POLÍCIA

Polícia Civil prende grupo envolvido em roubos e furtos de cabos de cobre em Cuiabá

Publicado em

Uma ampla investigação desencadeada pela Polícia Civil culminou na identificação e prisão de um grupo criminoso, suspeito de envolvimento em crimes de roubo e furto de fios de cobre, praticados em diferentes regiões de Cuiabá.

A prisão foi realizada nessa quarta-feira (3.12), nos bairros Jardim Vitória e Três Barras. Na ação foram presos quatro pessoas maiores de idade, sendo deles uma jovem, todos com idades entre 21 e 25 anos. Além deles, um menor, de 14 anos, foi apreendido.

Ações investigativas

A investigação, realizada pela Delegacia de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá, tiveram início após a identificação de um veículo empregado em um roubo, registrado em 18 de novembro de 2025, na Capital.

Em seguida, por meio de técnicas investigativas, os policiais levantaram que o veículo havia sido utilizado em outro roubo, praticado no dia 26 de novembro, o que intensificou o trabalho das equipes policiais.

Prisão

Nessa quarta-feira (3), os investigadores localizaram o automóvel suspeito no Jardim Vitória, no momento em que era rebocado. Em seguida, os dois ocupantes do veículo foram abordados. Identificados e presos.

Leia Também:  Polícia Militar fecha festa promovida por integrantes de facção criminosa em Vila Rica

Em diligências contínuas, os policiais prosseguiram nas buscas, chegando a um endereço, situado no Bairro Três Barras. No local, foi avistado um outro veículo com três ocupantes. Na abordagem, dois suspeitos foram detidos. Um terceiro indivíduo fugiu por uma área de mata. Além deles, outras duas pessoas foram identificadas, sendo uma delas, um adolescente de 14 anos.

No local, os suspeitos confessaram que a casa era utilizada para armazenar produtos furtados. Além disso, também informaram que alguns materiais foram queimados para extração de cobre e, posteriormente, vendidos para um sucateiro. Uma carretinha utilizada no transporte dos itens apreendida.

Continuidade deletiva

Os investigados relataram que praticaram outro furto. A ação teria ocorrido durante a madrugada de quarta-feira (3), em uma obra no Parque Atalaia, onde fios de cobre e outros materiais foram subtraídos.

Em diligências, o vigilante noturno da obra confirmou aos policiais que os criminosos envolvidos na ação fugiram em um veículo, compatível com o que foi identificado pela equipe policial.

Leia Também:  Homem é preso pela Polícia Civil logo após praticar roubo a posto de combustível em Várzea Grande

Todos os detidos foram conduzidos à Derf, onde foram interrogados e autuados conforme suas participações.

As investigações continuam para identificar demais envolvidos e recuperar outros materiais eventualmente subtraídos.

Fonte: Policia Civil MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

POLÍCIA

Polícia Civil leva debate sobre bullying, ciberbullying e radicalização misógina às escolas de Cuiabá

Published

on

A violência contra a mulher não começa com um feminicídio. Ela nasce silenciosa, muitas vezes nos corredores das escolas, nas salas de bate-papo de jogos online, nos comentários anônimos das redes sociais e nos discursos de ódio que se infiltram como verdadeiros “coaches” da masculinidade tóxica.

Para enfrentar essa realidade, a Polícia Judiciária Civil, por meio da Coordenadoria de Polícia Comunitária e dos projetos sociais intensificou palestras nas unidades de ensino, lança um olhar atento e preventivo sobre o fenômeno da intimidação sistemática (bullying), do ciberbullying e da radicalização online em perfis da manosfera e machosfera.

A ação, que integra a campanha de prevenção à violência virtual nas escolas da capital, leva às salas de aula um diálogo franco e desarmado com alunos do ensino fundamental e médio. O objetivo não é apenas punir, mas impedir a formação de novos agressores, desconstruindo a ideia de que “brincadeira de mau gosto” é algo natural ou inofensivo.

“Não é brincadeira”: Investigador alerta para os crimes por trás da tela

Palestrante frequente nas ações da Polícia Civil em Cuiabá, o investigador Ademar Torres de Almeida, tem se dedicado a levar às escolas uma mensagem clara: o bullying e o ciberbullying são violações graves, com consequências jurídicas e emocionais reais. Em suas apresentações, ele utiliza recursos audiovisuais e exposição dialogada para mostrar como apelidos, xingamentos repetitivos, exclusão social e humilhações digitais não se trata de “mera diversão”.

“Precisamos desmontar essa ideia de que colocar apelido ofensivo, isolar o colega ou espalhar um boato é brincadeira. Isso é violência. E quando essa violência ganha as redes ou os chats dos jogos online, ela se multiplica. A Lei nº 14.811/2024 tipificou o cyberbullying como ‘intimidação sistemática virtual’, e os adolescentes precisam saber que responderão por atos infracionais por essas condutas”, alerta o investigador.

