AGRONEGÓCIO

Secretaria da Mulher e Núcleo da Primeira-dama impulsionam o empreendedorismo feminino

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No mês dedicado ao empreendedorismo, a Prefeitura de Cuiabá celebrou um marco importante para a autonomia econômica das mulheres da capital. Na quarta-feira (19), Dia do Empreendedorismo, a Secretaria da Mulher, em parceria com o Núcleo da Primeira-dama, promoveu mais um ciclo de palestras com feira de produtos variados no encerramento do evento Empreendedorismo que Transforma. Mais de 100 mulheres aproveitaram a tarde de aprendizagem, inspiração e conexões.

A secretária da Mulher, coronel Hadassah Suzannah, destacou que o encontro simboliza a força transformadora que tem guiado as ações do órgão ao longo do ano. Segundo ela, o trabalho contínuo desenvolvido desde o início do ano já colhe resultados significativos.

“Hoje temos mulheres que já estão vendendo seus produtos e que, lá no começo, não vendiam nada. Elas se qualificaram conosco, aperfeiçoaram suas técnicas e agora estão sendo contempladas com novas oportunidades”, afirmou.

Durante o evento, mais de 100 mulheres ouviram sobre temas essenciais para o fortalecimento dos seus negócios, estratégias de vendas, gestão e posicionamento no mercado. A proposta foi oferecer ferramentas práticas e ampliar o olhar empreendedor, incentivando cada participante a transformar sua habilidade em fonte de renda sustentável. Entre os temas estavam educação financeira, linhas de crédito para empreendedoras, inteligência emocional e casos de superação que já são sucesso no mercado.

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“É um ambiente para nos conhecermos, abrirmos portas e criarmos boas conexões. Este mês tem sido muito especial e fechamos o dia 19 de novembro com chave de ouro, celebrando o Dia do Empreendedorismo Feminino com esse grande evento”, frisou a diretora de empreendedorismo da Secretaria da Mulher, Bruna Rangel, responsável pela organização do evento.

A empreendedora Emily Mascarenhas, moradora do bairro Dr. Fábio, gostou muito das orientações sobre finanças e afirmou serem decisivas para reorganizar seu negócio de cadernos artesanais, produzidos manualmente com linha e agulha.

“Foi bacana demais, principalmente a parte das finanças. Às vezes a gente se perde, gasta aqui e ali e acaba não investindo o suficiente no próprio empreendimento. As dicas foram maravilhosas para eu conseguir aplicar melhor meu dinheiro e ter uma renda maior. Com certeza vou investir ainda mais na minha empresa”, relatou.

Na oportunidade, a secretária Hadassah palestrou sobre inteligência emocional e lembrou que o tempo de transformar é o agora, o presente. “A vida é um cronômetro que está ligado para todo mundo. Pare de pensar que não dá mais, lute por seus sonhos”, frisou.

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A secretária Michele Dreher, responsável pela palestra sobre educação financeira, deu até dica de livros.

“Vim para o evento para inspirar essas mulheres, e aprendi muito. Amei as palestras. E posso afirmar que estou só começando no meu negócio. Comecei vendendo bolo de pote de porta em porta, fiz minha marca, cumpri um propósito com Deus e ele transformou minha trajetória. Minha preocupação sempre é como o produto vai chegar ao cliente. Isso faz muita diferença”, ensinou Taliane Duarte, proprietária da La Chocolê Doceria.

Presente no evento, a primeira-dama Samantha Iris pontuou que “nós, mulheres, damos conta de tantos afazeres e temos potencial para ir muito além, e de conviver, não competindo com os homens, mas somando”.

Vários secretários da gestão municipal prestigiaram a programação, que contou com parceiros e uma linda feira de produtos artesanais.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Tecnologia transforma açúcar em insumo para medicamentos e cosméticos

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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) avançou no desenvolvimento de uma plataforma para produzir compostos químicos de alto valor agregado a partir de açúcares. Em testes de laboratório, o trabalho utilizou leveduras modificadas para obter uma molécula empregada na fabricação de polímeros, medicamentos, cosméticos e insumos agrícolas. A pesquisa abre caminho para ampliar o uso de matérias-primas renováveis em processos que hoje dependem de derivados do petróleo.

O resultado foi divulgado pela instituição em 29 de setembro. Desenvolvida no âmbito da Embrapa Agroenergia, a metodologia combina ferramentas de análise molecular para identificar como os microrganismos aproveitam os açúcares e quais limitações precisam ser superadas para melhorar a produção. O trabalho foi realizado em parceria com o Centro Helmholtz de Pesquisa Ambiental, na Alemanha.

Para o agronegócio, a perspectiva é ampliar as possibilidades de transformação da biomassa em produtos de maior valor. A obtenção de moléculas para a indústria química pode diversificar o aproveitamento de matérias-primas renováveis e aproximar a produção agrícola de mercados como os de materiais, ingredientes e insumos industriais. A viabilidade dessa rota dependerá de seu desempenho fora do laboratório.

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Nos experimentos, uma linhagem geneticamente modificada da levedura Saccharomyces cerevisiae produziu ácido p-hidroxibenzoico, identificado pela sigla PHBA. O composto funciona como precursor químico, uma substância utilizada na fabricação de outros produtos. Os ensaios ocorreram em biorreatores, equipamentos que permitem controlar as condições de cultivo e acompanhar o funcionamento do microrganismo.

A contribuição da plataforma está em observar diferentes etapas desse processo de forma integrada. As análises examinam proteínas, moléculas produzidas pelas reações celulares e o percurso das substâncias dentro da levedura. Com essas informações, é possível localizar gargalos e orientar modificações para direcionar uma parcela maior da matéria-prima ao composto desejado.

Uma das técnicas empregadas acompanha o carbono utilizado pelas células por meio de marcadores isotópicos. Segundo a Embrapa, o trabalho gerou um banco de dados com mais de 28 mil metabólitos e cerca de 1,7 mil proteínas anotadas. Esse conjunto de informações poderá apoiar a seleção e o desenvolvimento de microrganismos para diferentes aplicações agroindustriais.

Os protocolos de fermentação também foram ajustados. A concentração de glicose no meio de cultivo caiu de 20 para 10 gramas por litro, reduzindo os custos dos experimentos com marcadores. O resultado se refere aos procedimentos de pesquisa e não permite concluir que uma futura operação industrial terá redução equivalente no consumo de açúcar ou no custo de fabricação.

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A instituição pretende aproveitar o conhecimento adquirido na avaliação de seu acervo de microrganismos, que reúne mais de 20 mil ativos da biodiversidade brasileira. A metodologia poderá ajudar a identificar linhagens com potencial para produzir bioinsumos, ingredientes funcionais, compostos aromáticos e outras moléculas de interesse econômico.

O avanço reforça uma frente de pesquisa que busca agregar valor à produção renovável brasileira. Para chegar à indústria, os processos precisarão combinar rendimento, regularidade e custos competitivos. É essa etapa que determinará se a capacidade demonstrada no laboratório poderá gerar novas oportunidades para fornecedores de matérias-primas, agroindústrias e fabricantes de produtos químicos.

Fonte: Pensar Agro

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