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Preços do açúcar e etanol registram volatilidade no mercado doméstico e internacional

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O mercado paulista de açúcar apresentou forte oscilação de preços na última semana, impulsionada pela maior procura de empacotadores e indústrias por produtos de qualidade superior. Segundo levantamento do Cepea/Esalq, o Indicador do açúcar cristal branco (Icumsa 130 a 180) no estado de São Paulo registrou amplitude de aproximadamente R$ 3 por saca de 50 kg entre o piso e o teto.

Entre os dias 8 e 12 de dezembro, a média do indicador ficou em R$ 110,30/saca, alta de 2,09% em relação ao período anterior. Especialistas destacam que a demanda pelo açúcar Icumsa 150 se intensificou devido aos estoques reduzidos. Por outro lado, a oferta no spot permaneceu firme, contrariando expectativas de maior disponibilidade, já que parte significativa da produção está comprometida com contratos de exportação e abastecimento interno.

Produção elevada na Índia pressiona preços internacionais

No cenário internacional, os contratos futuros de açúcar começaram a semana em baixa, influenciados pelo aumento de 28% na produção de açúcar na Índia, que totalizou 7,8 milhões de toneladas entre 1º de outubro e 15 de dezembro, segundo dados da Associação Indiana de Usinas de Açúcar (ISMA).

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Analistas indicam que a maior disponibilidade de açúcar no mercado global, somada à queda nas cotações do petróleo, pressiona os preços da commodity. Com o preço do petróleo em baixa, as usinas brasileiras priorizam a produção de açúcar em detrimento do etanol, aumentando o excedente mundial do produto.

Bolsas internacionais registram desvalorização
  • Nova York (ICE Futures): o açúcar bruto para o lote março/26 foi negociado a 14,95 centavos de dólar por libra-peso, queda de 15 pontos em relação à sexta-feira. O lote maio/26 caiu 12 pontos, a 14,58 cts/lb.
  • Londres (ICE Futures Europe): o açúcar branco para março/26 recuou a US$ 426,40/tonelada, desvalorização de 3 dólares. O lote maio/26 caiu 2,70 dólares, cotado a US$ 423,50/tonelada.
Mercado doméstico: preços do açúcar e etanol começam a semana em baixa

No Brasil, o açúcar cristal iniciou a semana com queda, sendo comercializado pelas usinas a R$ 109,10/saca, ante R$ 110,43/saca na sexta-feira, desvalorização de 1,20%, segundo o Cepea/Esalq.

O etanol hidratado também apresentou ligeira queda no Indicador Diário Paulínia. O biocombustível foi negociado a R$ 3.010,50/m³, desvalorização de R$ 1,00 ou 0,03% frente aos preços da sexta-feira.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produtor rural tem 10 dias para declarar o IR e evitar multa da Receita Federal

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O produtor rural que ainda não entregou a declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) 2026 tem dez dias, a partir desta terça-feira (19.05), para acertar as contas com a Receita Federal. O prazo termina em 29 de maio, às 23h59, no horário de Brasília, e exige atenção principalmente de produtores pessoas físicas que tiveram receita bruta anual acima de R$ 177.920 em 2025.

Além da renda obtida na atividade rural, também estão obrigados a declarar produtores que receberam rendimentos tributáveis superiores a R$ 35.584, tiveram rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte acima de R$ 200 mil, possuíam patrimônio superior a R$ 800 mil até 31 de dezembro de 2025 ou pretendem compensar prejuízos da atividade rural.

O limite de receita da atividade rural que obriga a entrega da declaração foi atualizado neste ano, passando de R$ 169.440 para R$ 177.920. A mudança já vale para a declaração referente ao ano-base 2025.

A Receita Federal tem ampliado o cruzamento eletrônico de informações, comparando dados declarados com movimentações bancárias, notas fiscais, registros de cooperativas, tradings, contratos de venda futura e financiamentos rurais. Por isso, especialistas alertam que erros considerados simples podem levar o produtor à malha fina.

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Entre os principais problemas identificados pela Receita estão omissão de receitas, incompatibilidade entre renda declarada e movimentação financeira, além de lançamento incorreto de despesas dedutíveis.

Na atividade rural, o produtor pode optar entre dois modelos de apuração do imposto. No modelo completo, o cálculo considera a diferença entre receitas e despesas da atividade. Já no simplificado, a Receita presume lucro equivalente a 20% da receita bruta. Sobre o resultado apurado incidem as alíquotas progressivas do imposto, que podem chegar a 27,5%.

Especialistas recomendam que o produtor trate a propriedade como uma atividade empresarial, mantendo controle rigoroso de receitas, despesas, financiamentos, arrendamentos, compra de insumos, mão de obra e investimentos realizados ao longo do ano.

Também é importante atenção ao Livro Caixa Digital do Produtor Rural (LCDPR), obrigatório para produtores com receita bruta anual superior a R$ 4,8 milhões. O documento reúne toda a movimentação financeira da atividade rural e se tornou uma das principais ferramentas de fiscalização da Receita Federal.

Mesmo produtores abaixo desse limite são orientados a manter organização documental e financeira para facilitar comprovação de renda, acesso a crédito e eventual fiscalização futura.

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A Receita também alerta para cuidados com a declaração pré-preenchida. Apesar de facilitar o preenchimento ao importar automaticamente dados já disponíveis no sistema, o contribuinte continua responsável pela conferência e correção das informações.

Entre os principais cuidados para evitar a malha fina estão:

  • conferir todos os dados da declaração pré-preenchida;
  • evitar omissão de receitas recebidas de cooperativas, tradings e contratos futuros;
  • lançar corretamente despesas dedutíveis;
  • manter compatibilidade entre renda declarada e movimentação bancária;
  • organizar adequadamente o Livro Caixa ou o LCDPR.

O envio da declaração do produtor rural deve ser feito obrigatoriamente pelo programa da Receita Federal instalado no computador, já que a atividade exige preenchimento de ficha específica com detalhamento de imóveis, receitas, despesas, financiamentos e investimentos ligados à produção.

Quem perder o prazo estará sujeito à multa mínima de R$ 165,74, podendo chegar a 20% do imposto devido.

Mais informações e acesso ao programa de declaração estão disponíveis na Receita Federal.

Fonte: Pensar Agro

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