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Justiça Eleitoral mobiliza atendimento em Sinop durante “Mutirão de Perícias Médicas” do INSS

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O cartório da 22ª Zona Eleitoral, com sede em Sinop (a 521 km de Cuiabá), vai oferecer atendimento ao eleitor durante a realização do “Mutirão de Perícias Médicas”, organizado pela agência municipal do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A ação ocorrerá neste sábado (06) e domingo (07), das 7h às 17h, nas dependências da Agência de Previdência Social (APS), localizada na Avenida das Figueiras, 1537, Setor Comercial. 

No mutirão, serão ofertados os serviços essenciais da Justiça Eleitoral, como alistamento eleitoral (confecção do primeiro título), transferência, revisão de dados cadastrais, emissão de segunda via do título de eleitor e de guias para pagamento de multas eleitorais, além do cadastramento biométrico, que é o foco das ações do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). 

“O cartório foi convidado a participar do evento pela própria Agência. Com isso, a Justiça Eleitoral poderá coletar a biometria desses eleitores que buscam algum auxílio do instituto. A pessoa que procura manter ou acessar os benefícios junto ao INSS precisa ter seus dados biométricos em dia”, declarou o chefe de Cartório da 22ª Zona Eleitoral, Wedson Marques do Amaral. 

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A iniciativa busca facilitar o acesso de eleitores e eleitoras aos serviços eleitorais, alcançando a população em locais estratégicos, com grande circulação. Também faz parte da campanha “Biometria 100%”, coordenada pela Corregedoria Regional Eleitoral (CRE-MT), para ampliar a cobertura biométrica no estado em 2025. A meta é alcançar um índice pelo menos 98%. 

Dentro de um universo de 142 municípios, Sinop é o 47º no ranking de cobertura biométrica em Mato Grosso. O município conta com 96,05% do eleitorado com biometria, totalizando 114.082 pessoas com as digitais cadastradas, dentro de um total de 118.768 indivíduos aptos a votar. Enquanto isso, 3,95% dos(as) eleitores(as) ainda não realizaram o cadastramento biométrico, o que equivale a 4.686 pessoas. 

Para receber atendimento da Justiça Eleitoral, é necessário levar documento oficial com foto, em versão física ou digital, e comprovante de endereço atualizado. Em caso de alistamento eleitoral para homens maiores de 18 anos, também é preciso apresentar o comprovante de quitação militar. 

Estrutura 

Para atender à população, estarão disponíveis dois servidores da Justiça Eleitoral por turno, totalizando oito profissionais durante o fim de semana. O cartório dispõe de toda a estrutura necessária para atender os eleitores. Cada servidor utiliza um kit biométrico, que contém computador portátil, câmera digital, scanner para coleta biométrica, pad para assinatura e case para ambientação e transporte dos equipamentos. 

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Mutirão de Perícias Médicas 

O Mutirão de Perícias Médicas é uma realização da Agência da Previdência Social (APS) de Sinop. O objetivo é diminuir o tempo de espera dos segurados durante a etapa de perícias médicas. No geral, a etapa conta com um médico perito, que analisa os laudos, exames e receitas, a fim de avaliar o quadro de saúde de quem busca os benefícios. A análise também conta com uma avaliação física e uma entrevista. 

Estagiária: Laís Guilherme (supervisão do jornalista Anderson Pinho) 

Crédito da imagem: Só Notícias 

#PraTodosVerem: A imagem mostra a fachada da Agência do INSS com portões brancos. A construção tem paredes com pequenos quadrados brancos de cerâmica e um letreiro em azul com as palavras “PREVIDÊNCIA SOCIAL”. Em frente ao prédio, há uma bicicleta azul encostada no portão e uma pessoa falando pelo Telefone de Uso Público (TUP).

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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