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CCJR aprecia 39 itens e presidente destaca análise do PLOA após audiência pública

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A Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) apreciou 39 itens durante a reunião desta terça-feira (2), realizada na sala das comissões deputada Sarita Baracat.

O presidente da CCJR, deputado Eduardo Botelho (União), destacou que a comissão encerra o ano com a pauta limpa. Também participaram da reunião os deputados Sebastião Rezende (União), Thiago Silva (MDB), Wilson Santos (PSD) e, remotamente, Diego Guimarães (Republicanos).

“A CCJR cumpriu sua função. Discutimos todos os projetos tecnicamente, sem atropelos, e estamos terminando o ano com o sentimento de dever cumprido. Fizemos o melhor que podíamos e, em todas as análises, utilizamos critérios absolutamente técnicos”, afirmou Botelho.

O parlamentar lembrou que este foi seu primeiro ano como presidente da comissão e fez um balanço positivo da atuação. Ele também explicou o trâmite de projetos com alterações e emendas, destacando o avanço da peça orçamentária.

Segundo o deputado, o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA 2026) deve voltar à CCJR após audiência pública marcada para o próximo dia 9.

“Ela [PLOA] volta para a comissão, terá audiência pública no dia 9, depois segue para a Comissão de Orçamento e retorna para a CCJR para análise final. Devemos apreciá-la nas últimas semanas, se houver entendimento entre os deputados”, explicou Botelho.

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VOTAÇÃO – Dentre os 39 itens em pauta, 24 proposituras foram aprovadas com parecer favorável: PEC 6/25, PLC 6/25 e os PLs 195/23, 502/23, 699/23, 1643/23, 1892/23, 494/25, 1690/25, 2133/23, 12/24, 1907/24, 96/25, 98/25, 209/25, 314/25, 981/25, 564/25, 828/25, 899/25, 916/25, 1500/25, 1706/25, 1707/25. Nove com parecer contrário, outros quatro itens foram retirados da pauta: 768/23, 2020/23, 60/24 e 10/25. E dois tiveram pedidos de vista: 148/23 e 1165/23.

O deputado Wilson Santos defendeu o PL 2133/2023, que dispõe sobre a Política Estadual de Atenção aos Direitos da Mãe Solo, que recebeu parecer favorável, e o PL 1643/2023 que institui canal de disque-denúncia para investigar relatos de adulteração de combustível em Mato Grosso, ambos de sua autoria.

Segundo ele, a proposta sobre mães solo busca garantir reconhecimento e direitos a um segmento crescente da sociedade.

“É um segmento relativamente novo na mídia e nas instituições, mas sempre existiu. Mães que criaram famílias inteiras sozinhas, nunca abandonaram seus filhos. Queremos criar uma política de reconhecimento, respeito e garantia de direitos aqui em Mato Grosso”, afirmou, ao destacar o exemplo de Rondonópolis, onde mães solo receberam apoio para construção da moradia.

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“Lá, além do lote, a mãe solo tinha direito à mão de obra do município. Ela comprava o material e o município disponibilizava pedreiro, servente, carpinteiro, eletricista. É esse tipo de apoio que queremos garantir por lei”, destacou.

Sobre o projeto do disque-denúncia de combustíveis, o parlamentar lembrou que o setor é um dos que mais sonegam no Brasil e que Mato Grosso enfrenta perdas significativas.

“O setor de combustíveis em Mato Grosso sonega cerca de 1 bilhão de reais por ano. O etanol responde por 80% dessa sonegação. Queremos criar um número estadual para denúncias, inclusive afixado nas bombas, para que a população tenha facilidade e segurança ao denunciar”, explicou Santos, ao ressaltar que a sonegação foi comprovada durante a CPI realizada entre 2019 e 2020.

Fonte: ALMT – MT

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Sema anuncia revisão de procedimentos após vistoria no Pantanal com Botelho

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Com o objetivo de verificar de perto as dificuldades enfrentadas por produtores rurais do Pantanal e discutir mecanismos para garantir maior segurança jurídica nos processos de fiscalização ambiental, o deputado Eduardo Botelho (MDB), presidente da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa, e a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, estiveram na sexta-feira (08) no município de Poconé.