Segundo Ademar Torres, um dos pontos mais críticos observados nos diálogos com os jovens é a adesão velada a discursos de ódio contra meninas e mulheres, propagados em comunidades como a manosfera – um ecossistema digital misógino – e seu núcleo mais radical, a machosfera. Termos como Incel, Redpill, Blackpill e MGTOW (Homens Seguindo seu Próprio Caminho) têm sido identificados por pesquisas como mecanismos de radicalização que transformam frustrações em rancor e, em casos extremos, em violência.

Leia Também:  Polícia Militar fecha festa promovida por integrantes de facção criminosa em Vila Rica

“Quando um aluno começa a reproduzir frases de ódio contra as colegas, a defender que ‘mulher merece sofrer’ ou a consumir conteúdos de influenciadores que pregam a dominação masculina, isso é um sinal de alerta. Estamos falando de um processo de radicalização que começa online e pode terminar em violência real. A escola é o lugar ideal para interromper esse ciclo”, explicou o investigador.

Psicóloga reforça: parceria com a Polícia Civil transforma a escola

A atuação da Polícia Civil nas escolas não acontece de forma isolada. No Colégio Tiradentes da Polícia Militar, em Cuiabá, a psicóloga Renata, da equipe psicossocial da unidade, tem acompanhado de perto os resultados das palestras e rodas de conversa promovidas pelos investigadores. Para ela, a presença da Polícia Civil no ambiente escolar é fundamental para desmistificar o tema e dar segurança jurídica e emocional a alunos e educadores.

“A expressão ‘bullying’ é usada para qualificar comportamentos agressivos no ambiente escolar, praticados de forma intencional e repetitiva, deixando a vítima impossibilitada de se defender. Mas, na prática, muitas crianças e adolescentes não sabem identificar quando estão sendo vítimas ou, pior, quando estão sendo agressores. O trabalho da Polícia Civil, com uma linguagem acessível e exemplos concretos, ajuda a desnaturalizar essa violência. Eles explicam desde o bullying físico até o cyberbullying, incluindo a falsificação de fotos, a disseminação de boatos e a violação de intimidade”, detalha a psicóloga.

Renata destaca que um dos maiores ganhos dessa parceria é a prevenção baseada no diálogo e no acolhimento, e não apenas na repressão. “Quando o investigador entra na sala e fala sobre como os jogos online podem se tornar espaços tóxicos, ou como um comentário misógino em uma rede social não é ‘só uma opinião’, os alunos se sentem provocados a refletir. A escola sozinha não dá conta desse fenômeno digital. Precisamos do Estado, da segurança pública, atuando de forma coordenada. A Polícia Civil tem sido essencial nesse sentido”, afirmou.

Leia Também:  PRF encontra mais de 46 kg de drogas escondidas sob cama de caminhão na BR-364

O que diz a lei e o papel da escola

O coordenador da Polícia Comunitária, delegado Mario Dermeval, ressalta que as ações da Polícia Civil nas escolas de Cuiabá estão amparadas em um robusto arcabouço legal. A Lei Estadual nº 9.724/2012 determina a inclusão de medidas de conscientização e combate ao bullying nos projetos pedagógicos de Mato Grosso. Já a Lei Federal nº 13.185/2015 instituiu o Programa de Combate à Intimidação Sistemática, e a Lei nº 13.663/2018 alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) para obrigar as escolas a promoverem ações de prevenção à violência e cultura de paz.

De acordo com o material utilizado nas palestras, as formas mais comuns de bullying vão além do físico e incluem o bullying psicológico (amedrontar, perseguir), moral (difamar, caluniar), verbal (insultos, apelidos humilhantes), sexual (assediar), social (isolar, excluir), material (furtar ou destruir pertences) e o virtual ou cyberbullying (humilhações online, invasão de perfis, envio de mensagens ofensivas).

Prevenção como projeto de Estado

Segundo o gerente de Polícia Comunitária, investigador Nilton César Cardoso, as ações da Polícia Civil na capital têm por referência os projetos sociais de prevenção e o Programa Escola Segura que visa a prevenção eficaz aliada a educação transformadora, integrada no território escolar. Ao final das palestras, fica a mensagem central: os algoritmos das redes sociais e os chats dos jogos online não podem ditar o que é certo ou errado. A responsabilidade é coletiva. Como bem sintetizou o Investigador.

Serviço

Escolas públicas e privadas de Cuiabá que desejarem agendar palestras sobre bullying, ciberbullying, prevenção à violência virtual e enfrentamento à radicalização misógina podem entrar em contato com a Polícia Civil. As ações são gratuitas e voltadas a alunos do ensino fundamental e médio.

Fonte: Policia Civil MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA