AGRONEGÓCIO

Decretos de emergência impulsionam renegociação de dívidas rurais no Paraná

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Eventos climáticos expõem vulnerabilidade do campo paranaense

Os recentes tornados que atingiram o Paraná reacenderam o debate sobre a vulnerabilidade do agronegócio diante de desastres naturais e seus impactos econômicos. Além das perdas materiais, produtores rurais enfrentam dificuldades financeiras que têm levado diversos municípios a decretarem situação de emergência ou calamidade pública.

Essas medidas não apenas abrem caminho para o acesso a recursos federais, como também permitem a renegociação de dívidas rurais, conforme apontam especialistas do escritório Dosso Toledo Advogados.

Decretos são a “porta de entrada” para renegociações

De acordo com os advogados, o decreto municipal atua como uma espécie de “porta de entrada” para que produtores solicitem a prorrogação de prazos de pagamento de financiamentos. A medida tem sido considerada essencial para garantir fôlego financeiro às propriedades afetadas por eventos climáticos severos.

“Os decretos permitem formalizar pedidos de prorrogação de dívidas, o que pode ser determinante para manter a sustentabilidade econômica do produtor em momentos de crise”, explica uma das advogadas do escritório.

Regras do Banco Central definem condições para renegociação

O Manual de Crédito Rural do Banco Central prevê a possibilidade de renegociação de operações em casos de perdas causadas por secas, enchentes, geadas, ventanias e outros fenômenos adversos. Entretanto, para que o benefício seja concedido, é necessário que:

  • o dano seja comprovado;
  • a propriedade esteja localizada em área incluída em decreto reconhecido pelo governo federal.

“Muitos produtores desconhecem que a prorrogação não é automática. É preciso comprovar que as perdas comprometeram a capacidade de pagamento e que a fazenda está dentro da área decretada. Por isso, a orientação jurídica é fundamental para evitar erros e garantir o direito dentro dos prazos”, destaca Natália Marques de Oliveira, advogada do Dosso Toledo Advogados.

Acesso a crédito emergencial e apoio governamental

Além da renegociação de dívidas, os decretos de emergência podem abrir oportunidades para crédito emergencial, isenções tributárias e apoio logístico, dependendo das políticas públicas vigentes.

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Com o aumento da frequência de eventos climáticos extremos, especialistas reforçam a importância de práticas de gestão de risco e de assessoria jurídica constante para proteger a estabilidade financeira do setor rural.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Brasil vai sediar o maior congresso mundial da aviação agrícola em agosto

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Goianápolis (cerca de 35 km da capital Goiânia) em Goiás, será palco, entre os dias 18 e 20 de agosto, do maior encontro mundial da aviação agrícola. O Congresso da Aviação Agrícola do Brasil (Congresso AvAg 2026) deve reunir pilotos, operadores, fabricantes de aeronaves, pesquisadores, empresas de tecnologia e autoridades para discutir inovação, segurança operacional e os rumos de um segmento que desempenha papel estratégico na produção agropecuária brasileira. As inscrições são gratuitas e já estão abertas.

O Brasil possui a segunda maior frota de aeronaves agrícolas do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. Segundo dados do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), o País conta com mais de 2,8 mil aeronaves aeroagrícolas em operação, utilizadas principalmente na aplicação de defensivos, fertilizantes, sementes, controle biológico, combate a incêndios florestais e monitoramento de lavouras. Nos últimos anos, o setor também incorporou os drones como ferramenta complementar às operações aéreas tradicionais.

Goiás foi escolhido para sediar o congresso por ocupar posição de destaque na aviação agrícola nacional. O Estado possui a quarta maior frota aeroagrícola do País, atrás apenas de Mato Grosso, Rio Grande do Sul e São Paulo. A localização também favorece o acesso de produtores e empresas instalados no Centro-Oeste, região que concentra parte significativa da produção brasileira de grãos, fibras e cana-de-açúcar.

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Promovido pelo Sindag, o Congresso AvAg é considerado a principal vitrine internacional do setor. A programação prevê painéis técnicos, demonstrações de voo, exposição de aeronaves, equipamentos de pulverização, sistemas de agricultura de precisão e tecnologias voltadas à eficiência das aplicações aéreas. Também estão previstas discussões sobre sustentabilidade, formação de mão de obra, segurança operacional, uso integrado de aviões, helicópteros e drones, além de gestão das empresas aeroagrícolas.

A organização estima a participação de representantes de cerca de 12 países, incluindo Estados Unidos e Canadá. Fabricantes e fornecedores devem apresentar aeronaves avaliadas em até R$ 15 milhões, além de novos equipamentos e soluções para o campo. Ao longo dos três dias, cerca de dez aeronaves estarão em exposição e participarão de demonstrações práticas, ao lado de drones utilizados nas operações agrícolas.

Segundo a presidente do Sindag, Hoana Almeida Santos, o congresso tem como objetivo aproximar todos os elos da cadeia da aviação agrícola, promovendo intercâmbio técnico, geração de negócios e atualização profissional em um setor que acompanha a evolução tecnológica do agronegócio brasileiro.

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Além da exposição de equipamentos, o evento deverá reunir empresas de manutenção aeronáutica, fabricantes de motores, distribuidores de insumos, desenvolvedores de tecnologias de aplicação e instituições de pesquisa. A expectativa é fortalecer parcerias comerciais e ampliar o debate sobre inovação, eficiência operacional e sustentabilidade em uma atividade considerada essencial para grandes culturas como soja, milho, algodão, cana-de-açúcar e florestas plantadas.

Fonte: Pensar Agro

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