A visita técnica ocorreu após demandas apresentadas ao parlamentar pelo ex-prefeito de Poconé, Arlindo Márcio de Moraes, conhecido como Tico de Arlindo, relacionadas às multas ambientais e aos embargos de propriedades rurais, que acabam impedidas de desenvolver suas atividades, aplicados pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). A agenda contou com a presença de técnicos da Sema, lideranças locais e produtores da região.

A visita técnica foi realizada na Fazenda Carvoazinho, onde foram apresentados os três elementos de gestão ambiental previstos no Decreto nº 774/2024, de 14 de março, que regulamenta a Lei do Pantanal nº 8.830/2008. Entre os procedimentos estão a limpeza, caracterizada quando não há material lenhoso ou quando a vegetação arbórea ainda não se desenvolveu, incluindo áreas com árvores finas e vegetação de pequeno porte; a supressão, que ocorre quando há retirada de vegetação nativa consolidada; e a roçada, considerada apenas o manejo da vegetação rasteira ou nociva, sem retirada de árvores ou vegetação nativa de maior porte.

A preocupação do deputado Eduardo Botelho é com autuações realizadas a partir de análises por imagens comparativas com uso de inteligência artificial, como também aos embargos de propriedades rurais. Segundo Botelho, produtores rurais do Pantanal têm relatado insegurança diante da forma como essas multas vêm sendo aplicadas.

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O Parlamentar destacou que a visita técnica ao Pantanal tem como objetivo ouvir os produtores rurais e buscar soluções para garantir segurança jurídica e a continuidade da atividade produtiva na região.

“Estamos acompanhando os produtores do Pantanal e vendo de perto a situação que eles estão vivendo e as dificuldades que estão enfrentando para manter a pecuária dentro do Pantanal. Por isso, estamos aqui com todos os técnicos da Sema para encontrar soluções que permitam que esses produtores continuem produzindo, gerando desenvolvimento e, ao mesmo tempo, ajudando na preservação do Pantanal, inclusive na prevenção das queimadas, que hoje são um dos grandes problemas da região”, pontuou Botelho.

Durante a vistoria, a secretária Mauren Lazzaretti enfatizou que o objetivo da ação é aprimorar os procedimentos adotados pela Sema e construir soluções em conjunto com os produtores rurais.

“Estamos aqui em uma propriedade em Poconé, no Pantanal, com o objetivo de avaliar os procedimentos que permitem autorizar a limpeza e também verificar alertas de fiscalização para entender, dentro da dinâmica do Pantanal, como melhorar os procedimentos da Secretaria de Estado de Meio Ambiente. Evoluímos nessa gestão para permitir a roçada, a limpeza e a supressão com substituição de gramíneas”, afirmou.

Segundo a secretária, a proposta é construir um entendimento técnico mais claro sobre os processos e regulamentações ambientais no Pantanal.

“O objetivo final desse encontro é regulamentar de forma mais clara os procedimentos, fazer melhorias nos procedimentos padrão, inclusive nos termos de referência, e construir um manual que sirva tanto para o órgão ambiental quanto para os produtores rurais, esclarecendo dúvidas e aprimorando os processos”, explicou.

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Mauren também informou que será aberto um prazo de 20 dias para retomada das discussões sobre novas orientações e procedimentos.

“Vamos dar um prazo de 20 dias para nos reunirmos novamente e discutir novas alternativas de orientações e procedimentos. Dessa forma, todos ganham: o produtor pantaneiro, a população de Poconé e o Estado de Mato Grosso, que continuará produzindo dentro da legalidade”, ressaltou.

O analista de Meio Ambiente da Sema, Alberto Meira, explicou que a principal reclamação dos produtores está relacionada à burocracia dos processos. Ele ressaltou ainda que a Sema atualizou os termos de referência e criou um manual orientativo para auxiliar técnicos e profissionais na elaboração dos projetos ambientais.

“O Estado já avançou bastante nessa atualização, mas muitos processos ainda chegam incompletos, sem as peças técnicas necessárias, o que dificulta a análise e aprovação”, concluiu.

Ainda conforme a secretária, os casos poderão passar por análise técnica e procedimentos de conciliação para verificar possíveis inconsistências nas autuações.

“Vamos estudar mecanismos para entender cada situação e pensar em alternativas de conciliação, permitindo dar sequência aos processos de limpeza quando houver solicitação formal. A partir da apresentação de laudos e análise técnica, caso seja constatada autuação indevida, o auto poderá ser cancelado e arquivado”, concluiu.

Fonte: ALMT – MT

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