção recorde de leite impulsiona digitalização e novas estratégias no setor de laticínios

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O setor de laticínios brasileiro atravessa um novo ciclo de expansão, impulsionado pelo avanço da produção de leite e pela crescente demanda por alimentos frescos. Dados do IBGE apontam que a aquisição de leite cru alcançou 27,51 bilhões de litros em 2025, volume recorde da série histórica e 8,5% superior ao registrado no ano anterior. Apenas no quarto trimestre, foram captados 7,36 bilhões de litros, alta anual de 8,6%.

O crescimento reforça o potencial competitivo da cadeia leiteira nacional, mas também amplia os desafios logísticos e operacionais do setor. Com um produto altamente perecível, a eficiência na distribuição se torna fator decisivo para evitar perdas, garantir qualidade e equilibrar produção e consumo.

Cadeia do leite enfrenta desafios com aumento da oferta

Ao contrário de outras categorias alimentícias, o leite exige uma operação logística extremamente sincronizada. Oscilações entre oferta e demanda podem gerar desperdícios significativos, seja pela falta de produtos em períodos de maior consumo ou pelo descarte causado pelo excesso de produção.

Além disso, o comportamento do consumidor brasileiro também vem mudando. A busca por produtos mais naturais, frescos e com origem conhecida impulsiona modelos de comercialização mais diretos.

Pesquisa “Do prato ao copo”, realizada pela MindMiners, mostra que 33% dos brasileiros afirmam consumir mais alimentos naturais ou in natura, enquanto 53% alternam entre produtos naturais e industrializados. Entre as bebidas não alcoólicas, 38% priorizam opções consideradas mais naturais.

Nesse cenário, a tradicional entrega de leite em domicílio volta a ganhar espaço, agora impulsionada pela tecnologia.

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Modelo de entrega domiciliar ganha nova força com digitalização

Durante décadas, o sistema de entrega de leite na porta de casa operou com base em rotas fixas, pedidos recorrentes e relacionamento direto entre distribuidores e consumidores. Embora eficiente, o modelo tinha limitações operacionais e baixa integração de dados.

Com a digitalização da cadeia, empresas do setor começam a transformar essa dinâmica, integrando pedidos, pagamentos, logística e gestão em plataformas unificadas.

Segundo a CEO da Food2C, Einat Eisler Carasso, o avanço tecnológico permite modernizar um formato tradicional sem alterar sua essência.

“A digitalização traz previsibilidade, organização e controle para uma operação que historicamente dependia de processos manuais. Em uma cadeia como a de lácteos, na qual perecibilidade e margem caminham juntas, reduzir ineficiências é fundamental”, afirma.

Compra recorrente melhora previsibilidade e reduz desperdícios

Entre os principais avanços proporcionados pela digitalização está a adoção de modelos de compra recorrente e assinaturas. Com entregas programadas, as empresas conseguem prever melhor a demanda e ajustar a produção com mais precisão.

A estratégia reduz desperdícios, melhora o abastecimento e fortalece a fidelização dos consumidores.

“A recorrência muda completamente a operação. Quando existe previsibilidade de consumo, toda a cadeia consegue atuar com mais eficiência, desde a produção até a entrega final. Isso também melhora a experiência do consumidor, que recebe produtos mais frescos e com regularidade”, destaca Einat.

Além da previsibilidade, o modelo aumenta a segurança de abastecimento para o consumidor, reduzindo o risco de falta de produtos no dia a dia.

Digitalização transforma operação de empresas tradicionais

O movimento já começa a ganhar força entre empresas consolidadas do setor. A Fazenda Bela Vista, que atua há mais de 30 anos com entrega domiciliar de leite e produtos frescos, modernizou recentemente sua operação ao substituir processos descentralizados por uma plataforma integrada.

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Com a mudança, pedidos, pagamentos e informações passaram a ser gerenciados em um único ambiente digital, conectando distribuidores, consumidores e indústria.

Segundo o diretor comercial da empresa, Paulo Passarini, a digitalização elevou o nível de eficiência operacional sem comprometer a proximidade com o cliente.

“A entrega domiciliar sempre fez parte da nossa história, mas a tecnologia trouxe mais organização, controle e capacidade de planejamento. Hoje conseguimos operar com mais eficiência e oferecer uma experiência mais consistente ao consumidor”, explica.

Dados e tecnologia fortalecem eficiência na cadeia de lácteos

Outro benefício da transformação digital está no acesso a informações mais precisas sobre hábitos de consumo, comportamento dos clientes e demanda regionalizada.

Com dados centralizados, as empresas conseguem ajustar ofertas, otimizar estoques e estruturar rotas de entrega de forma mais inteligente, reduzindo custos logísticos e desperdícios ao longo da cadeia.

Para especialistas do setor, a tecnologia tende a se consolidar como um dos principais vetores de competitividade da cadeia leiteira brasileira nos próximos anos.

Com a produção em crescimento e o consumo cada vez mais conectado à conveniência e à qualidade, modelos digitais devem ganhar relevância tanto na indústria quanto na distribuição.

“Existe uma grande oportunidade de modernizar a distribuição de alimentos no Brasil sem romper com modelos já consolidados. A tecnologia atua justamente como ponte entre produção, logística e consumidor final”, conclui Einat.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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