AGRONEGÓCIO

Ondas de Calor Aumentam Riscos para a Saúde das Aves e Exigem Cuidados Redobrados nas Granjas

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Altas temperaturas desafiam a produção avícola

Com a chegada de períodos mais quentes, os avicultores precisam intensificar os cuidados com o manejo e a ambiência nas granjas. As ondas de calor afetam diretamente o comportamento e o metabolismo das aves, elevando o risco de queda na produtividade e até de mortalidade.

De acordo com dados da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), o perigo aumenta consideravelmente quando a temperatura ultrapassa 36°C, especialmente em instalações que dependem de energia elétrica para o controle climático.

Sintomas de estresse térmico aparecem rapidamente

Durante os picos de calor, as aves manifestam sinais visíveis de desconforto térmico.

“Elas começam a ofegar, mantêm as asas abertas, consomem menos ração e bebem mais água. Além disso, ficam mais paradas e podem até morrer subitamente em casos extremos”, explica Gabriela Romanzini, coordenadora de produtos da MCassab Nutrição e Saúde Animal.

Essas alterações comprometem o desempenho zootécnico do lote, resultando em perda de peso, pior conversão alimentar e desuniformidade entre as aves, o que eleva os custos de produção e reduz a rentabilidade.

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Cuidados com ventilação, umidade e hidratação são essenciais

A especialista reforça que a prevenção é a melhor estratégia para reduzir os impactos do calor.

Garantir ventilação adequada, controle da umidade e fornecimento de água fresca — idealmente entre 18°C e 21°C — são medidas fundamentais para manter o bem-estar das aves.

“A suplementação com eletrólitos e minerais também é importante para manter o equilíbrio fisiológico. Durante o calor excessivo, as aves respiram mais rápido e dilatam os vasos sanguíneos para dissipar calor, o que desequilibra o metabolismo, reduz a imunidade e prejudica o ganho muscular”, destaca Romanzini.

MCassab lança solução natural para suporte respiratório

Para auxiliar os produtores nos períodos críticos, a MCassab desenvolveu o Bronk Clean, um aditivo natural à base de eucalipto, menta e cânfora, indicado para melhorar o suporte respiratório das aves durante as ondas de calor.

Segundo Gabriela, o produto melhora a ventilação pulmonar e mantém a oxigenação em condições adversas.

“O Bronk Clean pode ser usado em situações de calor intenso, no pré-carregamento, no pós-alojamento e em outros momentos de estresse térmico”, explica a coordenadora.

Uso preventivo e manejo adequado aumentam a eficiência

Além do uso emergencial, o Bronk Clean também pode ser aplicado de forma preventiva, especialmente durante as mudanças de fase da criação, quando o estresse das aves tende a ser maior.

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O produto apresenta resultados ainda melhores quando associado a boas práticas de manejo, ventilação e conforto térmico.

“O calor é inevitável, mas seus efeitos podem ser minimizados quando as aves recebem o suporte adequado”, conclui Gabriela Romanzini.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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