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Paraná lidera crescimento nacional na estimativa de produção de grãos em novembro, aponta IBGE

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O Paraná registrou o maior crescimento na estimativa de produção de grãos do Brasil em novembro, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o levantamento, a produção paranaense aumentou em 214,9 mil toneladas em relação ao mês anterior, consolidando a participação de 13,5% na produção nacional de grãos, que inclui cereais, leguminosas e oleaginosas.

Mato Grosso e Tocantins aparecem na sequência do ranking

Após o Paraná, os maiores aumentos foram registrados em Mato Grosso (+62,1 mil t), Tocantins (+40,5 mil t) e Pará (+31,5 mil t).

Outros estados com crescimento positivo foram Santa Catarina (+29,7 mil t), Minas Gerais (+25,3 mil t), Amazonas (+14,7 mil t) e Sergipe (+10,2 mil t).

Por outro lado, quedas expressivas ocorreram na Paraíba (-43,8 mil t), Piauí (-27,2 mil t), Ceará (-18,4 mil t), Distrito Federal (-18 mil t) e Alagoas (-13 mil t).

Cevada tem aumento expressivo e Paraná concentra 80% da safra nacional

Um dos destaques do levantamento é a produção de cevada, que teve forte crescimento no Paraná.

O estado deve colher 486,4 mil toneladas, um avanço de 3,5% em relação a outubro e 69,4% frente a 2024, o que representa 80,1% da produção brasileira.

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O Rio Grande do Sul, segundo maior produtor, deve colher 101,6 mil toneladas, uma queda de 6,9% em comparação ao ano anterior.

Produção de aveia cresce quase 50% no Paraná

Outro destaque é a aveia, cuja produção alcançou 246,7 mil toneladas em novembro.

O resultado representa alta de 1,3% em relação a outubro e 48,2% em comparação a 2024.

O rendimento médio teve aumento de 36%, chegando a 2.381 kg por hectare.

A produção nacional de aveia foi estimada em 1,4 milhão de toneladas.

Milho 2ª safra mantém o Paraná como segundo maior produtor do país

O Paraná continua como o segundo maior produtor brasileiro de milho 2ª safra, com 15,2% da produção nacional.

A colheita deve atingir 17,6 milhões de toneladas, o que representa aumento de 1% frente a outubro e crescimento de 40,5% em relação ao ano anterior.

No cenário nacional, a produção deve chegar a 115,9 milhões de toneladas, alta de 26,2% sobre 2024, configurando recorde histórico na série do IBGE.

Soja também apresenta recuperação significativa

Na soja, o Paraná deve colher 21,4 milhões de toneladas, ocupando o segundo lugar entre os maiores produtores do Brasil.

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O resultado representa uma recuperação de 14,6% em comparação à safra anterior, reforçando o papel do estado como um dos principais polos agrícolas do país.

Safra nacional de grãos deve alcançar 335,7 milhões de toneladas em 2026

No cenário nacional, o IBGE estima que a safra brasileira de grãos em 2026 some 335,7 milhões de toneladas, o que representa uma queda de 3% (ou 10,2 milhões de toneladas) em relação a 2025.

A área colhida deve atingir 82,3 milhões de hectares, um aumento de 0,9% (ou 773,3 mil hectares) na comparação anual.

Mato Grosso lidera a produção nacional, seguido por Paraná e Goiás

O Mato Grosso segue como o maior produtor de grãos do país, respondendo por 32% do total nacional.

Na sequência, aparecem Paraná (13,5%), Goiás (11,2%), Rio Grande do Sul (9,4%), Mato Grosso do Sul (8,1%) e Minas Gerais (5,5%).

Juntos, esses estados representam 79,7% da produção total de grãos do Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de açúcar recuam quase 25% em receita no primeiro semestre de 2026 com queda nos preços internacionais

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As exportações brasileiras de açúcar registraram queda significativa no primeiro semestre de 2026, tanto em volume quanto em receita. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram que o país embarcou 12,29 milhões de toneladas de açúcares e melaços entre janeiro e junho, retração de 4,39% em relação ao mesmo período de 2025.

O impacto mais expressivo, no entanto, ocorreu sobre o faturamento. A receita das exportações somou US$ 4,43 bilhões, valor 24,98% inferior aos US$ 5,90 bilhões registrados no primeiro semestre do ano passado. O resultado reflete, principalmente, a forte desvalorização do açúcar no mercado internacional.

Exportações de açúcar caem em junho

Somente em junho, o Brasil exportou 3,13 milhões de toneladas de açúcares e melaços, volume 7,16% menor que o registrado no mesmo mês de 2025, quando os embarques alcançaram 3,37 milhões de toneladas.

A receita obtida com as vendas externas caiu de US$ 1,44 bilhão para US$ 1,09 bilhão, representando retração de 24,26% na comparação anual.

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Preço médio do açúcar despenca no mercado externo

O principal fator responsável pela redução do faturamento foi a queda no preço médio das exportações.

Em junho, a cotação média do açúcar exportado pelo Brasil ficou em US$ 349,59 por tonelada, uma redução de 18,42% frente aos US$ 428,54 por tonelada registrados em junho de 2025.

No acumulado do primeiro semestre, o preço médio também apresentou forte retração, passando de US$ 458,79 para US$ 360,01 por tonelada, o que evidencia a pressão exercida pelas cotações internacionais sobre a rentabilidade das exportações brasileiras.

Mercado acompanha oferta global e comportamento dos preços

Apesar de o Brasil manter a liderança mundial nas exportações de açúcar, o desempenho em 2026 demonstra um cenário mais desafiador para o setor. A combinação entre menor volume embarcado e preços internacionais mais baixos reduziu significativamente a receita cambial do segmento.

Os números divulgados pela Secex consideram 21 dias úteis em junho de 2026, ante 20 dias úteis em junho de 2025, e reforçam a influência do mercado global sobre o desempenho das exportações brasileiras de açúcar ao longo do ano.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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